
Apesar de não me considerar
lamexas, sou uma pessoa extremamente sensível. Durante todo o ano, contribuo para as causas que me tocam e que posso.
Obviamente que, ainda para mais sendo uma apaixonada pelo Natal, esta é uma altura em que sou ainda mais solidária.
Ontem lá fomos ao
supermercado, para também contribuirmos para o Banco Alimentar. Deixámos um saco cheio de coisinhas boas, mas tivesse eu possibilidade e deixava um carrinho cheio, ou dois. Só andar pelo
supermercado, a colocar coisas naquele saquinho plástico, encheu-me o coração de sentimentos. Em especial, de gratidão por tudo o que tenho.
O Natal passado, na empresa onde trabalho, sugeri que nos
juntássemos e
apoiássemos alguma família mais necessitada. Identificámos na escola local duas famílias, uma de quatro e outra de cinco filhos, que viviam em condições absolutamente precárias. Crianças como todas as outras, com a excepção de nunca lhes ter passado pelas mãos uns ténis novos, um brinquedo novo, ou tantas vezes nem uma
kispo velho, quanto mais um novo.
Quais crianças, fui com mais duas colegas ao
supermercado com o dinheiro que angariámos, e enchemos dois carrinhos, um para cada família. Além do tradicional bacalhau da consoada, e de tudo o necessário para essa refeição, acabámos por comprar também outros alimentos essenciais para lhes encher a despensa. E ainda deu para um ou outro
miminho: Uma
prendinha para cada filhote e uma caixa de chocolates para os pais.
Apesar de já ter sido há quase um ano, lembro-me como se fosse hoje da felicidade daquelas famílias quando lhes fomos entregar todas as compras. Uns sorrisos cheios de lágrimas secas, porque aqueles olhos que já viram e passaram tanto já nem lágrimas têm para chorar. Um agradecimento profundo e sentido.
Era um sonho que tinha desde sempre. E valeu a pena. Tornou o meu natal de 2009 ainda mais especial.