quinta-feira, 28 de abril de 2011

Abril, águas mil


Olha, sabes que mais? Estou zangada contigo.
Nunca fui muito tua fã, sempre foste um mês que me soou mal. Abril. A-bril. Abrilabrilabrilabril. Mas mesmo assim dei-te um voto de confiança. Claramente, esperei mais de ti do que estavas disposto a dar-me. Foste um mês passado à espera de boas notícias, todos os dias na expectativa. Estavas a guardar-te para a última semana, em que à falta de uma resolveste dar-nos várias más notícias. Que tiveste a gentileza de completar com a ausência de boas notícias.
E não me venhas dizer que a culpa não é tua. A culpa é sempre de alguém desde que não seja minha. E podes vir-me dizer que é do Sócrates, do FMI, da crise, dos funcionários públicos... Podes dizer-me tudo que eu vou-te responder sempre da mesma forma: A porta está aberta, queres ir embora por favor?

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