
Acho que sempre soube que a vida a dois não ia ser nada fácil.
E que não soubesse, não tinha demorado até eu ter à minha frente a prova provada que a vida a dois não é sempre cor-de-rosa e amor.
Os dias antes da primeira noite que passámos em nossa casa foram uma azáfama. Família e amigos a ajudar a carregar tudo, montar, limpar, arrumar... E lembro-me bem do cansaço que sentíamos no Domingo à noite, já perto das 22h, quando subimos pela última vez as escadas do prédio.
Tudo o que víamos era uma banheira bem cheia, relaxante, e uma cama para descansar as poucas horas de descanso dos últimos dias. Até porque segunda-feira era dia de trabalho.
Abrimos a porta e só vimos água. Água pelo chão, a chegar ao hall de entrada. Água vinda de um WC na outra ponta da casa. Nem queríamos acreditar, o chão novo!
Ainda não tínhamos grandes coisas em casa, então entre rolos de papel de cozinha, uma esfregona e um ou dois panos que tinham sobrado das limpezas, lá andámos de joelhos num banho muito diferente do que tínhamos imaginado.
Nesse momento, fomos só nós os dois. Com a nossa pouca ou nenhuma experiência, sem ajuda de ninguém. Só eu e ele, para o bem e para o mal.
E mesmo que eu não soubesse já, nesse dia tinha percebido que a vida a dois é tudo menos fácil.