domingo, 27 de fevereiro de 2011

Não quero promessas


Não quero que prometas nada. Quero que te lembres sempre das conversas que tivemos, do que sentiste e concluíste, entre os nossos chocolates quentes e os grandes passeios. Este foi um dos nossos melhores fins-de-semana. Por favor, não te esqueças disso. Não te esqueças de nada. Nem de nós. Nem de ti. Não precisas de prometer, não quero que prometas. Mas mostra-me e, acima de tudo, mostra a ti próprio que és e podes ser sempre muito mais.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dias


Sabem o que vos digo? Há dias que não fazem sentido nenhum. Que parecem caídos no calendário, cedo de mais, tarde de mais... Fora do sítio. Não que estes dias façam sentido em algum lugar do calendário, que eu por mim rifava-os todos. Mas porra, que pelo menos pudesse dizer que era porque A, ou porque B. E não consigo. É simplesmente porque não sei. Não sei nada.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sem medo

Lembra-te. Não há porque ter medo. Será o que tiver que ser e tu aguentarás o que quer que seja. O que é teu chegará, portanto mesmo que não seja como queres não quer dizer que seja mau. Se te sentires nervosa, com medo, ignorada ou desrespeitada, respira fundo e lembra-te de quem está a falar. E jura a ti própria que quando puderes vais dar um passeio ao sol, comer um grande chocolate e chorar o que te apetecer. Mas sê forte e corajosa. Não tens que ter medo.

Chove, chove...

Há aqueles que chovem, chovem, mas não molham. Os mesmos que ladram
mas não mordem, que ameaçam, refilam e são do contra só porque sim. Às
vezes custa trabalhar com uma pessoa assim, que nos chaga a cabeça com
fornicoques que não lembram a ninguém, que nos magoa quando às vezes
diz disparates que não lhe passaram pelo filtro da sensatez.
E depois há os outros. Aqueles que não perdem a postura, que se deixam
sempre ficar por meias verdades e meias palavras, que meticulosamente
reflectem cada palavra, cada gesto, cada acção, como um jogo de
xadrez. Raramente se enervam e têm uma ponderação exemplar. E é destes
que eu tenho medo. Porque em silêncio e pé ante pé, são os primeiros a
trocarem-nos as voltas sem sequer darmos por isso. Porque são aqueles
que não chovem, mas molham que se farta. O meu caro chefe é destes,
que ladra pouco mas bem... Estou sempre a ver quando é que vai morder.

E ontem lá voltei à pedinchice, por aquelas coisinhas que nem devia
ter que pedir. Ele nem tugiu nem mugiu. Nunca sei se é bom ou mau
sinal.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sensível...?


Às vezes não se sou eu que sou demasiado sensível aos sentimentos dos outros, se há gente que até é inteligente e a quem de vez em quando dá para o disparate.
Tenho um colega que é uma pessoa humilde, que foi criada com dificuldades. Casado, com filhos, ganham "bem" mas não ganham fortunas, pagam casa, carro e despesas, e tentam juntar os trocos que sobram. Todos sabemos que são pessoas simples, que viajam muito pouco.
Tenho outra colega que todos sabemos que além de ganhar "bem" tem muito poucas (mesmo poucas ou nenhumas!!!) despesas. Farta-se de viajar e está, obviamente, no seu direito. Bem como de partilhar os detalhes com os colegas, claro. E esteve a planear uma super viagem, daquelas viagens de uma vida a sítios exóticos que não lembram ao comum dos mortais, mas que é o destino de sonho do colega 1.
Um destes dias, sem mais nem ontem, dirigiu-se ao colega 1 e disse-lhe "Olha, cuidado quando estiveres a planear a tua viagem ao sítio X!".
Nós ficámos a aguardar o desenvolvimento da conversa. Ele perguntou-lhe se não era uma viagem muito cara, ao que ela respondeu que "Ehh... Mais ou menos... São uns 4.500 ou 5.000€ por pessoa". Ao que nós deixámos cair o queixo e ele disse, com a sua humildade, "Sabes, eu só fazia essa viagem se um dia tivesse muito dinheiro...".
Digam-me: Eu é que sou muito preocupada com os sentimentos dos outros?

Mania das pressas

Há tanto que quero ainda fazer, ter, ser e descobrir. Há tanto que
quero viver que sinto que não tenho tempo a perder, que o presente é
hoje e agora e o futuro escreve-se neste momento.
A pressa é tanta que nem me apercebo que enquanto o mundo dá uma volta
eu já dei duas ou três, e que a este ritmo mais parece que fujo da
vida ou que a quero apanhar.
É difícil lembrar-me, todos os dias, que a vida também é o hoje e o
agora, e que o momento em que se planeia e escreve o futuro se chama
presente. É contra-natura, porque eu vivo no futuro. Eu vivo na
correria de chegar sempre mais longe, a uma meta que nunca alcanço
porque corre à velocidade a que eu sonho e ambiciono.
Tudo tem o seu momento e eu tenho que aprender a sentar-me, a olhar o
mundo pela janela, a acalmar o ritmo do meu coração para que o mundo
me apanhe. Para que os momentos cheguem todos, na vez deles. Para que
os sonhos se realizem todos, quando for altura disso. Para que a vida
corra. Dia após dia, à velocidade que ela bem quiser. Antes que a
ferocidade com que quero tudo me consuma.
A minha única pressa devia ser em aprender esta lição.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Hurray!


Reconquistei a vontade de ler. Sinto-me mais eu, agora que comecei a ler um livro ontem e acho que ainda o acabo hoje. Hurray!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Perfection is also letting go


Não respirei. A luta dela, pela perfeição, é a minha. Todos os tiques, os jeitos, as obsessões e os nervos, são tão parecidos com os meus. Também me revi na determinação e na coragem, doa a quem doer. Não respirei do início ao fim do filme, porque senti todas aquelas emoções e todas aquelas lágrimas.
Não quero que a minha história acabe assim. Tenho que aprender a deixar-me ir. A viver mais.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Been there, done that


Sempre fui aquela que caía. A mais frágil, a que precisava do teu ombro, a que dizia que não conseguias perceber como me sentia. Podias não compreender, mas nunca me deixaste. Nunca me viste sofrer sem tentares tudo ao teu alcance para me deixares melhor.
Eu, que sempre fui a que dizia que não conseguias perceber o que sentia, deveria ser a primeira a perceber o que tu sentes. Mas não. Foi tão mais fácil desconfiar, dar razão à tua tristeza, tirar-te a mão que tanto precisavas. Estúpida. Eu. Been there, done that. E quando os papéis se invertem, revelo-me na pessoa mais insensível do mundo. Logo eu, que consigo compreender o que sentes.
Logo eu, que faz hoje cinco meses jurei perante todos e Deus que estaria ao teu lado, na saúde e na doença. E assim o farei, prometo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O que nos lixa?

Hoje de manhã ia escrever sobre todo este movimento da nossa geração que passou de rasca para à rasca, mas a minha querida comadre antecipou-se e não tenho necessidade de repetir o que ela já muito bem disse.
Acrescento só mais um bocadinho de lenha à fogueira, só mais uma achega para que nos consigamos todos entender sobre este assunto.
O que nos lixa não é só a crise. Nem a de valores, nem a económica. O que nos lixa é que fomos apanhados numa lacuna entre o que a sociedade nos preparou para sermos e a falta de preparação da sociedade para nós.
Crescemos a ouvir dizer que era preciso estudarmos, porque quem estuda vai longe e tem melhores condições de vida. Estudámos, tirámos licenciaturas, mestrados e pós-graduações. E desembocámos num mercado sem capacidade para absorver tanta gente formada. E tal como estudámos, quando a oferta é maior que a procura os preços baixam, e afinal estudar não nos traz uma qualidade de vida assim tão superior.
Fomos educados a seguir uma área que nos apaixone, que trabalhando no que gostamos somos bons e somos felizes. Foi o que fizemos, com a certeza que era o melhor, até nos começarmos a aperceber de que gostar do que se faz não é suficiente para ser feliz. Ter trabalho ajuda, ser (bem) pago e ter alguma independência também não é má ideia.
Ensinaram-nos a importância de lutar pelo que se quer, de ser dinâmico, criativo, pro-activo. Mas quando nos regemos por esses ideais, somos jovens tolinhos que acabaram de sair da universidade com a mania que sabem tudo. E cortam-nos as pernas à primeira oportunidade, porque há muito poucos chefes preparados para serem líderes de uma geração que estudou, que tem cérebro, que tem ideias e que quer ser parte activa do negócio em que trabalha.
Criados por uma geração que fez dos cravos uma revolução, fomos incentivados a fazer valer as nossas ideias e convicções. A não deixar que nos pisem, a sermos exigentes connosco e com os outros. Com esse espírito chegamos ao mercado de trabalho e rapidamente arrumamos as convicções no bolso porque ainda estamos na sociedade do eu mando e tu obedeces, em que um aumento não é um direito mas sim um favor que nos fazem. Pedir um aumento, reivindicar por melhores condições de trabalho, não aceitar ou concordar com tudo o que nos dizem, afinal é ser insolente, sempre descontente e preguiçoso.
Assim nos tornamos na geração que vai sendo capaz do melhor e do pior, da geração que não casa e só se divorcia. Porque somos todos intolerantes, mimados e impacientes, mas afinal o que acontece é que nos ensinaram que entre homem e mulher deve haver igualdade, e quando vamos a ver há umas quantas pessoas que se devem ter baldado à parte prática desta disciplina.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Passado


Tu não és o teu passado. O teu passado é parte de ti, a parte que passou. O que os teus olhos viram, o que o teu coração sentiu, o que a tua cabeça decidiu. O que tu viveste, o que erraste, o que aprendeste. Tudo isso é o teu passado, tudo isso é parte de ti, tudo isso passou por ti e deixou-te aqui, vivo e exactamente como és, no presente. Onde os teus olhos vêem coisas novas, o teu coração sente de forma diferente, e a tua cabeça pode decidir por onde queres ir. Não deixes que o passado seja presente, ou pior, não deixes que o passado esteja entre o teu presente e o teu futuro. Faz do presente um passado que um dia te orgulharás. Faz do presente um momento em que és feliz, em que fazes tudo o que sempre sonhaste e és tudo o que sempre quiseste. E no futuro terás um presente mais sorridente e um passado de que te orgulhas. E um futuro cada vez melhor.

Sonsisse

Odeio pessoas sonsas, falsas e fingidas, que escondem atrás de
trejeitos muito polidos de ironia e boa educação o que gostavam
realmente de estar a dizer. Não gosto, porque são estas pessoas que
quando menos esperamos, nos passam a perna e nos fazem a vida num
inferno. Irrita-me gente assim, que me responde e trata como se olhar
e falar para mim fosse um grande favor que me estão a fazer. "Já viste
que eu, do alto da minha sapiência, experiência, esplendor e
grandiosidade, estou a dedicar dois minutos do meu tempo a fingir que
oiço o que estás a dizer. Não achas que estás a pedir de mais, sua
reles jovenzinha insignificante, que eu dispense mais dois a
responder-te?". E eu meto a viola no saco, esboço um sorriso e
baixinho peço desculpa por incomodar tão precioso tempo. Quando na
realidade esta sou eu a tentar fazer o meu trabalho e cumprir os
prazos que me deste, e este és tu a ser um idiota chapado que não
percebe que o meu trabalho pode não ser tão bem pago como o teu, mas
também é importante.

Ser forte


Não acho que ser forte seja inato, ou somos ou não somos. Não. Ser forte nem é sequer algo constante, são momentos-chave em que perante duas hipóteses, escolhemos não a mais fácil, nem a mais apetecível, mas a mais correcta.
Uma vez ouvi o alpinista João Garcia a contar a sua história, e dizia ele que muitos dias não lhe apetece treinar. Porque está frio, porque está cansado, porque queria mesmo ver esta série na TV. E dizia ele que na grande maioria das vezes, mesmo sem querer, se forçava a levantar-se da cama. Porque cada dia de treino perdido, é um dia de treino que nunca mais se ganha. Porque sabe que quando estiver num momento crucial, no alto de uma montanha, todo e qualquer bocadinho de treino faz a diferença.
Nos meus primeiros testes da escola, ficava sempre muito nervosa na manhã do teste. Consciência pesada, de quem tinha passado a tarde anterior a fazer tudo menos a estudar. E a minha mãe dizia-me: Agora não vale de nada estares nervosa. O que estudaste, está estudado. Se foi suficiente, muito bem. Se não foi, que te sirva de lição para a próxima que estudar é antes dos testes. E este chá que ouvi tantas e tantas vezes, é o que me faz agora ser o que alguns chamam de forte.
Há um objectivo? Pois bem. A escolha é lutar ou entregar nas mãos de Deus. Eu escolho lutar, se o quiser muito. Quero-o muito? A escolha é trabalhar e fazer tudo nas minhas mãos para o concretizar. No momento certo, porque há tanta coisa na vida que é como nas montanhas: Ou fazemos antes da escalada, ou não nos será útil. Se me apetece sempre fazer o correcto? Não, não me apetece, nem o faço sempre. Mas faço-o sempre que sei que daí depende o sucesso ou insucesso dos meus objectivos. Porque há algo maior por trás: O sucesso ou insucesso dos meus objectivos não se fica por ali, pelo dia em que completei a licenciatura ou arranjei o primeiro trabalho. Permanece na minha vida, influencia-a positiva ou negativamente, tem consequências no caminho que farei, no meu futuro e colateralmente no futuro dos que estão à minha volta.
O que não quer dizer que não peça a Deus para me ajudar, para me empurrar naquele bocadinho pequenino que me está a custar tanto. Assim como peço ao meu marido que me obrigue a levantar, assim como peço à minha C. que me envie energias positivas lá de longe. Mas o trabalho, esse sou eu que o faço. Na altura certa. Com os medos e receios naturais, mas sem baixar os braços.
O "faço amanhã" não existe, a inércia permanece e ainda se agrava. Mas às vezes ser forte também é saber parar, saber que está na altura de desistir, que não podemos fazer mais. E aí... bom, aí tenho muito para aprender.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quando fores gente


Quando fores gente, uma gente ainda pequenina, vou falar para a barriga da tua mãe para que reconheças a minha voz. E vou perguntar mil vezes à tua mãe se anda a comer bem, se não anda a trabalhar nem a esforçar-se muito. No dia em que decidires que nos queres conhecer, lá estarei à tua espera, a acalmar os nervos dos teus pais e avós, e a chorar com eles quando soubermos que já cá estás e que estás bem.
Vou querer saber tudo. Se comes, se fazes cocó, se choras de noite. E vou ficar contigo por umas horinhas, para os teus pais poderem ter um tempo só para eles. Depois chegará o dia em que te baptizarás, quem sabe se não será na quinta onde os teus pais se casaram e onde eu, passadas três semanas, me casei também.
E a cada ano que passar, vou chegar a tua casa com um bolo de aniversário lindo, que seja exactamente aquilo que tu queres nesse ano. A certa altura deixarás de caber no meu colo, mas vais saber e sentir que estás sempre no meu coração. E nessa altura, vou-te raptar para irmos almoçar ao Mac Donalds, e os happy meals e os gelados serão um segredo só nosso. E nas férias da escola, quando os dias já forem longos de mais, vens passar uns dias à província.
Vou-te ver a tornares-te gente. Gente crescida, cheia de ideias e ideais, com um grande sorriso e um futuro risonho pela frente. E terás o meu ombro para chorares, no teu primeiro desgosto de amor. E podes contar comigo para convencer a tua mãe a deixar-te ir à discoteca.
Vou-te ver crescer, tornares-te naquilo que quiseres e sonhares. Vou-te apoiar sempre e puxar-te as orelhas quando mereceres. Acima de tudo, vou tentar que saibas que nunca, nunca estarás só.
Quando fores gente vais chamar-me madrinha, e nada me fará mais feliz. E agora, enquanto és só um projecto já tão amado, sei que vou sentir o coração a bater descompassado de cada vez que vir o número da tua mãe no meu telemóvel. E nesse dia vou abraçá-la. Com muita força, com a sintonia de quem partilha tanto.
E nesse dia, a primeira coisa que te vou dizer é que és um bebé de sorte, que tens uns pais fantásticos, que moverão montanhas se a tua felicidade depender disso.
Ps: Gostava que assistisses à defesa da minha tese, dentro ou fora da barriga. Achas que podes fazer esse jeito à madrinha...?

Be my valentine


Be my valentine. Com um sorriso, porque é assim que te gosto de ver. Amo-te.

Inteligência Emocional [2]


Auto-Controlo
Quase ou tão importante como conhecê-las, é controlá-las. Ser calmo, ponderado, pensar duas vezes antes de agir. Porque agir sem pensar é deixar as emoções tomarem as rédeas, e o risco de sair asneira é um bocadinho maior. Deixar a impulsividade de lado e o coração ao largo, sobretudo quando as situações assim o exigem.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A ver o rio

Às vezes é preciso parar e deixar as coisas andar. Porque planear cansa, sonhar cansa, e as desilusões cansam ainda mais. E por isso às vezes o melhor é mesmo deixar o rio correr debaixo da ponte e debruçarmo-nos, a olhar. A acreditar que a algum lado vamos parar e rezar para que seja um bom porto.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Kika no trabalho


A Kika começou a trabalhar com 21 aninhos. Isto se não contarmos com um estágio feito ainda durante o curso. Como em tudo na sua vida, sempre pôs o coração em tudo o que fazia. Empenhada, a vestir a camisola e a sentir a empresa como sua. Ingénua e imatura, deixava-se muitas vezes enganar e via as suas ideias serem apropriadas e usadas por outros. Então a Kika foi crescendo, foi pensando sobre estes assuntos e foi conversando com uns e outros, recebendo conselhos e analisando os contextos. E percebeu que o mundo do trabalho é um mundo de cão, de cada um por si, de usar os outros como degraus. Apesar de não gostar deste mundo e de não ser capaz de se comportar assim, a Kika começou a ser mais ponderada. A ter mais calma, a precaver-se sempre que possível contra problemas ou usurpações de talentos e trabalhos. Continua a mesma menina de 21 anos, entusiasmada com o seu trabalho, com as pequenas vitórias e com o sucesso dos outros. Mas aprendeu depressa que baixar um bocadinho a cabeça é servir de degrau para os outros. E assim vai andando, a Kika no trabalho. Aprendendo mais a cada dia, mudando a cada mês. Mas sem perder algumas características, como um sorriso ou um elogio ao trabalho de outro num momento de pressão.


Aqui está o novo espaço temático deste blog. Tal qual livros da Anita, vão conhecer melhor como é a Kika em vários sítios, momentos, contextos. Aceitam-se sugestões para o próximo "A Kika..." :)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Perdida

Diz-se que o optimismo é meio caminho andado e que pensar positivo faz
as coisas acontecer. Eu própria acho isso e esforço-me para viver
assim, cheia de fé mesmo quando os dias me correm menos bem.
O pior de tudo é que às vezes a minha fé ilude-me. A minha crença, o
meu positivismo, a minha força interior, levam-me a acreditar tão
piamente que tudo se resolverá pelo melhor. E depois, em dias como o
de hoje, em que acordo e gasto as minhas forças para me convencer que
será um dia bom, segue a vida com mais uma reviravolta, mais um
imprevisto, mais uma barreira. Logo agora, que gastei as minhas forças
a acreditar que ia ficar tudo bem. Logo agora, que me preparava para
saltar os obstáculos com mestria. Logo agora. Tiram-me os obstáculos e
substituem-nos por paredes. E as paredes não consigo derrubar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Esperança

Respirar fundo e ter esperança. E acreditar, com muita fé, que tudo vai ficar bem.

Livros


Tenho cá em casa uma lista enorme de livros por ler. Tenho na minha agenda uma lista enorme de livros para comprar, porque os quero ler. E as listas vão crescendo, e os livros vão se acumulando. Tenho aqui livros que, noutros tempos, me durariam as horas que fossem precisas até o acabar, sem pausas. E agora ali estão eles, quietos na estante, com tanto para me contar e tanto para me fazer viver, e eu aqui. A lembrar-me deles todos os dias mas sem lhes conseguir pegar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Inteligência emocional [1]

E agora, algo mais sério. Ninguém questiona a importância da inteligência emocional.


Conhecer
Conhecer cada emoção que nos inunda, senti-la e compreende-la individualmente. Entender de onde vem, porque vem e como nos faz sentir. Perceber o que essa determinada emoção provoca em nós. O que nos leva a fazer, de bom ou de mau.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Crónicas do trabalho [2]


É preciso não esquecer que as pessoas, a maioria das pessoas, são más. Por trás dos olhares e posturas calmas, por trás das palavras brandas e da curiosidade mascarada de preocupação, esconde-se uma vontade enorme de vencer sem olhar a meios. E o meio posso ser eu, agora ou amanhã. E quando eu for o meio, não há amizade nem bons valores que me valham. É para pisar, pisa-se. Porque o meio é "só" um caminho, mesmo quando o meio também é gente.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Aprender a gostar


Aqui estamos nós outra vez. Em mais uma encruzilhada da nossa vida. Com mais ventos de mudança. Afinal, já estávamos "na mesma" há uns seis meses...
Nunca olhei para as mudanças de forma negativa e não vou começar agora. Gosto da expectativa, do frio na barriga, da esperança que tudo vai correr bem. E aprendi a gostar de estar nos "in betweens", aprendi a apreciar as vantagens dos momentos de adaptação, como aprendi a apreciar os momentos de estabilidade.
Mas a verdade é que não deixa de ser turbulento. E este fim-de-semana pareceu-me um oásis no meio do deserto, cheio de sol quente a meio do inverno, cheio de tranquilidade, serenidade e amor.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fogo

Como é que eu nunca me tinha lembrado disto? A vida é mesmo uma maratona.
 
Neste momento a minha é mais uma corrida de obstáculos. Quando houver tempo escrevo mais sobre o assunto.

Maratona

"Às vezes nada se ganha em dar murros em ponta de faca.A vida não é uma corrida de 100 metros, em que disparas e tens de alcançar tudo numa explosão.A vida é mais uma maratona. De resistência, de persistência, de resilência. Sem se render e sem abdicar de nada, mas numa passada constante, firme e a longo prazo.Vai semeando , mantendo o teu bom desempenho. Murros em ponta de faca, reivindicaçoes constantes, afirmações de personalidade são meio caminho andado para seres O alvo a abater."

Mesmo o que precisava de aprender. Obrigada, querido/a anónimo/a. Se por aqui continuar, o e-mail está ali ao lado.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Stand up for yourself


É assim que eu me sinto. Com necessidade de me fazer valer, de fazer ouvir a minha opinião, mesmo quando vai contra todos ou só contra quem manda. E é isso que eu faço, mesmo que muitas vezes ache que ganhava mais em estar calada.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Crónicas do trabalho [1]


Há uma coisa que me deixa delirante. É o profissionalismo, a moral e os bons costumes apregoados, hasteados como a bandeira nacional que demonstra a nossa vivência total de um patriotismo fingido, que neste caso não se refere ao país mas sim aos valores que se diz ter. Por vezes, até se vive um ou outro dia à luz desse tal profissionalismo que tanto nos caracteriza. Mas chega sempre o dia em que tudo o que se cuspiu para o ar lhes cai na testa, na altura em que mais do que tudo é importante puxar todos os galões e mais alguns para evidenciar (como se não soubéssemos) quem manda. Especialmente quando é uma potencial win-lose situation, mesmo que a uma escala mínima, que os faz perder a humildade que está entre os bons costumes, a seriedade e o profissionalismo, e dizerem-se chefes porque sim, porque mandam.
E nós? Fazemos continência...