terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dieta do Natal

Temos marcado para amanhã o início da dieta de Natal. Começamos com
uma festa de anos, que dará lugar a um jantar de Natal, que dará lugar
a outro jantar de Natal, mais duas festas de anos, mais jantar de
Natal e festa de anos, que darão lugar ao Natal, que por sua vez dará
lugar à passagem de ano, e no dia a seguir temos mais uma festa de
anos e na mesma semana um jantar da empresa.
E este fim-de-semana já comemos umas azevias. Estamos bem
encaminhados. Amanhã começamos os calendários dos chocolates. Os, que
é um para cada um, que isto amigos, amigos, chocolates à parte.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Note to self [2]



Não és a super-mulher. Não tens que ser. Ninguém quer que tu sejas, nem tu queres ser. Não há mal em deixar coisas para fazer no dia seguinte. Não há mal em cometer um ou dois erros menores no trabalho. Não faz mal se comeres três chocolates num dia infernal. É normal que de vez em quando não te apeteça limpar a casa. Nem ir trabalhar. Nem fazer exercício. Acontece a todos, até aos mais realizados e felizes. Não tens que acudir a todos os corações desesperados e/ou em apuros, não tens que ajudar metade da população. Não tens que mudar o mundo. Nem tão pouco andar sempre bem disposta. Não precisas de ligar a toda agente, todos os dias, a todas as horas. Não tens que ser perfeita. Não tens que ser perfeita. Não tens que ser perfeita. Ninguém assim o exige. Não devias exigir tu também. Porque não és nenhuma super-mulher. Nem tu, nem ninguém.

sábado, 27 de novembro de 2010

Frio!!


É só o frio começar a apertar, e é ver-me todos os anos com o mesmo pensamento: Porque é que eu sou tão friorenta? Há alguma forma de deixar de ser? Será que algum dia vou ser um bocadinho menos friorenta?
E hoje, juntou-se mais um: Onde é que eu estava com a cabeça, quando decidi que a nossa próxima viagem será a um sítio ainda mas frio?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Alento

Sabem o que me dá alento hoje, que me custou a levantar como não me lembro de me acontecer?
A próxima semana é mais curta (mesmo que seja só um dia). E a outra também. Depois a outra é normal. A outra a seguir volta a ser mais curta. E na seguinte estou de férias. Falta portanto menos de 30 dias para eu estar de férias.

Só tenho que me abstrair da parte em que vou passar os dias a trabalhar. Uma coisa de cada vez.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A loucura

Esta semana está a ser a loucura. Trabalhar até às nove da noite quase todos os dias, fazer pouca hora de almoço, ainda ir às aulas até à meia noite.
A minha cabeça está a pedir descanso. Ora vejam um exemplo:
Tenho que comprar um fato de treino para oferecer ao nosso anjinho de natal. Liguei à minha mãe e perguntei-lhe onde havia pijamas giros de criança. Ela respondeu-me. Passado umas horas lembrei-me que não era pijama... Era fato de treino. Hoje entrei numa loja de criança e fui direitinha aos pijamas. Por acaso não havia nenhum que eu gostasse, se não tinha trazido... Mas o que preciso é de comprar um fato de treino.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Daqui a um mês


De hoje a um mês seria assim, como de costume. A esta hora estávamos todos à mesa, entre bacalhau e couves, conversas e gargalhadas, misturadas com muita ansiedade das crianças (e não só) pela hora do Pai Natal chegar. A tarde, teria sido passada entre a cozinha e a sala. A minha tia já teria feito um panelão de arroz doce, que nem aqueceu as taças como normalmente. O cheirinho a filhoses, sonhos de abóbora e outros fritos, misturava-se com a mistura do açúcar com a canela. O bolo rei, as broas e todas as outras iguarias, estariam já incompletas. E nós, com uma dose de doces já superior à dose recomendada para uma semana.
Daqui a pouco chegaria alguém vestido de Pai Natal, para distribuir muitas prendas, sempre muitas, por mais que todos os anos digamos que "este ano é só uma".
Seria assim, se fosse como todos os anos. Mas não vai ser. Este ano vamos começar novos costumes e tradições. Que esperamos que se repitam por muitos e bons anos. E eu desejo apenas que, de hoje a um mês, estejamos todos com a paz, saúde e alegria que tínhamos o ano passado.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hoje


Hoje acordei nova. Renovada. Parece que acordei de um entorpecimento que encheu os meus dias e me fez esquecer do que era realmente importante. Acho que ouvi a minha voz interior a perguntar: "Onde é que estiveste até agora?". E até podia jurar que esta noite, quando fui ao wc, ensaiei uns passos de dança pelo caminho. Mais isso talvez já tenha sido a sonhar.
Estou mais feliz. Mais tranquila. Mais segura.
Finalmente. Finalmente. Finalmente. Que seja para ficar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dá gozo




Eu não quero mal a ninguém. Nunca quis.
Mas a verdade é que me deu um certo gozo.
Depois de esnobarem o meu esforço, de negarem o meu empenho, as minhas capacidades, de me fazerem acreditar que eu sou uma incompetente. Depois de desfazerem de todas as gotas que suei com aquela camisola vestida e de esquecerem todo o empenho que sempre tive, é bom saber que ao que parece há quem sinta a minha falta. Que há quem note a minha falta. É bom. Sabe bem. Mesmo que não lhes deseje mal nenhum. Mesmo que eles nunca o admitam.

Brilho


Sabem, não me falta nada na vida. Falta-me só o meu brilho. Aquele que já tive, aquele que sei como é ter e sentir. Falta-me aquele brilho. Nos olhos, na alma, nas palavras e nas acções. Que eu sempre tive, que quem me conhece sabe que me caracteriza. E que ficou, algures no decorrer deste ano, perdido entre cansaços, mudanças e problemas.
Já está em marcha o plano de recuperação do brilho, as coisas começam lentamente a cair nos seus devidos lugares, mas é coisa para demorar. Espero já entrar em 2011 resplandescente. Ou pelo menos no bom caminho.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

5 semanas :)


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ideias solidárias - Vamos todos ajudar

Cá em casa ajudar não é só no Natal. Fazemos da solidariedade um lema de vida, tanto para o próximo quanto para alguma iniciativa que mereça a nossa atenção.
Todos os anos, na altura do Natal/Fim-de-Ano, escolhemos uma causa que nos aqueça o coração e ajudamos, com esperança de fazer alguém feliz e de partilhar tudo aquilo que de bom recebemos nesse ano.
Deixo-vos aqui algumas ideias de coisas que já fizemos e que espero que vos inspirem.

Presentes Solidários
Uma óptima ideia para ajudar alguém e, ao mesmo tempo, oferecer um presente a um familiar ou amigo.

Iniciativa de Natal dos CTT
É só dirigir-se a uma estação dos CTT e pedir uma caixa de cartão, onde se põe os artigos em questão que as associações mais necessitam, e eles tratam do envio.
Os CTT também tiveram outra iniciativa, que honestamente não tenho a certeza se se repetiu este ano, em que escolhemos umas cartas que crianças carenciadas escreveram ao pai natal, compramos as coisinhas que eles criam e enviámos.

Anjinhos de Natal
Uma iniciativa na qual vamos participar pela primeira vez este ano, que está toda explicadinha no Facebook.

Ajudar a Maria
A Maria quer concretizar um sonho. Nós podemos ajudar, certo? Certo. Esta altura é uma altura tão boa para realizar sonhos!

Ajudas locais
Ás vezes não precisamos de ajudar alguém que está noutro lado do mundo! Em todos os locais, há paróquias ou instituições que apoiam famílias realmente carenciadas. É só perguntar o que precisam, por exemplo para a ceia de Natal! Já fizemos o mesmo para lares e internatos de crianças!

Missão Sorriso
Todos os anos, desde que existe a missão sorriso, votamos num projecto (o que não custa nada!!!) e compramos aqueles produtos que eles têm à venda, normalmente por preços até bastante em conta. Os CDs, os livros de receitas, os ursinhos...

Banco Alimentar contra a fome
Há sempre uma campanha nesta altura do ano, que salvo erro será no fim-de-semana de 27 e 28 de Novembro.

Bom... Para já são os que me lembroSe nenhuma destas ideias vos agradar, há mil e uma outras associações que precisam de uma ajuda! Sintam-se à vontade para partilhar mais ideias em comentários a este post!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nunca é tarde


E eu cá continuo a tentar. Sempre.

OBRIGADA


Interrupção da onda depressiva em que este blog está mergulhado para vos agradecer a todos.
Faz um ano, este blog. Faz um ano em que encerrei um espaço para começar outro, do zero. Faz um ano que comecei a escrever as minhas kikisses, ao sabor da alma e à velocidade do meu coração ou da minha cabeça, o que mandar mais no momento.
Sabe muito bem ler os comentários, as palavras de apreço. Sabe muito bem saber que há quem esteja do outro lado, a ler-me.
Um beijinho muito grande a todos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Promessas


Quando se casa, ou quando se decide viver com alguém, faz sentido que se prometa que se estará sempre lá, no matter what.
Já fez dois anos que, numa bela manhã, caí das escadas. Um tombo dos grandes, uns 20 degraus descidos de cabeça e uma perna sem mexer. A primeira coisa que vi, entre lágrimas, foi a reacção dele a correr para mim, a pegar-me ao colo e a levar-me para o hospital.
Ontem o susto foi meu. Tive 5 minutos em que o meu coração esteve tão apertado, mas tão apertado, que assim que o vi melhor achei que ia desmaiar com a descompressão do meu peito, que se permitia finalmente deixar entrar algum ar. Achei que ele se ia esvair em sangue, no chão da nossa casa de banho, e eu sem forças para o levar ao colo para o hospital.
Felizmente não foi preciso, mas o susto, esse ninguém o tira.
E hoje, lá fui eu com ele, de mão dada para apoio moral. Pergunta o médico se me impressiono com sangue, que caso me impressione é melhor sair. E eu, a maior hipocondriaca impressionável da história, que se contorce com as dores dos outros, aguentei-me a segurar-lhe na mão e a olhar muito discretamente para a parede do lado...

Oh vida vida


Isto a vida às vezes parece que são dois passos para a frente e um para trás. Uma pessoa passa a manhã no hospital, perde uma manhã inteira quando era suposto estar despachada às 10h. Felizmente corre tudo bem com ele, que pode agora começar a recuperar em descanso, sem tubos nem outras complicações. Descobre que no próximo mês vai ter que esticar um único salário porque o mês de baixa dele só é recebido sabe-se lá quando. Chega ao estacionamento e... Para-choques do carro partido.
Sim, porque com um mês inteiro a contar com um só salário, só precisávamos mesmo era de uma boa despesa extra.

domingo, 14 de novembro de 2010

Este não é um blog de auto-ajuda [1]*




"Põe-te a ti mesmo em primeiro lugar.
Não podes ser alguém para os outros se não fores capaz de cuidar de ti mesmo."


*mas bem que podia ser, que todos precisamos de uma pitadinha de auto-ajuda ao Domingo à noite.

sábado, 13 de novembro de 2010

Surpresas


Este Natal tinha duas surpresas boas para oferecer ao marido, daquelas surpresas que dão um trabalhão a preparar. Estamos a pouco mais de um mês do Natal e... já nenhuma é surpresa.

A lista interminável

Tenho a sensação que corro. Corro para a minha lista interminável de afazeres, corro com ela na cabeça mas sem lhe apagar itens, porque o tempo não estica e enquanto corro não faço mais nada.
Foram cinco dias a acrescentar coisas à minha lista interminável, a tentar despachar assuntos sem grande sucesso. Acabar um artigo. Organizar os dossiers da escola. Organizar os dossiers da papelada cá de casa. Aspirar o chão. Limpar a cozinha. Embrulhar as prendas de natal. Ir ao supermercado. Acabar um álbum que estou a fazer para conseguir aproveitar uma promoção. Parar de comer doces. Andar a pé. Pensar nas prendas de natal que faltam. E amanhã temos visitas. Fora os mil e um tópicos relacionados com o trabalho, que fui pondo em dia às horas de almoço, entre uma sopa e mais uma correria. E chega o fim-de-semana, com tudo por fazer. E vai terminar como chegou, sem fôlego, num ápice, numa correria.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

6 semanas :)


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Perdoar


Aprende-se que às vezes os erros não são o fim que pensávamos que seriamos. Podem ser novos começos, recomeços do que sempre foi mas que será agora diferente. Descobre-se uma capacidade de perdoar infindável, que nos aumenta o coração mesmo que o processo seja doloroso. Não sei se nos tornamos melhores, mas tornamo-nos mais humanos, mais fortes, mais experientes. Sabemos que esta foi só mais uma batalha, uma pequena batalha entre tantas outras que havemos de viver. Não se esquece. Mas desculpa-se e aprende-se a viver com isso. Não porque já não doa, mas porque doí muito mais não ter essa pessoa na nossa vida.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ter vida

Não sou radical, sou apologista e utilizadora de quase todas as ferramentas online existentes. Mas se há coisa que não entendo (e que me assusta, pelos dados que tenho lido e pelas conferências a que tenho assistido), é a obsessão que existe com uma vida online. Vejo cada vez mais gente, de todas as idades, a ter uma vida online que funciona como uma personagem, um escape, uma fuga à vida real. Não falo de blogs em que escrevemos o que pensamos sob forma de um nome que não é o nosso. Falo de pessoas que gastam o dia ou parte dele a conversar em chats, com pessoas que não conhecem, sobre assuntos do mais banal ao mais sexual. Que se escondem atrás de personagens de jogos, de pessoas imaginárias. Alguma coisa fica para trás.
Será que estas pessoas não percebem que enquanto estão online, há toda uma vida que passa por elas? Há um conjunto de pessoas que as amam e que não estão a receber o devido tempo, a devida atenção? Para mim parece-me bastante óbvio que, mais tarde ou mais cedo, a um ritmo sistemático, a vida online acabe por provocar danos na vida offline. E vale isso a pena? Valerão umas horas de conversa com alguém que não conhecemos e que pode ser exactamente o oposto do que imaginamos, a perda de um casamento? E valerão umas horas em jogos, em fóruns ou no que seja, um posto de trabalho? Ou não ver os nossos filhos crescer? Ou fazer os nossos pais sentirem-se inúteis e sem valor para nós?
Se é um escape, não será mais útil perceber de que estamos a fugir e tentar resolver a situação de forma definitiva?
Eu, que utilizo facebook, linkedin, blogs, skype, googletalk, tudo com moderação, não entendo. Podem tentar explicar-me. Eu duvido que alguma vez consiga compreender de que vale ter uma vida que não é nossa se isso significa perdermos parte da nossa verdadeira vida. Porque no final do dia, quando precisarmos, serão esses contactos online que lá estarão?

Grandes mulheres


Devo-vos uma mensagem.
Estou bem, estou viva, ainda sinto as vertigens, o nó na garganta e o aperto no estômago, mas estou bem. E estou viva.
Se há coisa que aprendi ao longo da vida, foi que não há queda de que não me levante. E depois de levantada, viva e a viver, o risco da queda é uma constante na qual não pensamos mas que está lá. Não se pode pensar que não se vai cair mais, nunca mais. Nem aos 20, nem aos 30, nem aos 40. Só vale a pena encarar este processo natural com determinação e força, porque a certeza que tenho é que a cada queda, me ergo mais forte, mais confiante, mais grata pela minha vida.
Nós não somos de ferro, mas temos forças que não imaginamos. E olhando à volta pelo mundo dos blogs, o que vejo é (maioritariamente) mulheres de muita força, muita garra, prontas a pegar a vida pelos cornos e a enfrentar quem quer que venha. E a ganhar as batalhas, claro está. Olhem a Me, olhem a Leana, a Cinderela, a Kitty Fane e tantas outras grandes MULHERES.
É bom ver que ainda há gente muito boa no mundo, e que se sente neste pequeno mundo virtual a preocupação genuína, o amor, a energia positiva que circula.
Obrigada pela vossa solidariedade, pelas mensagens de apoio e preocupação.
Um bem-haja a todas vós, grandes MULHERES.
MissC, obrigada a ti em especial, por seres quem és.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O amor


No amor, perdemos tanto por tomarmos tudo por garantido.
A pessoa que se levanta para ir tomar banho primeiro. As torradas que já estão a fazer quando chegamos à cozinha. Os papéis que não nos podíamos esquecer já em cima da mesa. Um beijo de despedida. Uma mensagem a dizer amo-te. Um telefonema a contar uma novidade. Um chá quente com mel quando estamos doentes. Tudo isso torna-se em rotina, é normal. E depois um dia toca o despertador e ninguém toma banho primeiro que nós, e percebemos que aqueles 10 minutos a mais na cama eram um sacrifício do outro. E chegamos à cozinha e não há torradas. E esquecemo-nos dos papéis que não nos podíamos esquecer. E olhamos para o telemóvel, mas nem sinal de mensagem. Sentimo-nos doentes, e nem o chá nem o termómetro vêm até nós.
E então percebemos que os gestos banais, aqueles que se tornam hábitos, costumes, rotinas e chatices, não deixam de estar impregnados de amor, de carinho e bem querer. E normalmente, é nesse momento que percebemos o ouro que temos. E normalmente, é nesse momento que percebemos o ouro que acabámos de perder.

Broken Heart

E foi num dia de chuva, num dia cinzento, que o meu coração se partiu.
Tenho lágrimas, muitas lágrimas, que se tornam em soluços que me entopem a garganta. E tenho uma dor tão grande, mas tão grande, no peito, que posso jurar que quando ele se partiu deixou alguns bocadinhos enterrados na carne.

Zangada

Acho que estou zangada comigo.
Depois de um período de apatia, de não querer saber nem fazer nada, com mil e uma desculpas que me arranjei, a dado momento fez-se luz. Percebi que sair daí depende de mim, trabalhar, ter sucesso, ser capaz, depende só (não só, mas quase só) de mim. A mudança terá que estar em mim. Percebi, interiorizei a mensagem, retive-a e vivi assim durante uns dias. Uns meros dias que deram lugar a uma série de dias em que sou só meia eu. Medíocre. Meio dada. Sem provocar mudanças, sem mudar, sem empenho nem esforço. E isso zanga-me. Zanga-me porque sempre dei muito de mim, sempre exigi mais e melhor. E neste momento não consigo dar, e isso zanga-me. Assim como me zanga não ser capaz de exigir menos, de ser mais compreensiva comigo mesma. Eu zango-me. A mim mesma.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

De cair para o lado


Fazer-me de forte. Acordar às 7h com o nervoso miúdinho. Fazer a mala dele, arrumar umas coisas. Levá-lo ao hospital às 9h00. Segurar as lágrimas. Esperar pela vez. Esperar pelos papéis do internamento. Levá-lo ao internamento. Ficar com ele. Despedir-me dele, escondendo o nervoso. Ir a correr para o trabalho. Trabalhar durante 1h30 a tentar organizar os poucos pensamentos existentes e sair à hora de almoço. Correr para o hospital, para lhe fazer companhia. Sair do hospital às 16h30 e correr de volta para o trabalho. Trabalhar até às 19h30, correr para o hospital que ele tinha acabado de sair da cirurgia. Estar cinco minutinhos com ele, a título excepcional, e correr para as aulas. Lá para a meia noite hei de sair das aulas. Mesmo a tempo de continuar e acabar o trabalho que estava a fazer quando saí do hospital e que é para amanhã.
Amanhã, começar a trabalhar às 7h30 para poder sair mais cedo. Trabalhar até ao meio dia, hora em que posso ir para o hospital. Ficar lá até às 8h, hora em que vou voltar ao trabalho.
Cheira-me que quando ele chegar a casa, caio eu para o lado.

Thank God

Correu tudo bem. Obrigada pelas preces, pelas forças e energias, pelo apoio e pelo carinho. Do fundo do coração.


Deixei-te no hospital. Dói muito deixar-te por algum tempo, sempre. Muito mais hoje, aqui.
Vim trabalhar, que é preciso trabalhar e não podendo estar contigo, ao mesmo que faça alguma coisa. Mas a cabeça, essa, está longe. E o coração, deixei-o contigo. Pode ser um procedimento relativamente simples, mas a verdade é que o mundo está cheio de histórias de procedimentos simples que se complicaram.
Tenho medo. E imagino-te, deitado e a dormir. E o coração aperta-se mais ainda.
Põe-te bom, meu amor. Preciso de ti.

sábado, 6 de novembro de 2010

Outono


Bom dia, Sábado. Bom dia, sol lindo de Outono.
Bom dia a todos. E bom fim-de-semana!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Batam-me


A caminho de casa parei num supermercado para comprar uma coisa que me faltava para o jantar. Passei só num corredor, e lá estavam elas. As minhas bolachas favoritas de sempre. Aquelas que só há uma vez por ano. Que eu adoro. Trouxe-as e comi uma. Vá, só mais uma. E pronto. Foi-se meio pacote.
Vocês batam-me, que eu mereço.

7 semanas :)


Se calhar


É, meu amor. Se calhar acreditar nem sempre chega. Se calhar não pedimos as vezes que eram precisas ou não fechámos os olhos com força suficiente. Ou se calhar pedimos simplesmente a coisa errada. Algo que não era para nós.
Apesar do coração apertado por saber do teu coração apertado, continuo a acreditar que tudo é o que tem que ser. E que se não foi, não tinha de ser. Mesmo que agora doa. Não era o melhor. E o melhor, virá. Será. Acontecerá. É só esperar. É só ter fé. Afinal, como tu próprio dizes, quem ajuda os outros nunca fica sem ajuda. E nós tentamos sempre ajudar toda agente. Não seria justo que não nos ajudassem.
E olha, seja como for ou seja o que tiver que ser, cá estamos os dois. Para o que der e vier.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pode ser?


Pode ser já Natal....?





.... Por favor...?

À primeira estrela do céu


Se eu fosse pequenina e quisesse muito uma coisa, ficaria à janela à espera da primeira estrela que aparecesse, para pedir o desejo. Sempre que andasse na rua e fosse de noite, não tiraria os olhos do céu em busca de uma estrela cadente. Pestanejava os olhos mais do que o necessário, para dar oportunidade a uma pestana de cair. Cima ou baixo? E depois fechava os olhos com força e soprava-a, pedindo para mim mesma "Que se realize, que se realize, que se realize". Pediria doze vezes o mesmo desejo à meia noite de 31 de Dezembro, ou voltaria a pedi-lo ao trincar a vela no meu aniversário. Na cama e antes de dormir, enrolada sobre mim juntava as mãos com força e pediria a Deus que me ouvisse e ajudasse. Se eu fosse pequenina era tão fácil fazer tudo acontecer. Bastava não esquecer um único ritual, uma única superstição. E pedir muito, com muita força, muitas vezes.
Volto a ser pequenina agora. E sempre que quero muito uma coisa. E aproveito a água que cai do chuveiro, as estrelas que aparecem no céu, as pestanas, os arco-íris e todos as oportunidades para fechar os olhos com muita força e pedir "Que se realize, que se realize, que se realize".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

As coisas boas da vida


Eu acrescentava mais umas:
- Sair à rua de Inverno e sentir uns raios de sol tímidos;
- Encontrar alguém que não vemos há meses;
- Receber uma prenda que nos faz ter a certeza que a pessoa pensou em nós quando a comprou;
- Ir comprar pão e, ao tocar no saco, perceber que está quentinho;
- O abraço de alguém que gostamos muito e não vemos há muito tempo;
- Ouvir um adoro-te espontâneo;
- Receber o telefonema que tanto esperamos;
- ...


E vocês? Algum acrescento?

Dormir pouco

Dormir pouco porque estive a trabalhar, para mim, ainda passa. Junta-se a adrenalina do que se fez e do que há para fazer, e acordo fresquinha no dia seguinte. Agora... Dormir pouco por outros motivos como discussões, preocupações, assuntos mal resolvidos ou tristezas pendentes, dá cabo de mim. E no dia seguinte, como hoje, acordo com um ar descabelado e olheirento.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Alguem me agarre

Tiram-me do sério as pessoas que não medem as consequências. As pessoas que são irresponsáveis, que não se assumem, que não têm coragem para dizer o que querem ou não querem de verdade, que dizem uma coisa e fazem outra. Passo-me com pessoas que querem muito uma coisa, querem tanto, mas depois vai-se a ver e o que fizeram para a merecer? Zero. Querem ajuda para arranjar trabalho, e pede-se o currículo com urgência porque até se sabe de alguém que precisa, e passado uma semana e várias insistências nossas, nada. Querem passar às cadeiras na faculdade, mas vai-se a ver e faltam às aulas por dá-cá-aquela-palha, seja a palha o jogo do benfica ou o frio da rua. Querem ser mercedoras de confiança, tratadas como adultos responsáveis, mas chega a hora H e provas de que assim deve ser? Igual a zero.
Nem todos temos que ser certinhos, nem todos temos que fazer tudo by the book, nem todos temos que ser profissionais super esforçados. Mas assumamos essas nossas posturas. Porque podemos não querer ser nada disso, mas somos crescidinhos. E isso implica decidir. E normalmente, decidir acaba por implicar a vida dos outros. E isso já não é só irresponsabilidade, é desrespeito.
Sim, neste assunto sou absolutamente radical. Espumo de raiva.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O primeiro passo para estarmos bem é acabarmos as guerras. Não vale de nada ambicionar paz no mundo, no casamento, na família, no trabalho, quando entre nós e nós mesmos existe o abismo e a raiva.
Primeiro que nada é preciso olharmos para o que fazemos. E porque fazemos.
Impomos a nós próprias verdades e objectivos completamente desfasados do que somos. Acordamos, levantamo-nos, saímos de casa e deixamos tudo limpo e arrumado, trabalhamos um dia inteiro, aturando o mau-humor dos outros sem nos permitirmos a nós próprias dar liberdade ao nosso humor. Voltamos a casa, tratamos de tudo, riscamos todos os pontos da lista de coisas a fazer que escrevemos mentalmente durante o dia e vamos dormir. E pelo meio ainda conseguimos tempo para ir ao ginásio, para ligar à mãe, à comadre e à irmã, para acudir a uma amiga que precisa de desabafar e fazer umas compras de última hora.
Exigimos tudo isto, e tudo sem bufar, sem respirar, sem ter acessos de mau génio, sem comer doces, a cortar nos hidratos de carbono. E depois um dia temos vontade de comer um chocolate inteiro, que é mais resultado de uma série de frustrações do que de fome. E no dia a seguir gritamos com o marido que coitado, até merecia o berro (mas nós temos que ter calma!). E passado pouco tempo, esquecemo-nos de comprar manteiga e agora vão todos ter que comer torradas com doce ou margarina ao pequeno-almoço. E aí, aí é o fim do mundo. Esquecemos tudo o que fizemos o dia todo, e somos as piores. As mais incompetentes. As mais descontroladas. As maiores coitadas. Como não o gostamos de sentir, rapidamente a culpa torna-se de quem está à nossa volta. Comemos o chocolate inteiro sem parar para respirar, porque a sogra está sempre a oferecer-nos doces e deve querer engordar-nos à força. Gritamos com o marido porque ele é um incompetente que não faz nada de jeito e não nos compreende. Esquecemo-nos de comprar manteiga porque alguém acabou o pacote e não nos avisou ou porque estávamos ao telefone com a mãe e se não estivessemos não nos tínhamos esquecido.
E no meio desta lufa-lufa, entre o ser perfeita, o não conseguir e o arranjar desculpas, perdemos o norte a quem somos e onde acabamos, esquecemo-nos dos nossos limites. E andamos em guerra constante. Com as dietas e os chocolates, com o marido, o casamento e a família, com o chefe, a colega chata e o trabalho, e sobretudo, connosco próprias.

Agenda 2011

O que eu queria mesmo era uma agenda bonita para 2011.
Uma agenda que só de lhe pegar me desse a certeza que todos os dias, serão lindos dias. Com páginas brancas a pedirem por serem escritas. Com cores e padrões mimosos, a pedirem para serem abraçados. Uma agenda que me fizesse muito, muito feliz.
Mas não a encontro.
Aceito sugestões.