sábado, 30 de abril de 2011
Agora não

Acontece. Há um dia em que sentimos que estamos a viver num filme, ao som de "Competine d'un autre ete". Ouvimos palavras que não esperávamos e choramos. Em segundos, é toda uma vida que nos passa pelos olhos, em flashes rápidos de imagens que contrastam com a câmara lenta em que vivemos este momento.
Chora-se, porque pior do que a dor é o desconhecido. E pior do que o desconhecido é a dor de prever o que é e deve ser desconhecido.
Hoje, finalmente, acordei corajosa e com vontade de enfrentar um dia. Mais um dia. Mais uma dádiva.
Com certeza, haverão ainda muitos dias de cabeça baixa e coração encolhido. Mas hoje não. Pelo menos agora não.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Guess who's back?
Porque é que eu voltei? As razões são muitas e de importância fulcral para a sociedade.
1. Senti saudades do meu eu Kika.
2. Tenho um longo rol de desejos que preciso de apresentar uma vez que se aproxima o meu aniversário.
3. Precisava de aborrecer alguém com os meus dramas existenciais.
4. A feira do livro começa hoje e eu não vou lá, logo estou aborrecida.
5. O casamento real já foi e eu não vi, logo estou aborrecida.
6. Descobri que algumas pessoas que me conhecem liam este blog, sabiam que era eu e gostavam. Queridas.
7. A minha mãe diz que este blog é mais giro porque tem comentários e ela gosta mesmo é de ler os comentários. Ai, mãe querida. E eu a pensar que gostavas mesmo era de ler os meus textos inspirados/inspiradores.
8. Também tenho uma opinião sobre a crise, a troika, o estado da nação, e preciso de a export publicamente antes que a censura encontre (ainda mais) o caminho de volta para Portugal.
9. Estamos em crise mas na Páscoa tudo o que é boa gente foi de fim-de-semana para sítios chiquérrimos, e para o mês que vem há mais uns quantos feriados e tudo o que é boa gente e foi de fim-de-semana para sítios chiquérrimos na Páscoa vai para outros sítios chiquérrimos, e depois são as férias do verão e lá vão eles para as suas segundas casas ou hotéis maravilhosos, para tirarem fotos dos seus pezitos à beira das piscinas e praias. Como estamos em crise, não vou para lado nenhum. Como estou a fazer uma tese, não vou para lado nenhum. E nestas alturas um blog faz sempre jeito, para eu esvaziar o meu saco da inveja aqui e não andar a espalhar veneno pelos blogs dos outros.
10. O mês de Abril foi mauzinho e eu sou supersticiosa, logo acredito que é este blog a resuscitar e a minha vida a mudar para melhor.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Abril, águas mil

Olha, sabes que mais? Estou zangada contigo.
Nunca fui muito tua fã, sempre foste um mês que me soou mal. Abril. A-bril. Abrilabrilabrilabril. Mas mesmo assim dei-te um voto de confiança. Claramente, esperei mais de ti do que estavas disposto a dar-me. Foste um mês passado à espera de boas notícias, todos os dias na expectativa. Estavas a guardar-te para a última semana, em que à falta de uma resolveste dar-nos várias más notícias. Que tiveste a gentileza de completar com a ausência de boas notícias.
E não me venhas dizer que a culpa não é tua. A culpa é sempre de alguém desde que não seja minha. E podes vir-me dizer que é do Sócrates, do FMI, da crise, dos funcionários públicos... Podes dizer-me tudo que eu vou-te responder sempre da mesma forma: A porta está aberta, queres ir embora por favor?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
And so it is...
Like you said it would be...
Não sei porquê, lembrei-me desta música. Este blog chega ao fim. A todos, a continuação de uma boa viagem pela vida. Sejam felizes.
Quem quiser, sabe como contactar-me.
"And maybe I'll see you around... In another life..."
Ps: Eventualmente, se houver alguém que goste muuuuiiitoooo das patacoadas que escrevo, mande mail. Informarei das novas paragens.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Raios Parta o Linkedin
E os convites que recebo directamente no e-mail que serve para publicar no blog. Raios partam aquelas porras dos convites para todos os contactos dos e-mails. Raios partam.
É assim que se passa o tempo. Sem darmos conta.
Vou medindo o passar dos anos pelos aniversários. Começamos pela minha madrinha, a prima C., o padrinho, e chega Maio, que começa com uma prima e acaba comigo. E aí, é mais um ano que passou. Mais um ano que se viveu ou deixou de viver, conforme os dias. Não consigo contar os dias, porque são tantos e ao mesmo tempo tão poucos. Mas vou contando os anos, à medida que passam por mim e por quem me rodeia. E este ano não vou conseguir ignorar que os anos passam realmente. A prima J., que me lembro tão bem de ter ido ver à maternidade, vai para a faculdade. O nosso querido S. está quase a fazer 1 ano, que passou tão rápido. A B. vai nascer muito em breve, e eu ainda me lembro de brincar com a mãe dela às barbies. E a S, que ainda ontem trocava bilhetes comigo na sala de aulas, e é mãe também ainda este mês. E a A. que vai casar, tal como a S.
Sem darmos conta, os dias passam a meses que dão em anos, que nos trazem tantas recordações que já foram só planos para o futuro. Que se tornaram no presente. E que, mais cedo do que julgamos, são relembradas como passado.
sábado, 2 de abril de 2011
É assim
A vida é o que é. Nada mais e nada menos. Eu também sou o que sou. Não sou este blog nem este blog sou eu, mas é parte de mim. Às vezes exagerada, como escape do que se pensa e não se quer dizer. Sempre sincera.
Hoje, logo pela manhã, fiz uma grande asneirada (Algumas pessoas saberão a que me refiro). Pensei em apagar o blog. Privatizá-lo. Fazer sei lá bem o quê.
Mas não. Sempre aqui disse que sou o que sou, sincera, frontal, directa. Sempre disse que é preciso ter coragem para enfrentar os erros, as acções, as consequências.
E por isso, aqui vou continuar. Para o que der e vier. Eu sou assim.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Um dia
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