sábado, 31 de julho de 2010

Sem grandes escrita


A última semana só teve direito a dois posts. Eu gosto de escrever, mas gosto mais de viver. E tanto que vivi que não me apeteceu escrever. Entre dias de praia até às 21h00, bolas de berlim e gelados, preparativos para o casamento e para as viagens, sobrou-me pouco para pensar e menos ainda para querer escrever.

É assim. A vida é para aproveitar e ir vivendo. E enquanto não escrever por este motivo, não me importo!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Amores-Perfeitos


Às vezes gostava de acreditar em amores-perfeitos. Dar-me-ia algo a que aspirar, um objectivo que orientasse o nosso dia-a-dia e nos fizesse querer continuar.
Nos outros dias, gosto de não acreditar em amores-perfeitos mas sim em amores que se constroem e se aperfeiçoam diariamente, à medida das duas pessoas que formam o conjunto e dos sentimentos que os une. Esses são a maioria dos meus dias, porque é demasiado penoso para mim acreditar em amores-perfeitos e viver um amor-imperfeito. Eu, que sou a maníaca das perfeições. Eu, que quero sempre o melhor. Eu, que luto sempre para que no fim, no último dia das nossas vidas, o amor que nos separa seja muito maior do que aquele que nos uniu um dia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A prova do vestido


Aproxima-se a minha primeira prova do vestido de noiva. Confesso que estou muito ansiosa. O primeiro aspecto que me assola é: Escolhi-o há oito meses. Será que ainda gosto dele? Será que é exactamente como me lembro, ou será que durante este tempo fantasiei e criei uma imagem que não corresponde à verdade? E depois vêm os assuntos de peso&medida: Será que ainda me serve? Fica apertado? Fica largo? Fica bem ou fica mal?
Já disse que estou ansiosa?

sábado, 24 de julho de 2010

Agradecer


Os amigos. O amor. Um livro à beira-mar. O pôr-do sol. Os lugares lindos. O fim-de-semana. Os risos. Os sonhos. O sentimento de acomplishment. A praia. O sol. Os gelados. Os abraços. As boas acções. A felicidade dos outros. O mundo à nossa espera.
Ontem o fim-de-semana começou assim, com um livro à beira-mar enquanto o sol se punha. Um jantar hilariante. Um pé de dança. E agora um Sábado e um Domingo promissor.
Divirtam-se. Sejam felizes. Não se esqueçam de agradecer.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Aterrorizada


Vou contar-vos um segredo. Estou aterrorizada. Petrificada de medo. O meu coração e o meu estômago estão a competir, qual deles o mais apertado. As decisões estão tomadas há semanas e a vida seguiu o seu rumo, mas eu não consigo deixar de ter medo, muito, muito medo. E não consigo, por mais que tente, substituir este medo do desconhecido por simples curiosidade. Vou continuar a tentar mas prevejo alguma angústia enquanto não conseguir digerir que as coisas podem ou não correr bem, mas pelo menos estou a tentar. Estou a lutar pela minha vida. E posso não ser a melhor, mas at the end of the day, o que importa mesmo é que dê o melhor de mim.

E as novas cores da Risqué?


Era capaz de me desgraçar, se visse uma loja com as cores todas.

Renda Charmosa * Penélope Charmosa * Charminho Lilás * Diamante Roxo * Citrino Nude

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cravos: Hot or not?

As vestimentas


À nossa volta, anda tudo ansioso pelo grande dia.
Grande parte dos convidados já escolheram as suas vestimentas a preceito, porque dizem eles que querem ir muito bonitos. Quase todos os dias há alguém que nos diz que já comprou um vestido para o nosso casamento, que é assim e "Achas que vou bem?". A minha madrinha já mandou fazer o seu vestido, a madrinha dele já comprou um vestido, o meu pai já tem um fato todo hiper elegante. A minha mãe, a pessoa que mais está a viver este momento, está decididissima em ser a mãe mais maravilhosa e idealizou o seu vestido, do mais chique que há.
A minha sogra, está ansiosa que chegue o dia porque, como ela diz, já pode morrer descansada. E não quer comprar nada para vestir. Todo o mulherio da família já a desafiou para uma sessão de compras, mas ela, com a humildade e simplicidade dos seus quase 70 anos, diz que não precisa, que já é velhota e que veste qualquer coisa. Ora, o último filho dela que casou deve ter sido lá para 1990... Como a moda é reciclável, pode ser que o vintage lhe caia bem. No entanto, o meu novo objectivo pessoal é levá-la a comprar um fatinho janota. Todos os dias desta semana, ligo-lhe a perguntar se pode. Hoje não, que é dia de ir ao mercado. Hoje também não, que choveu de noite e ai os meus feijões. Mas eu hei de conseguir. Não sei bem o que vamos comprar, porque decotes e cores vivas está tudo fora de questão. Mas havemos de encontrar algo. Eu não sou de desistir. E o meu noivo vai ter a mãe do noivo mais gira de todo o casamento!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

E os gastos?


E os gastos?
Eu sei, eu sei, quem se casa já sabe dos gastos.
Mas para mim, há gastos e gastos. O vestido da noiva ou o fato do noivo, por exemplo, são aspectos em que quem precisar pode cortar alguns euros. Claro que todos queremos estar no nosso melhor nesse dia, mas se for preciso é possível. Há vestidos e fatos para muitas bolsas.
Até agora, o que me custou mais foi o que gastámos em papéis. Um certificado do notário, que demorou 10 minutos a fazer: 100€. Os papéis para o casamento religioso: Outros 100€. E acresce-se os 15€ do CPM. E estes valores são incontornáveis. E parecem-me um bocadinho de mais...

Era cedo, já é tarde


Num minuto era assim. Faltavam eternidades para o dia C, havia muito por fazer mas era cedo de mais. Era cedo para a prova do vestido, para as lembranças, para a decoração. E num minuto, passou a ser "em cima". Para tudo. E a lista, senhores, é infindável.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Self pity


Tirei férias do mundo para me reconstruir, e ao fim de uns dias sozinha só me apetece tirar férias de mim própria. Estou cansada de tanto melodrama e copos meio-vazios. Aborrece-me o meu pessimismo, inércia e falta de vontade. Tudo bem que foram meses penosos, os últimos. Que me fizeram em fanicos e destruíram a minha sempre baixa auto-estima. Mas que raio. Tive a coragem de pôr um ponto final no que me angustiava, tive a sorte de mais uma vez o universo ser generoso para mim e me dar a oportunidade que eu precisava. E eu faço o quê? Aproveito todos os minutos do dia para chorar o meu azar porque me apetece comer este mundo e o outro (Comendo, enquanto choro, para que a minha infelicidade não acabe)? Considero-me a mais infeliz de todas as pessoas infelizes, só porque não consigo ser feliz em estado constante como gostava que acontecesse?
Noutros tempos, talvez o fizesse durante pelo menos mais uma ou duas semanas. Mas uma das coisas que a experiência me trouxe foi a noção de que a vida é curta de mais para ser desperdiçada. E então não, não vou continuar a lamentar-me. Parece-me que três dias de self pity já foi bastante bom. Agora é bola p'ra frente e agarrar a vida.

Escalas


Se houvesse uma escala da força de vontade, eu no meu estado normal estava no valor máximo, pronta a ultrapassá-lo a qualquer oportunidade. Agora estou perto de zero, para baixo e não para cima. Aliás, acho que hoje não fazia uma boa pontuação em escala nenhuma.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Londres

Ninguém tem um quartinho para emprestar a este simpático casal, em Londres...?
Ninguém conhece um hotel assim asseadinho e em conta, perto do centro...?
 
Desde já, muito obrigada!

Da minha vida


Eu tenho um propósito nesta minha vida, que tantos partilhamos: Ser feliz.
No entanto, para mim não se limita a um objectivo a curto, médio ou longo prazo. É uma luta diária feita de conquistas e quedas, de momentos mais e menos felizes contra a pessimista e deprimida que há em mim. Sim, porque a verdade é essa: Metade de mim é tendência para a depressão e todos os passinhos dados em direcção ao outro lado, todos os momentos em que me venço a mim mesma são pequenas grandes vitórias.
Esta não é uma luta simples, corpo a corpo. Acontece em diversas frentes. Por um lado, luto para que o amor seja a emoção das emoções, a pedra basilar dos meus dias e o que enche o meu coração. Por outro, tento aumentar a minha auto-aceitação.
E por isso, eu falo com toda agente. Oiço e leio tudo o que se escreve sobre os assuntos, sorvo as palavras de quem sabe do que fala e de quem vive este meu ideal. Sim, porque há quem diga que é um ideal. Mas eu não me convenço. Se já mudei tanto, porque não hei de mudar outro tanto?

domingo, 18 de julho de 2010

Das férias do antigamente


Tenho muitas saudades de férias. Daquelas férias em que nos mudávamos de malas e bagagens para, pelo menos durante duas semanas, vivermos noutra casa e noutra vila.
Acordar cedo e ir à padaria da esquina comprar pão fresquinho para o pequeno-almoço, com a indulgência de uma arrufada de quando em vez. Sair, passar pelo café e andar até à praia, onde nos sentávamos, líamos, fazíamos sudoku e palavras cruzadas, caminhávamos.
Chegada à hora, íamos almoçar e fazer uma pequena sesta. Mais tarde voltávamos à praia, onde aproveitávamos para fazer o mesmo que de manhã, com uma bola de berlim ou um gelado para o lanche. Voltar a casa ao fim do dia, tomar banho e jantar, e dar um passeio à beira-mar.
Tenho mesmo muitas, muitas saudades. E precisava tanto de uns diazinhos assim....

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Respeito

Uma das maiores provas de amor é o respeito.
Mais do que o respeito pela outra pessoa, é o respeito por tudo aquilo que a outra pessoa é e que está além do inteligível, que não nos cabe na compreensão. Todos nós temos manias, qualidades, defeitos, características e particularidades que nos tornam quem nós somos mesmo que as partilhemos com poucos e que muitos não se cheguem nunca a aperceber desses pequeninos aspectos. A maioria deles, não podemos sequer ousar pedir a alguém que compreenda, de tão nossos e tão peculiares que são. E é aí que se vê o amor. Na capacidade de, sem perceber o que vai e vem, aceitar. Na capacidade de, muitas vezes às escuras, sem conseguir deslindar motivos e motivações, embarcar no que é pedido apenas porque é importante para o outro. Sem contestar essa importância, sem contestar as manias nem as pancadas. Com um respeito e uma aceitação maior do que tudo.
Tenho a sorte de ter alguém que consegue ser assim ao meu lado. Que apesar de não ler e não partilhar a minha necessidade de comprar e ler livros, nunca disse nada e faz de tudo para alimentar essa paixão. Que sendo muito mais gastador e sabendo que não seguirá nunca os meus conselhos, ouve todas as minhas dissertações sobre poupança e economia doméstica. Que adorando viver a vida com base no momento, me deixa planear todas as viagens ao mais ínfimo detalhe, e me vê oxilar entre planos que mudam a cada dia com uma paciência santa. Que sem conseguir compreender ou acompanhar o meu ritmo biológico, não me pergunta onde vou quando acordo a meio da noite sem sono e me ponho a fazer arrumações ou a ver televisão. Que sem conseguir perceber a mania das dietas mas partilhando a gulodice, pede um gelado para ele e me vê comê-lo quase todo, colher atrás de colher, sem dizer nada. Ou me tira o pacote das bolachas da frente, conhecendo a minha extraordinária incapacidade de me controlar.
Nem todos temos a capacidade de aceitar o que não compreendemos e de conviver com isso. Mas este tipo de respeito é fundamental no amor.

Obrigada por tudo. Especialmente por seres a minha barreira e os meus limites quando eu já os ultrapassei.

Estar em casa

Estar em casa, para mim, é sinónimo de andar sempre a depenicar uma bolachinha aqui, um chocolatinho acolá. Parece-me que ou tenho tento na língua, ou se os próximos dias forem como o primeiro, depressa recupero os 2 ou 3 kgs perdidos pelas vicissitudes da correria que é a vida, e estes ainda me trazem uns outros tantos de bónus.
Ainda por cima, o melhor do Verão para mim são as patuscadas em boa companhia. Como dessas não abdico, tenho que ver se fecho a dispensa à chave. Ou se me controlo, coisa que me parece difícil.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Trocar de Carro [2]




Um-dó-li-tá.
Nunca pensei que fosse tão dificil, chato e complicado comprar um carro.

Eu acho que é um misto dos dois. E tenho agora um mês e meio para o fazer. Tenho um mês e meio para riscar e voltar a escrever, fechar ciclos e começar novos, concluir tarefas, descansar, sonhar. Sorrir, querer e desejar muito ser feliz. Reconstruir o que sou e serei a partir do princípio de que o que mais quero é ser feliz, a todos os minutos de todos os dias. Sabendo de antemão o que me faz verdadeiramente feliz.
É este o meu plano.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Convites

Há uma coisa que não me encaixa.
O nosso convite de casamento é um bocadinho diferente do convencional. Há pessoas que não o percebem à primeira. E em vez de tentarem, assumem que nos enganámos e dizem do alto da sua prepotência "Olha que o vosso convite está mesmo giro, mas está mal!!!".
Oh amigos, vocês acham MESMO que eu ia gastar dinheiro e entregar um convite que estivesse errado? Acham?
E dar-nos um bocadinho de crédito, hein? Não precisam de nos achar génios, mas partirem do pressuposto que entregariamos convites errados sem repararmos nem nos preocuparmos, parece-me um rótulo que não gosto nada de ter...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Há dias assim [2]


Em que só o que me apetece é fazer de avestruz, correr para casa e enfiar-me na cama, com chocolates, lenços de papel, livros e a televisão para me entreterem enquanto as lágrimas correm. Eu tenho dias assim, em que preciso de hibernar. Isolar-me do mundo e chorar até a minha alma estar limpinha e o meu coração não ter nem um pouquinho de tristeza, raiva ou dor. E no final desses dias, aos olhos inchados junta-se sempre um meio sorriso, de alívio por voltar a acreditar que tudo vai ficar bem. Porque tudo fica sempre bem. E para mim, há dias assim.

Há dias assim


Há dias assim. Há dias em que, no dia antes, nos deitamos com toda a mágoa que um coração pode conter, que dorme connosco e acorda connosco. E nesses dias assim, às olheiras profundas junta-se uma má disposição crescente e uma paciência pequenina. E respira-se fundo mais de mil vezes, porque ninguém tem culpa dos nossos dias maus. E enquanto se respira fundo, pensa-se que amanhã será melhor e sente-se a falta de alguém que nos prometa que será. Alguém que nos faça acreditar que, realmente, será melhor. Há dias assim.

segunda-feira, 12 de julho de 2010


Acho que um dos aspectos que influencia a mudança e os riscos que se correm é, não só o que pode implicar em nós e na nossa vida, mas o que se assume perante os outros. Mudar pode ser dizer "Não estou bem", "Quero mais", "Mereço melhor". Mas também é não saber se o que vem a seguir é esse mais e melhor, ou se estamos a dar um grande passo em direcção ao abismo e daqui a uns meses teremos que admitir perante todos que falhamos redondamente. E isso pode custar.
Na teoria, não há que ter medo. É seguir em frente e arriscar, cabeça erguida e peito cheio de orgulho e optimismo. Mas depois na prática nem sempre é assim. E os certezas dão tantas vezes lugar às dúvidas, aos "ses" e aos "mas".
Acredito que é nesse salto que se dá, quando se tem medo mas se segue, quando se tem consciência dos "ses" e "mas" e se decide arriscar, que está o caminho. Para a frente, para o sucesso, para a vida. Pegamos nas pedras e construimos um castelo, já dizia o poeta.

Que lindo...

sábado, 10 de julho de 2010

Presentes

Na Quita-feira recebi um pijama muito giro a dizer I Love Chocolate. Ontem recebi um pijama também muito giro, a dizer ice cream lover. Não sei se é de mim, mas acho que estas prendas dizem muito dos meus hábitos nos meus últimos tempos livres: Comer e dormir.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Silêncio... [2]



Neste mesmo dia, quando cheguei a casa ao fim do dia, bati-lhes à porta (de casa e não do sótão) à espera de encontrar a mãe ou alguém que lhes pudesse incutir algum juízo*. Pois que encontrei o mesmo menino com quem tenho falado, que pediu desculpas.
Nas últimas duas noites os rapazes foram bastante mais silenciosos (ou não foram ao sótão), mas as noites foram curtas porque cá em casa é época de exames finais.
Esta noite foi o descalabro. Às 2h30 da manhã, quando o meu futuro esposo deixou os estudos, foi lá acima avisá-los para baixarem o reaggie que estavam a ouvir e falarem mais baixo. O que prontamente fizeram, e nós prontamente adormecemos. Acontece que fruto de substâncias estranhas ou só da hora da noite, acordámos às 6h30 da manhã com risos e gargalhadas e os barulhos de quem está a dançar o can-can em cima das nossas pobres e sonolentas cabeças.
Já mais que furiosa, que o sono a mim deixa-me bem disposta, voltei lá acima e fiz a minha pior cara (Não foi difícil,confesso. A minha cara por si só já devia ser assustadora) e disse que estava a ficar realmente cansada e que se isto voltasse a acontecer teria que tomar medidas diferentes, porque a paciência esgota-se e muitas noites sem dormir é dose.
Não sei bem quais serão as instâncias (aceito sugestões...), mas teremos que fazer alguma coisa.
Hoje, pareço aquela girafa. É que estou tal e qual. À excepção que eu sou uma girafa com um humor de cão e uma fome de leão, porque se há coisa que a privação do sono me altera é o humor e a fome.
*E nesta altura sinto-me velha em dizer isto, o que fica para outro post.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dreams


Não são, porque é preciso querer muito, lutar muito, trabalhar muito por eles. Mas são tão importantes.
[Um beijinho especial para ti minha querida. Lembra-te que vai ser como tiver que ser! Who knows where the prince charming is...? :) ]

terça-feira, 6 de julho de 2010

Do medo

Silêncio...

Temos vizinhos novos no prédio. Nem nunca os vimos, mas já conhecemos bem os filhos (ou o filho e o amigo do filho). Apesar de viverem no Rés-do-Chão, os rapazes em idade adolescente acharam que giro, giro, era mudarem-se para o sótão. Acontece que o sótão deles fica mesmo por cima do nosso quarto, e acontece que o isolamento do sótão não foi feito da mesma forma que o resto do prédio. Acontece também que estamos no período de férias da escola, então os moços acham que isto é giro é forrobodó a noite inteira, todas as noites.
Sábado, às três da manhã, lá estavam eles a ouvir música altíssimo, som ao qual se juntava todos os passos que davam que para nós cá em baixo parecia arrastar móveis. Levantei-me e bati à porta do sótão, silêncio se faz favor, que são horas de dormir.
Esta noite, à meia noite, continuavam eles (e pelo menos mais três amigos, pelas vozes) na festança. Levantei-me, bati à porta e silêncio faz favor que vocês estão de férias e eu amanhã tenho q ir trabalhar. Oh desculpe, desculpe. E baixaram a música mas continuaram a falar e a gargalhar até às 4h da manhã, hora em que me deixei vencer pelo cansaço e adormeci. Agora estou de pé, e estou tentada a ir aspirar o tecto do meu quarto. Ou fazer um batido de pé, em cima da cama. Ou ligar a TV aos berros.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quem procura...


Se há palavra que me caracterize, talvez seja insatisfeita. Tanto procurei, procurei. E agora que encontrei, o medo mistura-se com a excitação. E se eu não encontrar mais nada que preste, espero que pelo menos haja espaço para me encontrar comigo mais um bocadinho, para me conhecer melhor, para crescer. Se não me der mais nada, que me dê algum crescimento pessoal.

domingo, 4 de julho de 2010

Pura loucura


48 horas de pura loucura, este fim-de-semana.
30 horas a dormir
8 horas a trabalhar
2 horas numa esplanada
8 horas a fazer algo parecido com comer gelado.
Não comprem o gelado da imagem. Não presta. Yuk. Não presta especialmente se quem viver convosco não gostar e vocês amarem de paixão. É mau, muito mau.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Metade de 2010


E assim se passou meio ano. Os primeiros seis meses de 2010 já os vivemos, restam-nos seis para viver.
Um dos grandes marcos foi o regresso às aulas, que trouxe como consequência uma série de semanas curtas, com noites ainda mais pequenas. Muitos trabalhos e testes, mas até agora tudo compensou. Li dez livros (Não profissionais), o que não me parece mal para quem não tem tempo. Vi 20 filmes, fui a 2 concertos e a uma peça de teatro. Planeámos com detalhe o nosso casamento e perdi tudo. O meu carro avariou, o meu carro voltou a avariar, decidimos reformá-lo e comprar um novo. Fiz anos e recebi flores e presentes lindos. Recebi um Bonsai que ainda dura e comprámos um Buda bem grande para nos dar sorte. Passámos dois fins-de-semana fora em terras portuguesas. Fizemos com certeza muitas mais coisas, mas a minha cabeça hoje não está nos seus melhores dias.
É incrível como estes seis meses voaram. É incrível como a vida voa. É ter cuidado, para não a deixar escapar.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Para o futuro


Ter consciência que o mau acontece. Ter consciência que as pessoas más existem. Estar preparado. Estar atento. Salvaguardar-se. Proteger-se. Mas não esquecer de respirar, de continuar a tentar, de dar oportunidades até prova em contrário.
E não sobrevalorizar o que os outros dizem. Cada um é como é, cada um vive as experiências à sua maneira, à luz do que é, foi e viveu.

Talvez


Talvez não tenham que ser só os maus momentos a fazer-nos crescer, mudar, aprender. Talvez hajam passos grandes rumo ao incerto, que podemos dar não porque precisamos, mas porque queremos. Talvez seja só pela emoção do recomeço ou talvez seja pela vontade de voltar a acreditar que vai ser (ainda) melhor. Talvez seja por acreditar que a vida é sempre para a frente, sempre a subir. Talvez.