
Às vezes só peço a Deus mais um bocadinho de força. Não porque eu acredite que as coisas caem do céu, mas porque eu estou a fazer mais do que posso e estou a um pequenino passo de estoirar. E por isso só Lhe peço um empurrãozinho, devagar para que não caia, com força suficiente para me ajudar a chegar.
Esta semana foi daquelas do tudo ou nada. De projectos profissionais que determinam quem somos, o lugar que temos, a opinião que têm de nós. E se o desafio foi por mim lançado e pelos outros aceite, não ia sentar-me a ver. Não faz parte de mim nem ficar sentada, nem deixar passar oportunidades, nem desistir.
Então foram muitas horas de trabalho. Com percalços naturais pelo meio. Com stress à mistura e nervos dos outros para acalmar. Sem grande tempo para respirar.
Os compromissos escolares já estavam agendados, pelo que foi sempre largar o trabalho e pegar noutro trabalho, com o esforço extra de tentar que a minha cabeça se sintonize numa questão de minutos numa realidade totalmente diferente.
Ontem, depois de parte desta loucura estar concluída, dei por mim a respirar fundo e a descomprimir da pressão. Tentei, sem me forçar demasiado porque sei onde estas acelerações me levam, dizer a mim mesma que é só mais um bocadinho, é só chegar a casa depois das 9h da noite e começar a estudar o dossier de matéria. Já era hoje quando me deitei, e as poucas horas de sono passaram rápido. E aqui estou, de pé mas já tão frágil que se me abanam em tombo, a tentar ignorar as dores no corpo e os olhos pesados e encovados, e estudar mais um pouco para que este esforço todo não seja em vão.
Hoje, é só um bocadinho mais de força. Amanhã logo se vê. Mas hoje, é só mesmo uma força pequenina, porque ninguém gosta de dar o litro e não ver recompensas.








