quarta-feira, 31 de março de 2010

Escolhas

É sempre mais fácil focarmo-nos nas milhares de razões para não amar. Mas não me parece que seja tão proveitoso ou feliz.
A escolha é nossa.

terça-feira, 30 de março de 2010

Casa

O sonho de muita gente é ter uma casa grande ou muito boa.
Essas pessoas poupam durante algum tempo para terem capacidade de a comprar ou mandar construir, E/ou pedem empréstimos com uma prestação um pouco mais alta do que a que pagariam para uma casa mais pequena. Depois há outras, que acham que o que vale mesmo a pena é aproveitar a vida, e ou não compram casa ou optam por uma que lhes permita alguma margem para outros gastos.
Qual é a vossa opinião sobre este assunto? Quais foram as vossas decisões?
Vale a pena gastarmos quase todo o dinheiro que temos (seja antes enquanto poupamos ou depois com as prestações de um empréstimo) numa casa, mesmo que para isso tenhamos que abdicar das viagens e das roupas novas? Ou o melhor é escolher uma casa de um valor que possamos pagar e que não nos faça abdicar dos pequenos luxos de que todos gostamos?
Quais foram as vossas decisões, e quais os argumentos que pesaram?

Aqui vou eu


Aqui vou eu.
Não, não vou para a Zambujeira do Mar (mas gostava). Vou para mais um dia cheio, tão cheio que hoje até o almoço é em trabalho. E quando lá estiver, a olhar para os engravatados exibicionistas a trocar cartões como se não houvesse amanhã, vou me lembrar desta imagem. E enquanto faço que sim com a cabeça para que ninguém perceba que não os oiço, vou viajar até lá. E vou deitar-me ao sol, à beira da piscina, e acabar o livro que estou a ler há quase um mês. E como o dia vai estar fantástico (nas viagens na nossa cabeça, o dia está como quisermos), ainda vou ter tempo de começar um livro novo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O que achavam?

Imaginem que têm dois acontecimentos possíveis, o A e o B. Se forem ao A não podem ir ao B, e vice-versa.
O melhor, o vosso preferido, é o B, que caso se concretize, será lá para meio do mês. O outro (o A), também potencialmente bom (mas não igual ao B) era para ser na segunda-feira passada. Mas foi adiado para quarta-feira. E foi adiado para segunda-feira e agora é novamente adiado para a próxima semana.
O que achavam?
Azar, por o A ser constantemente adiado? O universo a conspirar para a hipótese que mais gostam ser possível? Um aviso para esperarem pelo A?
Determinismo? Predestinação? Causalidade? Nada disso…?

Vida natural

Sinto cada vez mais uma necessidade intrínseca de uma vida natural. Calma, em paz, ao ritmo do meu relógio e não do relógio dos outros.

Preciso de estar em contacto com o sol, de estar em comunhão com o vento e a chuva. Faz-me muita falta respirar fundo, ter tempo para inspirar e sentir-me viva. Meditar, conhecer-me, dar-me à introspecção e ganhar com isso o conhecimento do que é pura e simplesmente meu, do que me faz verdadeiramente feliz.

Quero inscrever-me nas aulas de yoga, quero escutar-me, escutar o mundo e viver em paz.

Quero muito, muito, muito, ter uma vida mais natural natural e pura. Só não sei por onde começar.

Dicas?

sábado, 27 de março de 2010

Tabus

Alguns assuntos são tabu, sem razão de ser. Normalmente, esses assuntos tabus são tão reais e tão importantes para todos nós como o respirar.
Os problemas psicológicos são um desses assuntos, que na minha opinião deviam ser falados, debatidos, discutidos. Sem estigmas, sem vergonhas, porque quem nunca lá passou que atire a primeira pedra.
Esta altura do ano é propícia a pequenas (ou grandes) tristezas, sentimentos de infelicidade e outros que tais. É assim na natureza, quando o sol começa a querer aparecer mas a chuva não vai embora; Quando as folhas começam a surgir nas árvores e as flores começam a polvilhar de cor as paisagens. Nesta mudança de estação, tal como naquela em que as folhas caem, os nossos corpos ressentem-se. De maneiras diferentes, é certo, mas ressentem-se. O cabelo cai mais, as unhas ficam frágeis...
Se é assim na natureza e no nosso corpo e não temos pudor em falar, porque havemos de ter vergonha de dizer que também é assim na nossa alma? Que nos sentimos cinzentos como o céu, mesmo quando o sol tenta brilhar?
Não significa que temos um problema mental, e que significasse! Alguém tem vergonha de ter uma gripe? Alguém esconde que é internado com uma pneumonia?
A depressão, tal como a bipolaridade, a hiperactividade e os distúrbios do comportamento, são reais. Afectam-nos, comprometem a qualidade de vida tanto ou mais que uma doença física. E, infelizmente, afectam cada vez mais gente.
Então porque é que nos calamos? Nós, que vivemos no século XXI. Nós que somos tolerantes com as diferentes raças, credos e orientações sexuais. Nós que não somos capazes de dizer: Estou deprimido, ando no psiquiatra, ando no psicólogo. Nós, que olhamos de lado quando alguém nos diz uma destas coisas, e pensamos: Coitadinho.

E tem graça. Se todos falássemos abertamente destes problemas saberíamos que nunca, nunca estivemos sozinhos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Demónio das compras

A ida ao shopping fez descer em mim o verdadeiro demónio das compras.
Desconhecia a Blanco, mas quando soube que era uma das novas lojas da região dei uma olhadela ao site e... Quero estes looks todos.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Shopping

Estou contente, aos pulinhos sem caber em mim de tanto contentamento.
Abriu um shopping aqui nesta terra. Mas é um Shopping à maneira, como tudo a que tenho direito. Todas aquelas comodidades que se tornaram em comodidades de fim-de-semana-de-quinze-em-quinze-dias, quando sai de Lisboa.
Agora tenho celeiro, com cereais da Jordans e empadas de espinafres. E a Natura, com uma colecção nova linda de morrer. E a blanco, e a stradivarius, e a springfield mulher. E a Douglas e a Boutique dos Relógios, e um kiosk da swatch e outro da Sigg.
A minha veia consumista está ao rubro.
Liguei ao meu noivo, compreensivo e amável, para partilhar esta euforia que tomou conta de mim. Ia dizer-lhe que era boa ideia evitarmos as enchentes, e irmos visitar o shopping no nosso primeiro dia de férias. Mas ele, compreensivo e amável (E ainda mais consumista que eu), antecipou-se e sugeriu: Então nas férias mudamo-nos para lá?
Pareceu-me boa ideia. E optámos por dormir loja dos doces.


Hoje estou em dia de precisar de mimos.
Apetece-me receber presentes e abraços, e elogios sinceros.
Apetece-me mudar, sair daqui, cortar com a inércia instalada.
Tentar a minha sorte, tentar voar, ir mais longe e ser feliz.

cha-cha-changes

Uma das palavras de ordem nas empresas actualmente é mudar.
Muda-se de colaboradores, mudam-se os colaboradores, mudam-se as equipas e mudam-se as tarefas.
A empresa onde trabalho é o ex-libris disso mesmo.
O actual Director de Recursos Humanos era o antigo Director Administrativo, o actual Director Administrativo já foi Director de Marketing, o actual Director de Marketing era o antigo Director Comercial. E por aí fora. Eu já estive em quatro secretárias diferentes, com quatro directores diferentes, sempre com as mesmas funções. Há quem nunca tenha saído da mesma secretária e já tenha tido três ou quatro funções diferentes na mesma equipa, ou que mantendo as funções já mudou várias vezes de equipa.
Só na última semana: Mudei de secretária num dia, passados dois dias uma colega passou para outra equipa, o que significou um reajustamento das tarefas, e não me parece que vá ficar por aqui.
Sou nova, não sou renitente à mudança, e mesmo assim custa-me. É difícil habituar-me e desabituar-me. Sobretudo porque, tudo o que é demais enjoa. Até as coisas boas, como as mudanças devem ser.
Na verdade, isto parece um jogo de cartas. Eles estão a jogar, e nós somos as cartas. Baralha e dá. Joga, volta a jogar, e o Ás de paus passa para o jogador do lado. Um ganha, outro perde, juntam-se as cartas, baralha-se e volta-se a dar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu até sou boa rapariga... III


Está na hora de reformar o 212 Sexy.

Actos falhados

Se Freud lesse o meu blog, daqui a pouco estaria a rir-se e a dizer: Kika, são os actos falhados... É o inconsciente.
Então não é que cheguei a casa, arrumei umas coisas, vesti o pijama e aprontei-me para me entregar de corpo e alma a uns artigos que tenho para ler. Fui buscar o portátil e... Onde estava o portátil? Nem na cozinha, nem na sala, nem no quarto, nem no corredor... Em lado nenhum. Até que se fez luz. Abri a porta da rua e lá estava ele, do lado de fora, no chão.
Acho que não é preciso dizer mais nada.

terça-feira, 23 de março de 2010

Sabor da saudade

No primeiro dia que entrei na faculdade onde estou agora, fui inundada pelo cheirinho a croissants torrados que vinha do bar. Em segundos, estava de volta à escola secundária, aquele bar pré-fabricado onde se jogava matrecos e se comiam as melhores napolitanas e os melhores croissants mistos aquecidos do mundo.
Os croissants de massa de pão de leite, com queijo e fiambre, aquecidos/torrados são o meu sabor da saudade. E para os sabores da saudade, todos os momentos são bons momentos.
A semana passada, foi um lanche tardio.
Hoje foi um jantar fraquinho, um peixinho da cantina que mais parecia sola de sapato.

Incoerência

Sei que não tenho nada com isso, mas custa-me a incoerência das pessoas. Daquelas que passam os dias a chorar o seu triste fado mas que afinal, até nem são tão tristes assim.
Pessoas que se queixam que são as piores, as mais mal pagas, as mais desgraçadas, que qualquer dia não têm dinheiro para dar de comer aos filhos. E que depois gastam 1000€ num tratamento redutor, numa clínica chiquérrima que começa por P. Ou que, coitadas, têm um carro que está a cair de podre, mas não o podem trocar por qualquer um. Tem que ser um Qashqai, ou outro da mesma gama. Que olham de lado quando uma pessoa conta que foi passar um fim-de-semana fora ou que foi a um cinema, mas depois pergunte-se onde estiveram no sábado e a resposta há-de oscilar entre um ou outro centro comercial, de onde voltam cheias de saquinhos com vestidos, malas e camisolas da Desigual ou calcinhas da Salsa. Para elas, claro. Que os filhotes vestem roupinha do hipermercado que crescem tanto que não se pode.
Não tenho nada com isto, é um facto. Cada um vive como quer, é outro facto. Mas a incoerência mexe realmente comigo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A vida resolve-se sozinha

Se eu me lembrasse sempre que a vida se resolve sozinha, era mais feliz.
Porque na verdade, é mesmo assim. A vida resolve-se sozinha. Nós temos que nos mexer, temos que andar, temos que correr e lutar, mas por mais perdidos e indecisos que estejamos, não vale a pena. Porque a vida resolve-se sozinha. Decide por nós, poupa-nos horas de agonia e de nervoso, se a deixarmos.
Passamos horas a sofrer por antecipação, com aquele nervoso miúdinho que nos consome. E para quê? Para nada. Porque no fim, tudo se esclarece e decide. Porque a vida resolve-se sozinha. Pelo melhor, sempre.

Mediocre

Imaginem um cruzamento, com quatro caminhos. Ali no meio, exactamente no meio, é onde me sinto. Quando penso em mim, é esta a imagem evocada.

Se antes tinha um dia mau de vez em quando, em alternância com muitos dias bons, agora tenho sequências de dias medíocres, nem maus nem bons, assim-assim. E se há coisa que abomino é a mediocridade. Este estar e não estar, ser e não ser, sorrir sem vontade. Sinto que me perdi, a páginas tantas. Apetece-me largar tudo e abrir uma guesthouse em pleno Alentejo. Ou arranjar trabalho no Brasil e fugir para lá. Apetece-me deixar tudo e trocar os meus dias por outros dias, com mais cor, mais sabor, mais alegria. Mais paz de espírito. Porque este fim-de-semana, disse que se há coisa que o dinheiro não paga, é a paz de espírito. E é mesmo verdade.

domingo, 21 de março de 2010

Procura-se

Destino para fim-de-semana a dois, relaxante e com muito sol. Em Portugal.
Aceitam-se sugestões.

sábado, 20 de março de 2010

Pai II

Acho que é justo acrescentar uma coisa ao post do pai.
O meu pai não teve nenhum filho. Nenhum rapaz para levar ao futebol, para ensinar a sua vocação de handy handy, para jogar consola ou andar de bicicleta com ele.
Até. Até que adoptou o meu futuro marido como um filho. E lá vão eles ao futebol e até lhe comprou um cachecol do Benfica. E entreolham-se quando eu estou a ralhar com eles. E fazem caixinha quando não lhes apetece arrumar a cozinha. E lêem os dois o mesmo jornal, enquanto bebem café e comem um pastel de nata.
E eu sei que para o meu futuro marido, ele é o pai que ele gostava de ter tido.

E é por isto que eu acho que, quando nos casamos, ganhamos muito mais (ou muito menos, depende) do que apenas uma pessoa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pai

Quem é que…

… Comia o Happy Meal do Mac Donalds há uns 15 anos atrás, cheio de sacrifício, para eu poder ficar com os bonecos?

… Me trazia cadernetas de cromos das Polly Pockets, dos cães, dos gatos, da branca de neve e outros que tais, e os colava com tal brio que a minha caderneta era sempre a mais bonita de todas?

… Me deixava usar o seu pouco cabelo para cobaia das minhas brincadeiras de cabeleireira?

… Me ia buscar à discoteca às duas ou três da manhã?

… Me chegou a levar pens e trabalhos à faculdade, porque precisava, porque alguma coisa corria mal, porque me esquecia?

… Carregou com os nossos móveis e fez toda a bricolage da nossa casa?

… Lê o meu blog todos os dias, só para saber se estou bem?

O meu pai, claro está.

O melhor de todos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Apaixonada

Estou apaixonada por este vestido.

Colecção 2010 Smf Jeans.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Muita burrice junta

Conversa entre dois chefes aqui da empresa (sobre alguém de uma outra empresa):

Chefe 1 (C1): Então mas quem é ela?
Chefe 2 (C2): É um bibelot decorativo.
C1: (Gargalhada). Mas é de que área?
C2: Oh, deve ser qualquer coisa do Marketing ou das Relações Públicas, é da imagem.

A sério. A ignorância e a falta de humildade para aprender tiram-me do sério. Isso e dizerem isto à minha frente. Mas isso são outros quinhentos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Dilema

Já não me aguento acordada e atenta às aulas até à meia noite sem café. O meu estômago está, à semelhança do que já aconteceu tantas vezes, a começar a rejeitar o café e fico enjoada.

sábado, 13 de março de 2010

Das aulas

O resultado de duas semanas de aulas é assustador.
Apesar de comer muito mais que o normal, estou mais magra. As minhas unhas estão tão frágeis, que se desfiam literalmente quando são limadas. Usá-las curtinhas, a partir de agora.
Tenho a casa ligeiramente (muito) desarrumada, mas parece-me que ganhei mecanismos de defesa. Já nem vejo os cinco pares de botas que estão desarrumados junto à entrada, já nem reparo se a bancada está muito ou pouco suja.
Não faço um bocadinho de exercício desde o fim-de-semana passado, isto se andar às compras contar como exercício físico.
Tenho mais de 600 posts por ler no reader, fora os que li e não comentei. Achava que ia ser agora, mas não me parece que o meu cérebro consiga alinhavar mais dois pensamentos direitos.
Talvez mais logo, ou talvez amanhã.
Ainda assim, ando felicíssima, delirante e entusiasmada. Vá-se lá perceber.

quinta-feira, 11 de março de 2010

I hate the feeling...

icanread
 
Eu, que sempre me considerei uma pessoa resoluta, decidida e sem medos, dou por mim a ter medo do que me apetece. Pior, do que acho que me apetece. Porque não sei bem.

São receios, são "ses" e "talvezes" que me enchem de medo. E se um dia, eu acordar e vir que fiz tudo errado? Que não devia ter mudado, e mudei? Que não devia ter feito, e fiz? Que não devia ter dito, e disse? E se um dia a vida me mostrar que errei e que as minhas decisões não foram assim tão acertadas?

Por outro lado, se não mudo, faço ou digo, corro o risco de um dia acordar e pensar: Devia ter mudado, devia ter feito, devia ter dito.

Sei o que quero. Sei muito bem o que quero. Não tenho a certeza de qual será o melhor caminho. E tenho medo do que me apetece.

 

As luzes desta imagem ofuscam-me os olhos, de tão brilhantes. E esta frase é tão verdade, que dói.

quarta-feira, 10 de março de 2010

À superficie


icanread

Esta semana tem sido passada apenas a tentar manter a cabeça à superficie da água. Sem me preocupar muito com nadar, concentro as minhas energias em não me afogar. Em não me deixar levar pela corrente. Obrigada pelas palavras bonitas no último post. Preciso definitivamente de energias positivas. E as vossas palavras são um bálsamo para mim.

terça-feira, 9 de março de 2010

Aviso à navegação

Estou numa fase tão má, mas tão má, que já cheguei a pensar ficar em casa para não me acontecer nada.
Ontem, entre vários azares, o carro ficou sem bateria e tivemos que o empurrar, debaixo de muita chuva, e chamar reboque porque não pegava.
Hoje, ainda não são onze da manhã e já estou à beira de um ataque de nervos, porque pela segunda vez perdi um documento no qual estou a trabalhar há duas semanas.
Eu bem tento pensar que depois da tempestada vem a bonança. Mas é difícil.

Mãe

Se há pessoa no mundo que eu quero que seja feliz, é a minha mãe.

Gostava de lhe poder dar tudo aquilo que ela merece e não tem. Gostava que a vida fosse sempre justa e que a minha mãe nunca mais sentisse o amargo dos maus momentos. Gostava que o seu sorriso não se apagasse nunca e a força que ela tem e nos mantêm a todos não fraquejasse. Gostava que ela se lembrasse mais vezes que gosto muito, muito dela. Que a distância não significa nada, porque ela estará sempre, sempre no meu coração.

segunda-feira, 8 de março de 2010

8/8/8

Não acredito em grandes segredos para a felicidade, nem mezinhas que ajudem à harmonia.

No entanto, acredito que há quem se dedique a estudar todos estes estados, e que conhecem as variáveis que poderão influenciá-los.

Há um truque que costumo utilizar na minha vida: A fórmula 8/8/8.

Per si, não torna ninguém feliz nem equilibrado, mas a organização da nossa vida perante esta regra torna-nos, a longo prazo, pessoas menos amargas e mais saudáveis.

O que é o 8/8/8?

É simples. Basta tentar dividir os dias em três partes iguais: Oito horas para dormir, oito horas para trabalhar e oito horas para diversão. E entenda-se por diversão tudo o que nos der prazer.

Nem todos os dias consigo ter este equilíbrio, mas a verdade é que o simples facto de tentar faz-me muitas vezes compreender que estou prestes a cometer um atentado contra a minha saúde (Física e mental). Nem sempre é fácil, e há coisas que têm que ser feitas e não dão prazer nenhum. Mas o verdadeiro truque está em tentar tornar tudo em horas de diversão.

Quem faz o que gosta, quem se sente realizado, consegue mais facilmente: Passa todos os dias oito horas a fazer o que gosta, enquanto trabalha! Mas mesmo aqueles a quem isto não acontece, podem conseguir! Basta tentar e alterar alguns hábitos, adoptando novos que nos permitam tornar qualquer momento do dia em 10 minutos de diversão!

domingo, 7 de março de 2010

Casamento - As provas

Começámos a jantar às 21h00 e acabámos à 01h00.
Está tudo escolhido.
Trouxinhas de marisco e melão com presunto. Sopa do mar e creme de legumes. Rolinhos de linguado com arroz selvagem. Lombo de porco recheado com bacon e batatas à padeiro com castanhas e Vitela com molho de Ginja D'óbidos e Suspiros de Puré. Gelado de Nata com frutos silvestres e hortelã.
Ontem foi tudo isto e mais os pratos alternativos. Tudo bem regado com vinho tinto.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Às vezes

icanread

É assim que me sinto.
Hoje, por exemplo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O meu namorado é o melhor do mundo II

Hoje atrasei-me uns simples dez minutos a sair do trabalho. Todos sabemos o efeito que dez minutos podem ter no trânsito. Apanhei mais trânsito a chegar à faculdade, e quando cheguei, onde estava o estacionamento? Eram filas à entrada de todos os parques, muitos carros em segunda fila, à espera do seu lugarzinho.
Depois de voltas e mais voltas, resolvi virar em direcção ao desconhecido. Isto é, um terreno de terra onde se estacionam os carros.
Ora, todos sabemos como é que a terra fica quando chove. Pois. Mas para grandes males, grandes remédios. Inspeccionei o piso e avancei devagar. Estacionei ao fim de 20 minutos à procura, finalmente.
Sai do carro, na tentativa de escolher os bocadinhos de terra mais seca. E senti as minhas botas de salto fininho a afundarem-se. Parecia que estava a andar sob areias movediças, e ao terceiro passo tinha lama até aos tornozelos. Pensei em voltar atrás, mas as botas já estavam sujas, e não arranjaria outro lugar tão depressa.
Comecei a imaginar-me, à meia noite, a sair das aulas e a dirigir-me ao carro, num terreno enlameado e sem um único candeeiro. E assustei-me. Cheguei ao edifício, e depois de limpas as botas, mandei SMS ao namorado. Que à meia noite ia estar escuro, e se no intervalo da aula dele não podia ir buscar o meu carro e traze-lo para lugar seguro.
E no intervalo das 22h30 o meu cavaleiro andante lá foi. E o melhor? Quando sai tinha o carro mesmo à frente do edifício onde estava em aulas, já viradinho de frente para a saída. Só faltava estar lavadinho. Mas pronto, o intervalo era de 10 minutos.

Um bem haja, meu querido. Nem os teus ténis que devem estar bem limpinhos te vão impedir de levar uma grande beijoca.

Aprender



icanread


Hoje tive uma das aulas mais fantásticas a que alguma vez assisti.
Até à meia noite, a rir até às lágrimas e a querer absorver tudo, toda a migalha de informação, pela utilidade que terá.
Era isto que eu tinha falta. O desafio. Os novos conhecimentos. As informações que nos fazem crescer.
E saí de lá com a cabeça tão cheia de novas convicções, como o coração cheio de uma grande paz. Paz esta que a mim chega sempre, invariavelmente, quando me sinto a aprender, a pensar, a evoluir e a crescer. E há lá melhor sentimento que este.
Nem que já passe da uma e eu ainda esteja a trabalhar. Nem que o despertador toque daqui a 6 horas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vale a pena ler

Hoje deixo-vos este link, para um artigo que vale a pena ler. Há histórias de vida assim, que nos tocam.

http://coconafralda.blogspot.com/2010/03/pedro-choy.html

terça-feira, 2 de março de 2010

Dois anos



Um dia resolvi que era a altura certa para mudar. De vida, de cidade, de "estado civil". Procurei trabalho, rezei muito, e encontrei. Procurámos casa com mais pressa que juizo, e sem pensar muito mudamo-nos. Sem nada e sem grandes poupanças, comprámos o essencial para sobreviver.

Começei a reaprender a viver, numa cidade que não era a minha.

Primeiro mudei de banco, para um balcão perto de casa. Depois encontrei uma manicure e inscrevi-me nas aulas de pilates. Fui descobrindo: Uma esplanada onde gostava de estar, a ler e ao sol, uma pastelaria com os melhores bolos do mundo.

Um dia a necessidade levou-me às ruas antigas, à procura do centro de exames. Noutra altura, conheci as urgências do hospital. Já sei o nome das farmácias, e quais têm o horário mais alargado.

Uma a uma, fui conhecendo as livrarias, sapatarias, ourivesarias e lojas de roupa da cidade.

Sai do pilates e fui para o step. Sai do step e fui para a hidroginástica. E ainda tenho o cartão das piscinas municipais, para ir nadar quando o meu horário complica.

Fiz o cartão do cidadão, alterei a minha morada, votei na minha nova junta de freguesia. Inscrevi-me no centro de saúde e já tenho o cartão de fidelização das perfumarias cá do sítio.

Já sei distinguir as várias rotundas pelos nomes que quem sempre cá morou lhes dá. Já sei o melhor caminho para qualquer lado, e sei onde se come a melhor morcela de arroz, as melhores bifanas às 3h da manhã e a melhor pizza.

Foi aqui nos bombeiros que me inscrevi como dadora de medúla, e foi no cimo da rua principal que dei sangue pela primeira vez.

Hoje, a sair do trabalho, olhei para cima e vi o castelo. Imponente, de vigia.

Que me vê, lá do alto, a criar raizes nesta terra que era dele e que agora também é minha. E do rio, que atravessa as ruas a correr ao nosso lado, lembrando-nos que é como a vida: Um dia mais vazio, logo a seguir mais cheio.

E já correram dois anos, à velocidade de todos os dias e das muitas coisas que aconteceram. Dois anos desde que vim viver para esta cidade à beira-rio, guardada pelo castelo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Casais

Digo-lhe muitas vezes que gostava que fossemos outro tipo de casal. Aquele casal muito saudável, que se levanta cedo ao fim-de-semana, toma um bom pequeno-almoço e parte à aventura, numa caminhada, passeio BTT ou qualquer outro desporto. Depois, durante o dia, vão petiscando uma frutinha, um suminho, e uma sopinha ao jantar. Aqueles que nas férias conseguem visitar uma cidade, sem grande curiosidade para as iguarias locais.
Nós não somos assim.
Acho que não há um fim-de-semana em que não nos deixemos cair em tentação, com uma (ou duas, e às vezes três) refeições de comida pouco calórica, como crepes, pizzas, lasanhas, tostas... E depois da barriga bem atestada, às vezes damos um passeio a pé. Isto se jantarmos junto a algum sítio que dê para passear. Caso contrário, somos mesmo bons é a chegar a casa ou ao cinema e alapar a ver um bom filme, com muitas pipocas.
Todos os sítios onde fomos, são marcados com uma iguaria. Conhecemos Portugal pelo que de melhor nos oferece: Os gelados da praia da rocha; Os bolinhos tradicionais da pastelaria mais antiga de portimão; Sericaia, um bocadinho mais acima; A merendeira, na Caparica. Os pastéis de Belém; As tostas do Galiota, as areias da Casa Gama e as Arrufadas do Pão da Vila, tudo na Ericeira. Os Pastéis de Nata quentes em São Martinho e as Sardinhas da pastelaria em frente às termas, nas Caldas da Rainha. Os queques e o bolo brigadeiro do Pedrogão, os pastéis de Nata XXL de São Pedro.
E é bom. Mas o que eu gostava mesmo, era que fossemos mais saudáveis e menos gulosos. E por isso é que ontem almoçamos crepes salgados, com pasteís de nata para sobremesa, e jantámos a pizza que encomendámos. Que a preguiça era grande até para levantar o rabo para a ir buscar. Isto tudo, bem sentados/deitados, a devorar filmes e séries.