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segunda-feira, 8 de novembro de 2010



Deixei-te no hospital. Dói muito deixar-te por algum tempo, sempre. Muito mais hoje, aqui.
Vim trabalhar, que é preciso trabalhar e não podendo estar contigo, ao mesmo que faça alguma coisa. Mas a cabeça, essa, está longe. E o coração, deixei-o contigo. Pode ser um procedimento relativamente simples, mas a verdade é que o mundo está cheio de histórias de procedimentos simples que se complicaram.
Tenho medo. E imagino-te, deitado e a dormir. E o coração aperta-se mais ainda.
Põe-te bom, meu amor. Preciso de ti.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Abre-olhos

Às vezes a vida presenteia-nos com momentos ou situações, que gosto de chamar abre-olhos. Não são mais que penas chamadas de atenção: "Cuidado, não vais pelo caminho certo!" ou "É melhor pensares bem!". E a nós, basta sabermos estar atentos, ler e ouvir estes momentos. Para mim, alguns destes momentos são claros e passam por uma tentativa de me encaminhar. Antes que seja tarde de mais.
E esta "coisa" das costas, para mim foi um desses momentos.
Todos sabemos que o stress faz mal. Todos sabemos que não nos devemos enervar. Blá blá blá.
Mas depois um dia sentimos na pele. Um dia dizem-nos que não imaginam sequer como é que não tínhamos dores de cabeça e náuseas todos os dias. E nós desculpamo-nos, porque a verdade é que estávamos demasiado preocupadas com outras coisas para darmos atenção ao nosso próprio corpo. E depois sentimos dores e náuseas horríveis, durante o tratamento. E percebemos que há muitas coisas na vida que, são só, pequenas coisas. Longe da importância que lhes damos, com potencialidades que devem estar longe do efeito que têm em nós.
E para mim, foi nesse momento que percebi que não quero chegar aos 30 anos com ainda mais problemas, portanto mais do que cremes, maquilhagem e ginásio, começa a ser tempo de tratar de mim. Como deve de ser. Inspirando e procurando toda a calma que necessito.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Era uma vez uma massagem...

... Oferecida com muito amor no dia dos namorados, para relaxar. A senhora começou a tocar-me nas pernas, e eu a encolher-me. Isto não é massagem, é tortura, pensei. Mas como tinhamos andado uma hora, atribuí as dores aos meus músculos fraquinhos. Quando chegou às costas, foi outra tormenta. Toca aqui, encolho-me dali. Nem as pontas dos dedos da senhora nas minhas costas aguentei. Até que, a meio da massagem, a senhora massagista para e diz-me:
- Não lhe vou fazer mais nada. Tem mesmo que se tratar (Com um ar preocupado).
- Então?
- Olhe, as suas pernas estão cheias de líquidos. Está a fazer uma retenção de líquidos brutal, nunca se tinha apercebido?
- Eh... sabia que estava, nunca pensei que fosse asssiiiiiiiiiim tão grande.
- Pois, mas é. E as suas costas... bem.... Está já numa fase que daqui a pouco vai perder a mobilidade do braço. Cheia de contracturas na omoplata e no ombro!

Diagnóstico feito, ficou o conselho de fazer drenagens linfáticas periódicas e massagens localizadas nas costas.
Como dizia o meu homem com a cabeça enfiada naquele buraquinho da marquesa do lado, só eu para ir a uma simples massagem de relaxamento e sair de lá cheia de problemas.