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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um dia


Um dia vamos acordar assim. Com duas criaturas maravilhosas a saltarem-nos em cima. Na nossa casa maravilhosa. Com vista para qualquer lado. Um dia vai ser assim. Estejamos juntos que é o que interessa, como tu me repetes todos os dias.

domingo, 13 de março de 2011

Tem que ser


Nem sempre é fácil, porque sonhamos com a perfeição, que sabemos que não existe mas não desistimos de procurar. E enquanto procuramos, esquecemos que podiamos estar a viver bem, sem perfeições mas também sem angústias.

terça-feira, 8 de março de 2011

Fácil?


Acho que sempre soube que a vida a dois não ia ser nada fácil.
E que não soubesse, não tinha demorado até eu ter à minha frente a prova provada que a vida a dois não é sempre cor-de-rosa e amor.
Os dias antes da primeira noite que passámos em nossa casa foram uma azáfama. Família e amigos a ajudar a carregar tudo, montar, limpar, arrumar... E lembro-me bem do cansaço que sentíamos no Domingo à noite, já perto das 22h, quando subimos pela última vez as escadas do prédio.
Tudo o que víamos era uma banheira bem cheia, relaxante, e uma cama para descansar as poucas horas de descanso dos últimos dias. Até porque segunda-feira era dia de trabalho.
Abrimos a porta e só vimos água. Água pelo chão, a chegar ao hall de entrada. Água vinda de um WC na outra ponta da casa. Nem queríamos acreditar, o chão novo!
Ainda não tínhamos grandes coisas em casa, então entre rolos de papel de cozinha, uma esfregona e um ou dois panos que tinham sobrado das limpezas, lá andámos de joelhos num banho muito diferente do que tínhamos imaginado.
Nesse momento, fomos só nós os dois. Com a nossa pouca ou nenhuma experiência, sem ajuda de ninguém. Só eu e ele, para o bem e para o mal.
E mesmo que eu não soubesse já, nesse dia tinha percebido que a vida a dois é tudo menos fácil.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Não quero promessas


Não quero que prometas nada. Quero que te lembres sempre das conversas que tivemos, do que sentiste e concluíste, entre os nossos chocolates quentes e os grandes passeios. Este foi um dos nossos melhores fins-de-semana. Por favor, não te esqueças disso. Não te esqueças de nada. Nem de nós. Nem de ti. Não precisas de prometer, não quero que prometas. Mas mostra-me e, acima de tudo, mostra a ti próprio que és e podes ser sempre muito mais.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Been there, done that


Sempre fui aquela que caía. A mais frágil, a que precisava do teu ombro, a que dizia que não conseguias perceber como me sentia. Podias não compreender, mas nunca me deixaste. Nunca me viste sofrer sem tentares tudo ao teu alcance para me deixares melhor.
Eu, que sempre fui a que dizia que não conseguias perceber o que sentia, deveria ser a primeira a perceber o que tu sentes. Mas não. Foi tão mais fácil desconfiar, dar razão à tua tristeza, tirar-te a mão que tanto precisavas. Estúpida. Eu. Been there, done that. E quando os papéis se invertem, revelo-me na pessoa mais insensível do mundo. Logo eu, que consigo compreender o que sentes.
Logo eu, que faz hoje cinco meses jurei perante todos e Deus que estaria ao teu lado, na saúde e na doença. E assim o farei, prometo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Be my valentine


Be my valentine. Com um sorriso, porque é assim que te gosto de ver. Amo-te.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Há amores e amores


Eu sei, o amor não se compreende e cada relação é única e diferente. Eu sei, mas não deixa de me fazer confusão algumas coisas.
Tenho uma colega que vive com o namorado. Vivem na mesma casa, porque de resto se a vida de cada um deles fosse uma linha, acho que raramente se cruzavam. De semana, ela começa a trabalhar mais cedo que ele, pelo que acorda mais cedo e ele acorda já ela saiu de casa. Trabalham em cidades diferentes, pelo que cada um almoça no seu sítio. Ela sai por volta das 19h e vai ao ginásio ou para casa. Depois ou vai jantar com os pais, ou com uma amiga, ou janta em casa sozinha. Ele sai depois das 22h00. Janta muito tarde, e em alguns dias inclusive fica a dormir em casa dos pais, que é mais perto do local onde trabalha. Aos fins-de-semana, não são poucas as vezes em que os planos são diferentes, cada um para seu lado e voltam Domingo à noite.
Eu sei, se calhar são pessoas que precisam muito do seu espaço, que vivem bem assim. Mas eu custa-me a crer que com tanto espaço, não corram o risco de deixar o espaço transformar-se num fosso.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Era só isto


Sempre foi isto que te quis dizer. Só mesmo isto, tão simples, tão poucas linhas. Mas nunca o compreendeste, ou nunca me expliquei tão bem.
Avisar-te quando deixas tudo desarrumado, quando fazes alguma coisa de errado, não é querer criticar-te. É gostar de ti e querer construir um mundo nosso, em que possamos viver os dois sem problemas e sem perturbarmos o espaço e calma um do outro.
Dizer-te que te devias esforçar mais nos estudos, não é desdenhar o teu esforço. É ter noção de que tens capacidades para muito mais. É gostar de ti e querer fazer mais planos, novos planos. A dois.
Insistir para que sejas ambicioso, para que sonhes de pés na terra e trabalhes para os conseguir alcançar, não é pressionar-te nem não gostar de ti assim. É querer que sejas mais feliz, mais realizado, que tenhas a melhor vida possível e que um dia olhes para trás e ter muito orgulho no que construíste.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Promessas


Quando se casa, ou quando se decide viver com alguém, faz sentido que se prometa que se estará sempre lá, no matter what.
Já fez dois anos que, numa bela manhã, caí das escadas. Um tombo dos grandes, uns 20 degraus descidos de cabeça e uma perna sem mexer. A primeira coisa que vi, entre lágrimas, foi a reacção dele a correr para mim, a pegar-me ao colo e a levar-me para o hospital.
Ontem o susto foi meu. Tive 5 minutos em que o meu coração esteve tão apertado, mas tão apertado, que assim que o vi melhor achei que ia desmaiar com a descompressão do meu peito, que se permitia finalmente deixar entrar algum ar. Achei que ele se ia esvair em sangue, no chão da nossa casa de banho, e eu sem forças para o levar ao colo para o hospital.
Felizmente não foi preciso, mas o susto, esse ninguém o tira.
E hoje, lá fui eu com ele, de mão dada para apoio moral. Pergunta o médico se me impressiono com sangue, que caso me impressione é melhor sair. E eu, a maior hipocondriaca impressionável da história, que se contorce com as dores dos outros, aguentei-me a segurar-lhe na mão e a olhar muito discretamente para a parede do lado...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O amor


No amor, perdemos tanto por tomarmos tudo por garantido.
A pessoa que se levanta para ir tomar banho primeiro. As torradas que já estão a fazer quando chegamos à cozinha. Os papéis que não nos podíamos esquecer já em cima da mesa. Um beijo de despedida. Uma mensagem a dizer amo-te. Um telefonema a contar uma novidade. Um chá quente com mel quando estamos doentes. Tudo isso torna-se em rotina, é normal. E depois um dia toca o despertador e ninguém toma banho primeiro que nós, e percebemos que aqueles 10 minutos a mais na cama eram um sacrifício do outro. E chegamos à cozinha e não há torradas. E esquecemo-nos dos papéis que não nos podíamos esquecer. E olhamos para o telemóvel, mas nem sinal de mensagem. Sentimo-nos doentes, e nem o chá nem o termómetro vêm até nós.
E então percebemos que os gestos banais, aqueles que se tornam hábitos, costumes, rotinas e chatices, não deixam de estar impregnados de amor, de carinho e bem querer. E normalmente, é nesse momento que percebemos o ouro que temos. E normalmente, é nesse momento que percebemos o ouro que acabámos de perder.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010



Deixei-te no hospital. Dói muito deixar-te por algum tempo, sempre. Muito mais hoje, aqui.
Vim trabalhar, que é preciso trabalhar e não podendo estar contigo, ao mesmo que faça alguma coisa. Mas a cabeça, essa, está longe. E o coração, deixei-o contigo. Pode ser um procedimento relativamente simples, mas a verdade é que o mundo está cheio de histórias de procedimentos simples que se complicaram.
Tenho medo. E imagino-te, deitado e a dormir. E o coração aperta-se mais ainda.
Põe-te bom, meu amor. Preciso de ti.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Um dia


Um dia damos por nós a escrever no bloco de notas, entre lista de compras e datas de trabalhos, uma lista de assuntos a falar com ele, para que quando estivermos juntos os cinco minutos não passem a correr e não nos esqueçamos de nada.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Yu change your life...


É aqui que estamos. É aqui que, definitivamente, queremos estar. É aqui que temos lutado toda a vida por estar. É esta vida, a nossa vida, que estamos a construir. É por esta vida, pela nossa vida, que lutamos e não nos conformamos. E é no amor, no nosso amor, que recolhemos as forças.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Saudades


Hoje estou afogada em saudades. Saudades daquelas que apertam o estômago. Daquelas que temos nos primeiros dias da paixão ou quando estamos muito, muito tempo afastados.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Obrigada


Neste momento, obrigada por esconderes os teus nervos só para não se preocupares mais. Obrigada pelo esforço para deixares de roer as unhas. Obrigada pela paciência para a minha falta de paciência. Obrigada por não te queixares do meu perfeccionismo. Obrigada por te preocupares e perguntares como estou além do casamento. A sério. Obrigada.

domingo, 5 de setembro de 2010

Eu gostava


Mesmo que o resto da vida sejam muitos dias, muitos pequenos-almoços, almoços e jantares. Mesmo que para o resto da vida sejam muitos os pequenos-almoços em que não me apeteça nem ver-te, quanto mais partilhar as torradas contigo. Mesmo que para o resto da vida tenhamos alguns almoços forçados para um ou para outro, de canja, chá ou o que as doenças permitirem. Mesmo que para o resto da vida hajam muitos jantares só de sopa, porque o dinheiro não chega para tudo.
Mesmo assim, mesmo sabendo que nem todas as refeições serão felizes, gosto de saber que as vou poder partilhar contigo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dava-te o mundo

Eu pudesse, e era o mundo que te oferecia. Sempre, mas em especial hoje. Tanta estrada que há por percorrer, com sonhos por realizar, países e cidades por conhecer e memórias por gravar. Há tanto, tanto para viver. Tanto para vivermos. Aqui, ou ali. Amanhã, ou mais tarde. E se eu pudesse era isso que te dava: A certeza de que viverás muito, tanto em tempo como em qualidade.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O amor


Não acho que o amor seja complicado. Acho que o amor dá trabalho, muito trabalho.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O meu namorado é o melhor do mundo [4]



Sexta-feira à noite, vamos comer um gelado. Apaixono-me por uma mala branca numa montra. Ontem chego a casa e tenho um embrulho em cima da mesa. Txaran.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010