terça-feira, 29 de março de 2011

Bring on


Vá, estamos à espera. Que venha daí um milagre ou boas notícias para variar. Estamos prontos. Há algum tempo que estamos prontos. E ansiosos. E mesmo a precisar.

domingo, 27 de março de 2011


O sonho comanda a vida e não se paga para sonhar. São frases feitas, verdade. Mas caem tão bem em certas alturas da vida que deixam de ser frases feitas e passam a ser frases feitas para cada um de nós. Nunca fui de deixar de sonhar, mas também nunca os deixei comandar a minha vida, com medo da desilusão. Até ao dia. Até ao dia em que os meus sonhos foram crescendo. E como comandam a vida e não são pagos, fomos alimentando os sonhos, vendo-os crescer, serem mais nossos, mais felizes, mais concretos.

Por mais que goste de sonhar, pesa-me pensar que a dada altura seremos talvez confrontados com a realidade. Com a impossibilidade do nosso sonho caber nas nossas mãos tão bem como cabe no nosso coração. Serei feliz sem ele, mas acho que seria ainda mais feliz se passasse do sonho à realidade.

sábado, 26 de março de 2011

Vamos ver

Quem ganha.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Qualquer dia


Qualquer dia inscrevo-me para orientar os cursos das Novas Oportunidades. Já estou para lá de cátedra na área, tanto nos cursos de equivalência ao 9º como ao 12º ano.
Foram várias as pessoas que conheço que os fizeram, e invariavelmente pediram-me ajuda. Já escrevi exercícios de matemática no computador; organizei portfolios; traduzi textos para inglês; fiz separadores para as áreas... Vejo aqui algum potencial de negócio. Acabo cursos de RVCC.

quinta-feira, 24 de março de 2011

They may say...

But I'm not the only one. Cá em casa somos dois. E suspeito que hajam
mais uns quantos por aí.

And now...

Não venho para aqui defender nada nem ninguém em especial, porque se acho que o Sócrates conseguiu afundar-se e levar o país com ele, também não tenho especial convicção do iluminado que conseguirá salvar-nos a todos.
Acho e continuo a achar que temos um grave problema de valores, mentalidade e convicções, neste nosso cantinho. Todos queremos ganhar bem, mas poucos querem trabalhar mais; Todos queremos um carro novo, mas nem todos temos dinheiro para chegar ao stand e pagar, por isso fazemos créditos; Todos queremos ter uma casa enorme, e com ou sem dinheiro é o que acabamos por fazer. Somos todos demasiado pelo ter, muito pouco pelo ser.
O país está mal? É vermo-nos a arranjar estratégias para safar a nossa pele de cordeiro, o que começa lá em cima, em quem devia dar o exemplo. Ai cortam-me o salário? Então que me aumentem os prémios. Ai deixo de ter benefícios fiscais? Então toma lá que já não faço PPRs que até te lixas.
Se vem aí o FMI, não sei. Se vão reduzir tudo e mais alguma coisa, não sei. Mas tenho a impressão que se os senhores tivessem sido bem recebidos em Novembro, em vez de nos termos feito de fortes, ricos e soberanos deste nosso cantinho, por esta altura não estaríamos a braços com uma crise política nem com o lavar de roupa suja que foram ontem as intervenções, os discursos, os comentários. Somos tão bons a sacudir a água do capote, porque é que quando o FMI quis vir cá passar umas férias, não dissemos: "Venham, venham, que assim a culpa é vossa"? É que se os prémios, as despesas e os investimentos não essenciais tivessem sido efectivamente cortados, talvez os últimos meses tivessem sido de contenção mas começaríamos a poder sonhar com melhorias. Agora? Agora passámos meses em instabilidade social, a cortar em tudo e mais um par de botas, para chegarmos quase a Abril e sabermos que o que nos espera deste 2011 deverá ser mais cortes.
Andamos todos a pagar uma factura que não é a nossa, mas também gostamos de contribuir para adicionar mais parcelas à factura. E agora, siga a festa que é tempo de campanhas eleitorais e de promessas e dinheiro investido à parva em bandeirinhas e crachás.

terça-feira, 22 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Primavera

Primavera, foste e serás sempre a minha estação preferida. És a
estação das flores, do sol, dos sorrisos e da temperatura amena. Da
ansiedade das férias, da Páscoa, dos meus anos.
Este ano, pedia-te que além das flores, do sol e dos amores, nos
trouxesses também umas doses de ânimo, que andamos todos a precisar. E
boas notícias.
Obrigada.

Pais


Este fim-de-semana foi dia do Pai. Hoje, ao ler um texto do Pedro Ribeiro, consolidei uma ideia que já tinha anteriormente.
As relações, especialmente entre pais e filhos, são uma das melhores coisas do mundo. Pobres aqueles, os filhos, que foram privados de ter um Pai de verdade, que tão depressa lhes estendesse os braços para um grande abraço como para uma palmada merecida. Pobres os filhos que nunca ouviram dos pais "Vamos estar ao pé de ti, aconteca o que acontecer"; Que nunca souberam o que é ver o orgulho nos olhos de um Pai, por uma canção que se cantou na festa da escola primária, por um gesto bonito que se teve, por uma conquista da vida.
Mas também vos digo que Pobres aqueles, os pais, que sem quererem são privados de o serem, de estender braços, mostrar sorrisos, fazer elogios, estar lá para os filhos. Não deve haver maior egoísmo do que esse, o de privar um Pai (Ou mãe) de estar com um filho.
E a mim, que sempre tive um super pai e uma super mãe, custa-me nestes dias ver a dor de quem não sabe o que isso é. De quem não tem, na vida, com quem contar eternamente.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Façam o que eu digo


Façam o que eu digo, não façam o que eu faço, devia ser o meu lema. Vou ser mais realista, digo a mim própria. E à mínima réstia de oportunidade, lá me deixo levar agarrada ao primeiro balão cheio de expectativas ou esperanças que aparecer e me fizer voar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tamanho dos sonhos


Não vou deixar de sonhar, mas acho que me fazia bem sonhar sonhos só do meu tamanho. Sonhar sonhos que possam um dia ser reais, sem ambições nem quereres maiores do que algum dia conseguirei. Não é ser derrotista, é estar cansada de ver sempre as ideias baterem na parede e voltarem para trás, para mim, sem grande sucesso. Não vou deixar de sonhar, porque nem o saberia fazer. Mas vou tentar começar a sonhar mais baixo, com os pés mais perto do chão, porque já se sabe que quanto mais alto se sobe, maior é a queda que damos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

É assim

Por vezes. Tantas vezes.

terça-feira, 15 de março de 2011

Este não é um blog de auto-ajuda [2]


Sofremos a morte antes dela acontecer. Sofremos as dores antes de doer. E no final das contas, nem metade das possibilidades se tornam em realidade.
O ideal era não nos preocuparmos com os problemas de amanhã, que certamente chegarão, mas dos quais trataremos na altura certa. Basta-nos os problemas de hoje.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dores de crescimento

Outro momento que acho que é um ponto de viragem na nossa vida, é
aquele dia em que de repente percebemos que somos adultos.
Não há quem tenha que nos dizer "Despacha-te, que se não vais chegar
tarde à escola". É o nosso eu consciente que tem que obrigar o nosso
eu preguiçoso a levantar o rabo da cama para ir trabalhar, porque é
capaz de não ser boa ideia faltar. Se achamos que o chefe está a
tratar-nos mal, não podemos esperar que a mãe lá vá dizer-lhe, como
disse à professora de ballet, que tem que ter mais cuidado. Quando
decidimos namorar com uma pessoa, não dá para depois lhe responder "A
minha mãe não quer que eu seja mais tua namorada", e quando compramos
uma casa não podemos passado um mês pedir ao pai "Vai lá trocar pela
outra que é mais gira", como fazíamos com os bonecos.
Chama-se crescer. E eu sempre ouvi dizer que as dores de crescimento
custam muito. O que não quer dizer que, nesses dias em que a dor é
mais forte, os pais não estejam lá para nos dar colo. Não há feridas
para limpar com betadine, mas há palavras e conselhos que são sempre
úteis. Porque os pais, são pais para sempre. Mas faz parte do papel
deles deixarem os filhos crescerem e, um dia, serem também pais.

És responsável por mim


Este fim-de-semana percebi que um dos sentimentos mais difíceis de ser um casal é a responsabilidade. De repente, estamos numa casa que é a nossa, em que é nosso dever mante-la limpa, arrumada e habitável. Estamos perante duas vidas, que não são uma mas que se cruzam e intersectam em tantos pontos que não podem ser encaradas como duas vidas separadas. Em cada vida há uma pessoa, que ao escolhermos casar estamos a aceitar defeitos e virtudes, estamos a fazer uma promessa: Eu vou ser responsável por ti. E isso implica engolir sapos, ceder, ter razão, dar razão, pedir desculpas e desculpar. Se já é pesado saber que sou responsável por mim mesma, que as decisões que tomo, para o bem e para o mal, são minhas; o fardo é maior ao sermos também responsáveis pela pessoa com quem escolhemos ficar. E, muito provavelmente, quando o escolhemos nem pensámos nestes termos. Só que o amor só chega nos dias em que está tudo bem, e a vida tem muitos momentos tristes, angustiantes ou de indecisões. E aí, se o casamento for bem vivido, o facto de sermos responsáveis um pelo outro não é um peso mas sim um alívio.
Alguém ser responsável por mim não quer dizer que seja culpado se eu for despedida, nem que eu cair seja provocado por ele. Mas alguém ser responsável por mim significa que tanto como pensa em si, tem que pensar também em mim. Nas pequenas e nas grandes decisões, desde o dizer ou não dizer ao sair ou ficar. Claro que só é possível se um confiar que o outro faz exactamente o mesmo. Não deixa de decidir, mas contempla o outro na sua decisão. Preocupa-se e trabalha para o seu bem-estar.
Este fim-de-semana percebi que às vezes é muito difícil assumir uma decisão que sem ser tomada por mim, foi também minha. E volto a dizer. Essa dificuldade só se supera com a certeza e a confiança de que o outro estará lá para fazer o mesmo quando for a minha vez de escolher.

domingo, 13 de março de 2011

Tem que ser


Nem sempre é fácil, porque sonhamos com a perfeição, que sabemos que não existe mas não desistimos de procurar. E enquanto procuramos, esquecemos que podiamos estar a viver bem, sem perfeições mas também sem angústias.

quinta-feira, 10 de março de 2011


Acho que nem com artes adivinhatórias eu seria capaz de me imaginar onde estou agora. Há dez anos, se me perguntassem onde estaria em Março de 2011, com quem, a fazer o quê e como, tenho a certeza que nunca acertaria. Aliás, há cinco anos, se me perguntassem o mesmo, poderia já acertar em alguns tópicos mas estaria ainda longe, muito longe do meu presente.
E assim, vou consolidando a ideia de que o futuro será para um lado qualquer, que provavelmente agora nem conheço. O que não me impede de sonhar e planear. Mas obriga-me a ser flexível e a repensar esta minha mania de planear tudo com anos luz de antecedência, para depois ver tudo a correr na direcção contrária.

terça-feira, 8 de março de 2011

Fácil?


Acho que sempre soube que a vida a dois não ia ser nada fácil.
E que não soubesse, não tinha demorado até eu ter à minha frente a prova provada que a vida a dois não é sempre cor-de-rosa e amor.
Os dias antes da primeira noite que passámos em nossa casa foram uma azáfama. Família e amigos a ajudar a carregar tudo, montar, limpar, arrumar... E lembro-me bem do cansaço que sentíamos no Domingo à noite, já perto das 22h, quando subimos pela última vez as escadas do prédio.
Tudo o que víamos era uma banheira bem cheia, relaxante, e uma cama para descansar as poucas horas de descanso dos últimos dias. Até porque segunda-feira era dia de trabalho.
Abrimos a porta e só vimos água. Água pelo chão, a chegar ao hall de entrada. Água vinda de um WC na outra ponta da casa. Nem queríamos acreditar, o chão novo!
Ainda não tínhamos grandes coisas em casa, então entre rolos de papel de cozinha, uma esfregona e um ou dois panos que tinham sobrado das limpezas, lá andámos de joelhos num banho muito diferente do que tínhamos imaginado.
Nesse momento, fomos só nós os dois. Com a nossa pouca ou nenhuma experiência, sem ajuda de ninguém. Só eu e ele, para o bem e para o mal.
E mesmo que eu não soubesse já, nesse dia tinha percebido que a vida a dois é tudo menos fácil.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Nunca esperar


Eu sei. Já sei de cor este lema que gostava tanto que guiásse a minha vida. Mas repetidamente não sou capaz de baixar os braços e deixar acontecer. Mesmo quando sei que fiz tudo. Mesmo quando sei que é o melhor. Mesmo quando sei que é a única hipótese. Por mais que o leia, por mais que o repita, não consigo que faça parte de mim.

domingo, 6 de março de 2011

Wait and see


All I can do is wait and see what God brings.
Volto sempre ao mesmo, ao não ter mais do que a hipótese de deixar nas mãos Dele, porque tudo o resto já o fiz. E é aguardar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sol

E nós por cá andamos, à espera que venha um arco-íris, ou pelo menos
que os dias se tornem menos cinzentos. Este fim-de-semana vamos fugir.
Vamos para o lugar onde temos sempre mimos e colo. Porque precisamos
tanto de mimos e colo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Estou cheia de vontade

Estou cheia de vontade de trabalhar. Aliás, todo o dia de hoje tem
sido uma abundância de vontade de trabalhar. Agora mesmo, estou tão
expectante com a minha ida para uma reunião que deve acabar depois das
8h. Estou mesmo com vontade de trabalhar!

terça-feira, 1 de março de 2011

I'll rise




"You may write me down in history
With your bitter, twisted lies,
You may trod me in the very dirt
But still, like dust, I'll rise.

Does my sassiness upset you?
Why are you beset with gloom?
'Cause I walk like I've got oil wells
Pumping in my living room.

Just like moons and like suns,
With the certainty of tides,
Just like hopes springing high,
Still I'll rise.

Did you want to see me broken?
Bowed head and lowered eyes?
Shoulders falling down like teardrops.
Weakened by my soulful cries."

Maya Angelou