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sábado, 15 de janeiro de 2011

Só peço mais um bocadinho de força


Às vezes só peço a Deus mais um bocadinho de força. Não porque eu acredite que as coisas caem do céu, mas porque eu estou a fazer mais do que posso e estou a um pequenino passo de estoirar. E por isso só Lhe peço um empurrãozinho, devagar para que não caia, com força suficiente para me ajudar a chegar.
Esta semana foi daquelas do tudo ou nada. De projectos profissionais que determinam quem somos, o lugar que temos, a opinião que têm de nós. E se o desafio foi por mim lançado e pelos outros aceite, não ia sentar-me a ver. Não faz parte de mim nem ficar sentada, nem deixar passar oportunidades, nem desistir.
Então foram muitas horas de trabalho. Com percalços naturais pelo meio. Com stress à mistura e nervos dos outros para acalmar. Sem grande tempo para respirar.
Os compromissos escolares já estavam agendados, pelo que foi sempre largar o trabalho e pegar noutro trabalho, com o esforço extra de tentar que a minha cabeça se sintonize numa questão de minutos numa realidade totalmente diferente.
Ontem, depois de parte desta loucura estar concluída, dei por mim a respirar fundo e a descomprimir da pressão. Tentei, sem me forçar demasiado porque sei onde estas acelerações me levam, dizer a mim mesma que é só mais um bocadinho, é só chegar a casa depois das 9h da noite e começar a estudar o dossier de matéria. Já era hoje quando me deitei, e as poucas horas de sono passaram rápido. E aqui estou, de pé mas já tão frágil que se me abanam em tombo, a tentar ignorar as dores no corpo e os olhos pesados e encovados, e estudar mais um pouco para que este esforço todo não seja em vão.
Hoje, é só um bocadinho mais de força. Amanhã logo se vê. Mas hoje, é só mesmo uma força pequenina, porque ninguém gosta de dar o litro e não ver recompensas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A sorte que dá trabalho


Quando começámos a namorar, eu tinha acabado um estágio e estávamos ambos a estudar. Centenas de currículos e ruas palmilhadas depois, acabei o curso e comecei num primeiro trabalho. Não correu bem, peguei nas malas e saí. Mais uns quantos currículos, bater às portas e mostrar vontade de trabalhar e um novo trabalho. Entretanto acabou ele o curso e começou um estágio. E em simultâneo foi fazendo uma perninha numa possibilidade de emprego que não se chegou a concretizar. Acabou o estágio e começou a trabalhar. E a estudar à noite. Passados uns meses, depois de algumas formações, workshops e conferências, voltei eu a estudar a sério também. E mais recentemente, voltei a mudar de trabalho.
Pode parecer que para nós foi muito fácil. Mas não foi assim tão fácil. Esforçámo-nos. Lutámos. Tivemos muita sorte mas também fizemos por a merecer. Sujeitámo-nos a condições menos favoráveis só por uma oportunidade de mostrarmos o nosso valor, e fomos recompensados. Pressionámos, corremos atrás, ligámos e esperámos ansiosamente por respostas.
Talvez para alguns sejam mudanças a mais, mas para nós interessa-nos saber que não baixámos nem baixaremos os braços nunca. E que vamos andando, procurando a felicidade onde ela estiver. E assim continuaremos.
Pode até ser a sorte. Daquelas sortes que dá trabalho. Ou então é a diferença entre os que ficam à espera do destino e os que fazem o destino acontecer.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Burrice

Digam-me, onde é que já se viu uma professora vir dar uma aula a uma turma de mestrado sem ter estudado a matéria? Aquela matéria que ela devia saber e não saber de cor. Pede definições e não aceita as que lhe dão, porque não são exactamente aquela que ela decorou ontem à noite. Ignora os exemplos que a turma lhe dá porque não sabe se são verdade e não tem cérebro para pensar sobre o assunto.
Acabámos de discutir dois conceitos dos mais básicos. Até ela admitir que não sabe bem que já não lê há muito tempo a matéria. Tirem-me deste filme ou belisquem-me que isto deve ser um pesadelo. Então nós somos o quê? Uma cambada de acéfalos que vimos para aqui depois de muitas horas de trabalho ouvir debitar definições que vêm nos livros? Sem opinião, sem massa crítica?
Somos, somos. E depois sou arrogante. Pois. Humpf.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Férias

Gosto de ter em mente as minhas próximas férias. Gosto de as planear, de pensar no que farei, no que verei, planear com maior ou menor detalhe onde iremos...
Este ano está particularmente difícil planear as próximas férias. Ou um fim-de-semanazinho em qualquer lado.
Eu tenho as minhas férias de trabalho já quase definidas. Ele nem sabe quantos dias tem para gozar. Eu tenho o meu calendário escolar e as datas de todos os trabalhos, frequências e exames deste semestre. Ele lembrou-se este fim-de-semana que tem um teste este sábado.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Carpe Diem



Um bom dia a todos, e um bom início de semana. Boas férias para os que vão, bom regresso de férias para aqueles que estão neste momento a pensar que a primeira segunda-feira depois das férias é o pior dia do ano.
Carpe Diem!
E um bom dia especial para aqueles que hoje vão passar o dia a estudar, como eu!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ai ai


Estou nervosa. Já me estou a imaginar a começar a apresentar o trabalho e o professor a abanar a cabeça, tsk tsk que isso está tudo errado.
Muito bem. Fez-se o que se pode, à custa de muito chocolatinho e bolachinha nos últimos dois dias para dar a tão procurada energia.
Agora vou mergulhar num banho de imersão, relaxar os ombros e a mente. E preparar-me para mais um fim-de-semana prolongado que começa amanhã e que se avizinha cheio de sol, petiscos, gargalhadas e tudo o que se pode querer.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Primeiro trabalho!!!



O primeiro trabalho do mestrado está acabado.

Way to go, Kika!!!

E hoje o dia foi fan-tás-ti-co. Super relaxante, com muita concentração e muito trabalho, mas também com um óptimo passeio ao sol para recarregar baterias (Como se eu precisasse...). Fez-me lembrar os tempos de estudante a full time. Agora vou só tomar uma banhoca e vou mandar imprimir o trabalho para o ir entregar. Just like in the old times.

O dia começa cedo



Eu nunca dormi muito. Em alturas de muito trabalho, menos vontade de dormir tenho.
Lembro-me nos anos finais da faculdade, quando andava cheia de trabalho e matéria para estudar. Deitava-me cedo, muito cansada, e acordava por volta das 2h/3h com uma espertina e uma genica fenomenal. E então, ao invés de ficar deitada, levantava-me e arranjava um chá ou um bolero, e sentava-me ao portátil. Muitos trabalhos foram feitos nesse período, em que o mundo dormia e eu conseguia, finalmente, concentrar-me. Essas 3 ou 4 horas que ali ficavam chegavam a ser mais produtivas que um dia inteiro!
Os meus pais inicialmente estranharam esta pancada. Depois, mesmo sem perceberem muito bem, aceitaram e nunca criticaram esta minha opção menos comum.
Já o meu futuro marido tem muita dificuldade em compreender as minhas insónias, sejam por que motivos forem (Sei que nem sempre é fácil percebermos o bioritmo dos outros, especialmente quando é tão diferente do nosso...). Às vezes fico deitada a olhar para o tecto, o que é muito contra natura para mim, só para não o perturbar. Mas custa-me muito.
Hoje fiquei duas horas a olhar para o tecto. E desisti. Levantei-me e vim acabar um trabalho do mestrado que tenho que entregar amanhã. É certo que ainda não o acabei, mas já vou na versão dois, com algumas (muitas) revisões e começa finalmente a parecer-se com alguma coisa decente.
E agora, estou a ouvir os passarinhos e a cidade a despertar (A beber um cházinho Noites Tranquilas... Irónico, não?). E há poucos momentos que me tragam maior paz que este. O recomeço de um novo dia.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Limites


Hoje perguntaram-me como é que era possível, querer fazer as cadeiras todas do semestre. Para mim, estranho era não as fazer.
Não sou invencível, nem elástica, nem a super mulher. Conheço os meus limites, mas também conheço a minha persistência e o meu perfeccionismo. E o que é que se faz sem esforço, que valha a pena? O que somos nós, se nunca lutarmos pelo que queremos, se desistirmos de tudo o que dá trabalho?
Antes de sair de casa de manhã, já dei uma arrumação geral na casa. Cama feita, a loiça toda na máquina e a bancada da cozinha limpa, um jeitinho nas almofadas do sofá e nas toalhas do wc.
Se venho almoçar a casa, aproveito para dar uma aspiradela ou limpar o pó. Noutros dias aproveito para ler blogs ou tratar de assuntos pessoais. Ainda há outros em que leio um livro ou artigo que preciso para o mestrado. Ultimamente adoptei a modalidade de levar almoço e trabalhar na hora de almoço, já que as oito horas não me estavam a chegar para tudo o que tinha para fazer.
Saio e vou para as aulas. Estou atenta e tomo notas. Quando chego a casa já depois da meia noite, caso não tenha nenhum trabalho para acabar, faço uma bela ceia e vou dormir.
A grande diferença, é que não perco tempo a lamuriar-me.
Hoje por exemplo, tive uma hora para jantar. Abri o portátil e comecei a trabalhar num artigo para entregar para a semana. O fim-de-semana vai ser destinado a continuá-lo. Depois, então, penso no próximo trabalho. E assim sucessivamente. Sem grandes stresses nem preocupações, um pé atrás do outro.
Por isso (e porque a minha licenciatura foi realmente uma boa escola), não acho que tenhamos uma quantidade anormal de trabalhos. Tudo se faz. A seu tempo.
Eu também me canso. E por isso é que tirei uma semana de férias de trabalho e mestrado, para aproveitar e por o sono e o humor em dia.
Só que na maioria das situações, o que cansa mais é pensarmos no cansaço. E nos problemas. E essa lição meus amigos, eu aprendi-a cedo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Trabalho

Depois de muito procrastinar (Hoje que resolvi dedicar a tarde aos estudos), peguei nos livros, cadernos e portátil e vim para uma esplanada trabalhar.
Pode ser que assim, com o sol a bater-me na cabeça se faça alguma luz.

sábado, 13 de março de 2010

Das aulas

O resultado de duas semanas de aulas é assustador.
Apesar de comer muito mais que o normal, estou mais magra. As minhas unhas estão tão frágeis, que se desfiam literalmente quando são limadas. Usá-las curtinhas, a partir de agora.
Tenho a casa ligeiramente (muito) desarrumada, mas parece-me que ganhei mecanismos de defesa. Já nem vejo os cinco pares de botas que estão desarrumados junto à entrada, já nem reparo se a bancada está muito ou pouco suja.
Não faço um bocadinho de exercício desde o fim-de-semana passado, isto se andar às compras contar como exercício físico.
Tenho mais de 600 posts por ler no reader, fora os que li e não comentei. Achava que ia ser agora, mas não me parece que o meu cérebro consiga alinhavar mais dois pensamentos direitos.
Talvez mais logo, ou talvez amanhã.
Ainda assim, ando felicíssima, delirante e entusiasmada. Vá-se lá perceber.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Aprender



icanread


Hoje tive uma das aulas mais fantásticas a que alguma vez assisti.
Até à meia noite, a rir até às lágrimas e a querer absorver tudo, toda a migalha de informação, pela utilidade que terá.
Era isto que eu tinha falta. O desafio. Os novos conhecimentos. As informações que nos fazem crescer.
E saí de lá com a cabeça tão cheia de novas convicções, como o coração cheio de uma grande paz. Paz esta que a mim chega sempre, invariavelmente, quando me sinto a aprender, a pensar, a evoluir e a crescer. E há lá melhor sentimento que este.
Nem que já passe da uma e eu ainda esteja a trabalhar. Nem que o despertador toque daqui a 6 horas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Prenda de Natal


De lágrimas nos olhos, vim aqui contar-vos que tive a minha prenda de Natal.

Em Fevereiro começo as aulas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Nó no estômago

Era hoje que eu ia saber se tinha entrado no mestrado ou não. Obriguei-me agora a comer um pão com manteiga e a beber um capuccino, que ainda não tinha conseguido comer nada. Mas afinal parece que esta ânsia vai durar até Janeiro.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Querido pai natal...

Esqueçe os cremes, os vestidos, livros, a bimby e tudo o que já me passou pela cabeça pedir.
Este Natal eu só quero entrar no mestrado. Válá-válá-válá-válá.

Vá, e paz, amor e felicidade.

Um beijinho da kika

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

(Im)paciência

Estou há duas horas a fazer refresh de cinco em cinco minutos à página dos mestrados, à espera que abram as candidaturas.
Finalmente abriram, toma lá 60€ e sou oficialmente candidata.
Os dados estão lançados, esperemos pelos resultados.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Serei só eu?















Estou ansiosa por voltar às aulas. Há quase um ano e meio que todos os dias me lembro de como gostava de voltar a estudar. Serei estranha?