
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pais

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Agradecer

Hoje é o dia internacional de agradecer, dizem. Eu sou uma pessoa que agradece diariamente por tudo. Ou pelo menos tento, já que de vez em quando a neura me faz esquecer do valor das pequenas coisas.
Mas dizia eu que hoje é dia de agradecer. E eu não podia deixar de agradecer às pessoas que mais amo no mundo, os meus pais.
São rabujentos. Sempre exigiram muito de mim, o que me tornou numa perfeccionista exagerada e frustrada. Fizeram-me chorar muitas vezes, com decisões tomadas a pensar no melhor para mim, mas dificeis de aceitar. Mas são, e serão sempre, os melhores pais do mundo.
São as pessoas que mais razões já tiveram para me deixar de lado, nunca mais me falar, deixar de gostar de mim. No entanto, são as únicas pessoas que nunca, em momento algum, questionaram o amor que sentem por mim. Nunca me deixaram a enfrentar a vida sozinha e deram-me sempre um colo para onde correr. E muitas vezes corri. E corro. E choro aninhada no colo deles, quando as coisas me correm menos bem. E aquele abraço que eles me dão, o amor que só eles sabem dizer com uma festa no cabelo, faz com que tudo o resto pareça por breves segundos relativo.
Os meus pais deram sempre o melhor deles por mim. Deram tudo, o que tinham e não tinham, para me proporcionar a melhor educação, a melhor qualidade de vida, o melhor de todos os mundos. E é impossível compreenderem a gratidão que lhes sinto.
Hoje tenho a certeza que uma grande parte de mim é reflexo do que eles criaram. Sou crente e inflexível nos meus valores, como eles me ensinaram. Todo o meu percurso académico e profissional, bom ou mau que ele seja, deve-se ao facto de eu dar sempre o meu melhor e ser muito exigente, como eles sempre foram comigo. A minha generosidade e vontade de ajudar meio mundo, vem do idealismo que sempre me incutiram. E podia continuar... Só há uma coisa que gostava que um dia eles me ensinassem, mas que em tantos anos nunca conseguiram. Gostava de confiar em mim, nas minhas capacidades e talentos como eles conseguem confiar.
Se há coisa que me dá prazer, é ver o orgulho nos olhos deles. Porque fiz de Maria na primeira festa de Natal no infantário, porque disse um poema sobre rosas no ano seguinte. Porque no primeiro dia de aulas lhes disse que se podiam ir embora, que eu ficava bem, com a minha mochila da Rua Sésamo maior que eu. Quando fui forte para suportar dores e doenças. Quando sairam as notas dos exames nacionais ou quando soube que entrei na faculdade, e uns anos depois na benção das fitas. De todas as vezes que lhes liguei para contar uma nota de um teste, um elogio que recebi ou qualquer coisa que me deixou feliz. E acreditem quando vos digo que deve haver muito pouca coisa que eu não fizesse por mais um olhar de orgulho e felicidade deles.
sábado, 20 de março de 2010
Pai II
O meu pai não teve nenhum filho. Nenhum rapaz para levar ao futebol, para ensinar a sua vocação de handy handy, para jogar consola ou andar de bicicleta com ele.
Até. Até que adoptou o meu futuro marido como um filho. E lá vão eles ao futebol e até lhe comprou um cachecol do Benfica. E entreolham-se quando eu estou a ralhar com eles. E fazem caixinha quando não lhes apetece arrumar a cozinha. E lêem os dois o mesmo jornal, enquanto bebem café e comem um pastel de nata.
E eu sei que para o meu futuro marido, ele é o pai que ele gostava de ter tido.
E é por isto que eu acho que, quando nos casamos, ganhamos muito mais (ou muito menos, depende) do que apenas uma pessoa.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Pai
Quem é que…
… Comia o Happy Meal do Mac Donalds há uns 15 anos atrás, cheio de sacrifício, para eu poder ficar com os bonecos?
… Me trazia cadernetas de cromos das Polly Pockets, dos cães, dos gatos, da branca de neve e outros que tais, e os colava com tal brio que a minha caderneta era sempre a mais bonita de todas?
… Me deixava usar o seu pouco cabelo para cobaia das minhas brincadeiras de cabeleireira?
… Me ia buscar à discoteca às duas ou três da manhã?
… Me chegou a levar pens e trabalhos à faculdade, porque precisava, porque alguma coisa corria mal, porque me esquecia?
… Carregou com os nossos móveis e fez toda a bricolage da nossa casa?
… Lê o meu blog todos os dias, só para saber se estou bem?
O meu pai, claro está.
O melhor de todos.
terça-feira, 9 de março de 2010
Mãe
Se há pessoa no mundo que eu quero que seja feliz, é a minha mãe.
Gostava de lhe poder dar tudo aquilo que ela merece e não tem. Gostava que a vida fosse sempre justa e que a minha mãe nunca mais sentisse o amargo dos maus momentos. Gostava que o seu sorriso não se apagasse nunca e a força que ela tem e nos mantêm a todos não fraquejasse. Gostava que ela se lembrasse mais vezes que gosto muito, muito dela. Que a distância não significa nada, porque ela estará sempre, sempre no meu coração.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Viva...
Estão a ver aquele primo direito que casou com uma senhora tão diabólica, mas tão diabólica, que inventa histórias macabras para convencer a família que vocês são péssimas pessoas? Que diz mal de um ao outro, e do outro ao outro, e consegue ter o desplante de colocar o próprio marido contra a sua respectiva família? Uma lady que consegue virar-se para a sogra, senhora impecável mas muito doente, com 3 ou 4 doenças crónicas daquelas bem dolorosas e que implicam medicação pesadíssima, e dizer-lhe: “Você é uma fingida. Sempre doente, sempre doente…”
Pois. Eu não sou pessoa de me calar, e portanto agradeci quando ela há 3 ou 4 anos decidiu pegar na família e ir morar para cascos-de-rolha, e não marcar presença em aniversários, casamentos, baptizados, Páscoas e Natais. Assim escusava de engolir em seco para não estragar a festa a ninguém.
Mas parece que o que é bom acaba, e este Natal a família vai abençoar-nos com a sua presença. Ámen.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Coisas de pais
"O pai diz que tens um blog novo e que não lhe disseste nada, e que está muito chateado!".
Os meus pais são uns queridos. O meu pai lê o blog para saber se estou viva, se ando a alimentar-me bem e se estou a trabalhar ou a passar tempo. A minha mãe não faz a menor ideia do que é um blog mas não gosta "dessa coisa de contar a toda agente". E lê os meus melhores posts, aqueles que o meu pai carinhosamente imprime e lhe leva para casa.