
sábado, 31 de julho de 2010
Sem grandes escrita

quinta-feira, 29 de julho de 2010
Amores-Perfeitos

Às vezes gostava de acreditar em amores-perfeitos. Dar-me-ia algo a que aspirar, um objectivo que orientasse o nosso dia-a-dia e nos fizesse querer continuar.
Nos outros dias, gosto de não acreditar em amores-perfeitos mas sim em amores que se constroem e se aperfeiçoam diariamente, à medida das duas pessoas que formam o conjunto e dos sentimentos que os une. Esses são a maioria dos meus dias, porque é demasiado penoso para mim acreditar em amores-perfeitos e viver um amor-imperfeito. Eu, que sou a maníaca das perfeições. Eu, que quero sempre o melhor. Eu, que luto sempre para que no fim, no último dia das nossas vidas, o amor que nos separa seja muito maior do que aquele que nos uniu um dia.
terça-feira, 27 de julho de 2010
A prova do vestido

sábado, 24 de julho de 2010
Agradecer

sexta-feira, 23 de julho de 2010
Aterrorizada

E as novas cores da Risqué?
quinta-feira, 22 de julho de 2010
As vestimentas

Grande parte dos convidados já escolheram as suas vestimentas a preceito, porque dizem eles que querem ir muito bonitos. Quase todos os dias há alguém que nos diz que já comprou um vestido para o nosso casamento, que é assim e "Achas que vou bem?". A minha madrinha já mandou fazer o seu vestido, a madrinha dele já comprou um vestido, o meu pai já tem um fato todo hiper elegante. A minha mãe, a pessoa que mais está a viver este momento, está decididissima em ser a mãe mais maravilhosa e idealizou o seu vestido, do mais chique que há.
A minha sogra, está ansiosa que chegue o dia porque, como ela diz, já pode morrer descansada. E não quer comprar nada para vestir. Todo o mulherio da família já a desafiou para uma sessão de compras, mas ela, com a humildade e simplicidade dos seus quase 70 anos, diz que não precisa, que já é velhota e que veste qualquer coisa. Ora, o último filho dela que casou deve ter sido lá para 1990... Como a moda é reciclável, pode ser que o vintage lhe caia bem. No entanto, o meu novo objectivo pessoal é levá-la a comprar um fatinho janota. Todos os dias desta semana, ligo-lhe a perguntar se pode. Hoje não, que é dia de ir ao mercado. Hoje também não, que choveu de noite e ai os meus feijões. Mas eu hei de conseguir. Não sei bem o que vamos comprar, porque decotes e cores vivas está tudo fora de questão. Mas havemos de encontrar algo. Eu não sou de desistir. E o meu noivo vai ter a mãe do noivo mais gira de todo o casamento!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
E os gastos?

Era cedo, já é tarde
terça-feira, 20 de julho de 2010
Self pity

Escalas
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Londres
Da minha vida

Eu tenho um propósito nesta minha vida, que tantos partilhamos: Ser feliz.
No entanto, para mim não se limita a um objectivo a curto, médio ou longo prazo. É uma luta diária feita de conquistas e quedas, de momentos mais e menos felizes contra a pessimista e deprimida que há em mim. Sim, porque a verdade é essa: Metade de mim é tendência para a depressão e todos os passinhos dados em direcção ao outro lado, todos os momentos em que me venço a mim mesma são pequenas grandes vitórias.
Esta não é uma luta simples, corpo a corpo. Acontece em diversas frentes. Por um lado, luto para que o amor seja a emoção das emoções, a pedra basilar dos meus dias e o que enche o meu coração. Por outro, tento aumentar a minha auto-aceitação.
E por isso, eu falo com toda agente. Oiço e leio tudo o que se escreve sobre os assuntos, sorvo as palavras de quem sabe do que fala e de quem vive este meu ideal. Sim, porque há quem diga que é um ideal. Mas eu não me convenço. Se já mudei tanto, porque não hei de mudar outro tanto?
domingo, 18 de julho de 2010
Das férias do antigamente

sexta-feira, 16 de julho de 2010
Respeito
Uma das maiores provas de amor é o respeito.
Mais do que o respeito pela outra pessoa, é o respeito por tudo aquilo que a outra pessoa é e que está além do inteligível, que não nos cabe na compreensão. Todos nós temos manias, qualidades, defeitos, características e particularidades que nos tornam quem nós somos mesmo que as partilhemos com poucos e que muitos não se cheguem nunca a aperceber desses pequeninos aspectos. A maioria deles, não podemos sequer ousar pedir a alguém que compreenda, de tão nossos e tão peculiares que são. E é aí que se vê o amor. Na capacidade de, sem perceber o que vai e vem, aceitar. Na capacidade de, muitas vezes às escuras, sem conseguir deslindar motivos e motivações, embarcar no que é pedido apenas porque é importante para o outro. Sem contestar essa importância, sem contestar as manias nem as pancadas. Com um respeito e uma aceitação maior do que tudo.
Tenho a sorte de ter alguém que consegue ser assim ao meu lado. Que apesar de não ler e não partilhar a minha necessidade de comprar e ler livros, nunca disse nada e faz de tudo para alimentar essa paixão. Que sendo muito mais gastador e sabendo que não seguirá nunca os meus conselhos, ouve todas as minhas dissertações sobre poupança e economia doméstica. Que adorando viver a vida com base no momento, me deixa planear todas as viagens ao mais ínfimo detalhe, e me vê oxilar entre planos que mudam a cada dia com uma paciência santa. Que sem conseguir compreender ou acompanhar o meu ritmo biológico, não me pergunta onde vou quando acordo a meio da noite sem sono e me ponho a fazer arrumações ou a ver televisão. Que sem conseguir perceber a mania das dietas mas partilhando a gulodice, pede um gelado para ele e me vê comê-lo quase todo, colher atrás de colher, sem dizer nada. Ou me tira o pacote das bolachas da frente, conhecendo a minha extraordinária incapacidade de me controlar.
Nem todos temos a capacidade de aceitar o que não compreendemos e de conviver com isso. Mas este tipo de respeito é fundamental no amor.
Obrigada por tudo. Especialmente por seres a minha barreira e os meus limites quando eu já os ultrapassei.
Estar em casa
Estar em casa, para mim, é sinónimo de andar sempre a depenicar uma bolachinha aqui, um chocolatinho acolá. Parece-me que ou tenho tento na língua, ou se os próximos dias forem como o primeiro, depressa recupero os 2 ou 3 kgs perdidos pelas vicissitudes da correria que é a vida, e estes ainda me trazem uns outros tantos de bónus.Ainda por cima, o melhor do Verão para mim são as patuscadas em boa companhia. Como dessas não abdico, tenho que ver se fecho a dispensa à chave. Ou se me controlo, coisa que me parece difícil.
quinta-feira, 15 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010
Convites
O nosso convite de casamento é um bocadinho diferente do convencional. Há pessoas que não o percebem à primeira. E em vez de tentarem, assumem que nos enganámos e dizem do alto da sua prepotência "Olha que o vosso convite está mesmo giro, mas está mal!!!".
Oh amigos, vocês acham MESMO que eu ia gastar dinheiro e entregar um convite que estivesse errado? Acham?
E dar-nos um bocadinho de crédito, hein? Não precisam de nos achar génios, mas partirem do pressuposto que entregariamos convites errados sem repararmos nem nos preocuparmos, parece-me um rótulo que não gosto nada de ter...
terça-feira, 13 de julho de 2010
Há dias assim [2]

Em que só o que me apetece é fazer de avestruz, correr para casa e enfiar-me na cama, com chocolates, lenços de papel, livros e a televisão para me entreterem enquanto as lágrimas correm. Eu tenho dias assim, em que preciso de hibernar. Isolar-me do mundo e chorar até a minha alma estar limpinha e o meu coração não ter nem um pouquinho de tristeza, raiva ou dor. E no final desses dias, aos olhos inchados junta-se sempre um meio sorriso, de alívio por voltar a acreditar que tudo vai ficar bem. Porque tudo fica sempre bem. E para mim, há dias assim.
Há dias assim

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Acho que um dos aspectos que influencia a mudança e os riscos que se correm é, não só o que pode implicar em nós e na nossa vida, mas o que se assume perante os outros. Mudar pode ser dizer "Não estou bem", "Quero mais", "Mereço melhor". Mas também é não saber se o que vem a seguir é esse mais e melhor, ou se estamos a dar um grande passo em direcção ao abismo e daqui a uns meses teremos que admitir perante todos que falhamos redondamente. E isso pode custar.
Na teoria, não há que ter medo. É seguir em frente e arriscar, cabeça erguida e peito cheio de orgulho e optimismo. Mas depois na prática nem sempre é assim. E os certezas dão tantas vezes lugar às dúvidas, aos "ses" e aos "mas".
Acredito que é nesse salto que se dá, quando se tem medo mas se segue, quando se tem consciência dos "ses" e "mas" e se decide arriscar, que está o caminho. Para a frente, para o sucesso, para a vida. Pegamos nas pedras e construimos um castelo, já dizia o poeta.
sábado, 10 de julho de 2010
Presentes
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Silêncio... [2]

Neste mesmo dia, quando cheguei a casa ao fim do dia, bati-lhes à porta (de casa e não do sótão) à espera de encontrar a mãe ou alguém que lhes pudesse incutir algum juízo*. Pois que encontrei o mesmo menino com quem tenho falado, que pediu desculpas.
Nas últimas duas noites os rapazes foram bastante mais silenciosos (ou não foram ao sótão), mas as noites foram curtas porque cá em casa é época de exames finais.
Esta noite foi o descalabro. Às 2h30 da manhã, quando o meu futuro esposo deixou os estudos, foi lá acima avisá-los para baixarem o reaggie que estavam a ouvir e falarem mais baixo. O que prontamente fizeram, e nós prontamente adormecemos. Acontece que fruto de substâncias estranhas ou só da hora da noite, acordámos às 6h30 da manhã com risos e gargalhadas e os barulhos de quem está a dançar o can-can em cima das nossas pobres e sonolentas cabeças.
Já mais que furiosa, que o sono a mim deixa-me bem disposta, voltei lá acima e fiz a minha pior cara (Não foi difícil,confesso. A minha cara por si só já devia ser assustadora) e disse que estava a ficar realmente cansada e que se isto voltasse a acontecer teria que tomar medidas diferentes, porque a paciência esgota-se e muitas noites sem dormir é dose.
Não sei bem quais serão as instâncias (aceito sugestões...), mas teremos que fazer alguma coisa.
Hoje, pareço aquela girafa. É que estou tal e qual. À excepção que eu sou uma girafa com um humor de cão e uma fome de leão, porque se há coisa que a privação do sono me altera é o humor e a fome.
*E nesta altura sinto-me velha em dizer isto, o que fica para outro post.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Dreams
terça-feira, 6 de julho de 2010
Silêncio...
Sábado, às três da manhã, lá estavam eles a ouvir música altíssimo, som ao qual se juntava todos os passos que davam que para nós cá em baixo parecia arrastar móveis. Levantei-me e bati à porta do sótão, silêncio se faz favor, que são horas de dormir.
Esta noite, à meia noite, continuavam eles (e pelo menos mais três amigos, pelas vozes) na festança. Levantei-me, bati à porta e silêncio faz favor que vocês estão de férias e eu amanhã tenho q ir trabalhar. Oh desculpe, desculpe. E baixaram a música mas continuaram a falar e a gargalhar até às 4h da manhã, hora em que me deixei vencer pelo cansaço e adormeci. Agora estou de pé, e estou tentada a ir aspirar o tecto do meu quarto. Ou fazer um batido de pé, em cima da cama. Ou ligar a TV aos berros.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Quem procura...

domingo, 4 de julho de 2010
Pura loucura

sexta-feira, 2 de julho de 2010
Metade de 2010

E assim se passou meio ano. Os primeiros seis meses de 2010 já os vivemos, restam-nos seis para viver.
Um dos grandes marcos foi o regresso às aulas, que trouxe como consequência uma série de semanas curtas, com noites ainda mais pequenas. Muitos trabalhos e testes, mas até agora tudo compensou. Li dez livros (Não profissionais), o que não me parece mal para quem não tem tempo. Vi 20 filmes, fui a 2 concertos e a uma peça de teatro. Planeámos com detalhe o nosso casamento e perdi tudo. O meu carro avariou, o meu carro voltou a avariar, decidimos reformá-lo e comprar um novo. Fiz anos e recebi flores e presentes lindos. Recebi um Bonsai que ainda dura e comprámos um Buda bem grande para nos dar sorte. Passámos dois fins-de-semana fora em terras portuguesas. Fizemos com certeza muitas mais coisas, mas a minha cabeça hoje não está nos seus melhores dias.
É incrível como estes seis meses voaram. É incrível como a vida voa. É ter cuidado, para não a deixar escapar.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Para o futuro

Talvez

Talvez não tenham que ser só os maus momentos a fazer-nos crescer, mudar, aprender. Talvez hajam passos grandes rumo ao incerto, que podemos dar não porque precisamos, mas porque queremos. Talvez seja só pela emoção do recomeço ou talvez seja pela vontade de voltar a acreditar que vai ser (ainda) melhor. Talvez seja por acreditar que a vida é sempre para a frente, sempre a subir. Talvez.








