sábado, 21 de maio de 2011

Percentagens


O último post com o tag felicidade é de Novembro de 2010.
Nos últimos meses, cerca de 80% dos posts são tristes e deprimentes. Os outros são a)vazios; b) teorias de vida.
Realmente, o meu blog pode não ser a minha vida mas a verdade é que qualquer semelhança é, ou não, pura coincidência.

hoje


Hoje.
Queria ter um cão. E fazer malas e ir de férias. Ou pelo menos, saber quando é que posso ir de férias. Ir às compras, renovar o guarda roupa, pegar em imensas coisas que já não uso e dá-las. Hoje queria ter uma boa surpresa. Pizza para o almoço. Uma tese já feita. Saúde para dar e vender.

terça-feira, 17 de maio de 2011

É por isto


Que eu não escrevo.
Porque estou cansada de me deitar todos os Domingos a pensar que amanhã é segunda-feira e amanhã, sim, vai começar uma boa semana. Estou cansada de invariavelmente chegar à sexta-feira sem dias bons para contar. Estou cansada de acreditar e desacreditar, semana após semana. Dia após dia. Para nada. Para mais do mesmo ou pior. E para não me lamentar nem dizer mais do mesmo, calo-me. É isto.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A vida e o que nós achamos que queremos


Há quem diga que é difícil escrever quando se é feliz. Eu digo que é difícil escrever quando sou um vazio. Uma praia de madrugada, com a areia lisa e sem pegadas. Onde vou eu buscar as histórias para contar, quando não há pegadas? Onde vou eu buscar ideias, quando a minha cabeça deixou de ser um emaranhado de problemas para passar a um emaranhado de nada. Sim, porque muitos nadas também deixam pontas soltas que se emaranham. E toda agente sabe que as pontas invisíveis são as mais difíceis de encontrar.

sábado, 7 de maio de 2011

Conversas


Digo-vos: É bom, para variar, conversar com alguém que sabe tanto ou mais que nós de vários assuntos, da política aos vernizes, passando pelo preço das casas, as cusquisses e outros assuntos de interesse vital, e mais: Que não se perde e vai atrás quando se salta do mais para o menos profundo, do mais para o menos estúpido, ou do tom sério para a piadola ridícula.
Foi bom, miúda. Obrigada.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Today


Assim bem de repente consigo identificar umas cinco coisas que nos dava um jeito que acontecessem. Não peço que sejam todas hoje. Nem me importo de esperar mais uns dias (semanas...?) para que as outras venham surgindo devagarinho... Mas pelo menos uma. Só uma. Umazinha. Qualquer uma. Não custa Nada. Please, please, please. A malta precisa de uma lufada de ar fresco e uma boa notícia para renovar a esperança. Sim? Sim!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pessoas


Orgulho-me muito de poder dizer que, na grande maioria dos meus dias, este é um princípio que sigo. Quantas vezes criticamos gestos, palavras, atitudes, sem termos a mínima ideia do que está por trás, do que é a vida dessa pessoa além do que nós vemos.
Conheço uma pessoa, que se a virem na rua parece bem. No entanto, se forem vizinhos dela e a ouvirem chorar, não se espantem nem critiquem. Ela tem o marido desempregado e teve um diagnóstico de uma doença crónica há meia dúzia de dias. Conheço outra pessoa que, se a virem na rua, talvez a achem bem. Mas se ela perder a paciência convosco, percebam que ela está no meio de um desgosto de amor. Conheço outra pessoa que se trabalharem com ela são capazes de enlouquecer com o ritmo alucinado a que ela faz tudo. Mas não a gozem, porque por dentro ela contorce-se e esforça-se para ter mais calma, enquanto luta com uma série de demónios do passado que teimam em não largar. Conheço outra pessoa que se a virem na rua, hão de reparar nos seus olhos inchados e olheiras até ao queixo. Mas mesmo que ela vos fale mal, mesmo que ela seja inoportuna de vez em quando, não lhe respondam mal porque ela está em vias de perder tudo: Casa, carro, mobília, salário. Também conheço um homem que são capazes de achar bruto e distante nos modos e palavras. Não o julguem, porque ele viu o sonho e projecto por que lutou despedaçado e agora, por mais que trabalhe doze ou mais horas por dia, faz contas de cabeça porque o dinheiro não chega para pagar dívidas, contas e comida para a família.
Não faço um apelo à condescendência nem aos brandos costumes. Só faço um apelo a que, em todos os contextos, se lembrem mais vezes que as pessoas são sempre pessoas. Nunca perfeitas, tantas vezes com dramas e problemas que nem sequer imaginamos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Coragem


A razão porque eu acredito no mundo é, simplesmente, as pessoas que me rodeiam. Se os há que nas 12horas em que não se estão a queixar da vida, estão a maldizer a vida dos outros, tiro o meu chapéu a todos os outros que perante um problema param, choram, berram, esperneiam. E chega. Arregaçam as mangas e não acreditam que o céu é cinzento porque os outros dizem. Acreditam que há, por aí, um pedacinho de céu mais azul, e não desistem enquanto não o encontram. Mesmo que sejam raios de sol temporários, mesmo que logo a seguir seja novamente altura de arregaçar as mangas e correr noutra direcção. Com medos e inseguranças, mas com uma vontade enorme de vencer. Com a coragem de lutar e de não aceitar que este é o nosso país, esta é a nossa crise, este é o nosso fado, e como tal temos que ser todos miseráveis e infelizes que é o que há.
Felizmente tenho muita gente à minha volta assim. Que me inspiram todos os dias, mesmo quando me confessam que têm medo, mesmo quando se vão abaixo. Porque é bom saber que mesmo os mais corajosos também passam por dias maus. Assim, no meu próximo dia mau pode ser que me lembre que talvez também eu seja uma corajosa num dia mau.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Nostalgia


Ando nostálgica, inundada de nostalgia por todos os lados.
Estava a ver as fotos do S, um pequeno homenzinho de camisa aos quadradinhos, e lembrei-me de quando o vi, com umas semanas. O meu mail e Facebook estão cheios de fotos de bebés lindos, que nos fazem sentir que a vida mudou. E podia falar muito mais sobre isto, mas neste momento o meu coração está tão cheio de felicidade por todos aqueles que adoro, que quero guardar esta sensação mais uns minutos só para mim.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Geração à rasca que desenrrasca, ou não


"O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam. Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada. Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido. Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade. Sentem-se desiludidos. E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas."


Lá vou eu lançar-me em demagogias que nem me pertencem e em guerras que não quero nem dadas. O mal de todas as gerações é serem peritos em história evolutiva do ser humano, em sociologia, psicologia, antropologia, biologia e outras ias, que explicam por A mais B que a minha geração é melhor que a tua. As gerações mais novas estão sempre a destruir o que as mais velhas construíram, e as gerações mais velhas são as que educaram as mais novas, logo culpadas por tudo. Ninguém gosta de generalizações, especialmente porque fica tão bem dizer que não se gosta de generalizações, mas a verdade é que todos generalizamos (Eu a generalizar) porque falar caso a caso era pano para mangas que não temos tempo para coser.
Não sei se a minha geração é ou está à rasca, ou se deixa de ser ou estar. Mas uma coisa eu sei: Se o são ou estão, não é com toda a certeza apenas por não quererem trabalhar, por falta de humildade ou excesso de mimo.
Estamos a falar de gerações que cresceram com dúvidas. A ouvir falar nas catástrofes ambientais, nos raptos e na violência. Que cresceram nas cidades, com os avós nos campos e os pais a trabalhar. Que cresceram em infantários, com menos disponibilidade dos pais do que seria desejado. Que viram os pais fazerem pela vida e em tantos casos serem castrados por injustiças ou outros que tais, serem explorados e muitas vezes desempregados. Não estamos a falar de uma maioria que tenha uma horta para cuidar se o emprego não der nem meios de garantir as necessidades básicas se não houver dinheiro. Estamos a falar de jovens que cresceram em caixotes, com um mês de férias na terra (Ou em colónias de férias).
Esses jovens são hoje adultos. E querem ter filhos mas não podem que não há condições, e enquanto querem ter filhos e não têm preocupam-se com os pais que pouco antes da idade da reforma vêem-se em casa, com ou sem subsídio de desemprego, mas a considerarem-se uns inúteis e incapazes. Garanto-vos: Isto é coisa para deixar muita gente à rasca.
Esses jovens sonham com um trabalho melhor. Não só mais bem pago, mas essencialmente mais justo. Porque cresceram a ouvir dizer que o 25 de Abril fez-se com as mãos do povo que queria a igualdade. E revoltam-se, pois claro. Não pelo excesso de trabalho ou pela falta de dinheiro, mas pela quantidade de injustiças que se vê todos os dias.
Esses jovens não têm uma casinha que era dos avós para recuperar, porque a casa dos avós ficou lá longe na terra. Nem têm os pais como fiadores, porque os pais têm os seus próprios empréstimos por pagar. Têm amor, com muita sorte. Mas não têm dinheiro nem quem os possa ajudar caso precisem.
Quando se fala em gerações, não há quem tenha mais que os outros. Há sim, quereres e teres diferentes.
Os meus pais tinham poucos brinquedos mas brincavam na rua. Eu tive alguns brinquedos, não brincava na rua, mas se pedisse para ir a pé a casa da minha tia deixavam-me. Os miúdos de hoje têm muitos brinquedos, não brincam na rua e não saem sequer da porta do prédio sem os pais. É a vida, é a evolução, pela qual somos totalmente responsáveis. Como tudo há o lado bom e o lado mau da cassete. Era bom que houvesse evolução na direcção da cura de todas as doenças imagináveis, e que se curasse também a maldade e estupidês humana. Talvez um dia. No país das maravilhas.

domingo, 1 de maio de 2011

Life is short


É isto. Nem mais nem menos. Só isto. Só ser feliz.

Às mães!


A todas as mães. Às que são. Às que ainda são só mães de barriga. Às que nunca foram mães de barriga mas são mães de coração. Às que gostavam de ser mães e ainda não conseguiram. À minha mãe. À minha sogra. Às minhas amigas que são mães e que me fazem sentir um bocadinho mais feliz sempre que me mandam as fotos que eu adoro dos seus pequenos filhotes. A todas as mães. Porque este é um dia especial, que serve para lembrarmos, dizermos e fazermos o que esquecemos nos outros dias. Porque este é o vosso dia, o dia da profissão mais bonita que se pode ter no mundo. A todas as mães, um bem hajam por fazerem de nós, filhos, as criaturas mais sortudas à face da terra. Obrigada pelo carinho, pela preocupação, pelos abraços e pelos mimos. Por tudo. Falo em meu nome, e provavelmente em nome de todos os filhos que por aí andam e ainda não sabem falar. Era isto que eles vos escreveriam, se soubessem escrever. O mesmo que eu digo à minha mãe. Obrigada, mãe. Por tudo. E por nada. Por existires e me permitires, assim, ser tua filha. Com muito orgulho.

Thank God it's May :)