segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Outro lado da crise

Há um outro lado da crise, que me parece que ninguém fala mas que a mim me preocupa mesmo muito. Já aqui falei deste assunto, mas volto a escrever a minha indignação porque não há dia em que não saiba de uma história mirabolante ou não oiça uma queixa sentida e fundamentada.
Quando é que os chefes, gestores, líderes, empresários, patrões, Drs. e Eng., como quiserem que lhes chamemos, se esqueceram que os outros são gente? Como é que conseguem tratar algumas pessoas como tratam, com um grito fácil ao primeiro erro, com um raspanete em público que podia ser evitado, com os maus modos de quem anda com o mundo às costas. Será que eles, que tantos têm mulheres ou maridos, filhos, irmãos, pais e netos, se esquecem que os seus, onde estiverem, podem estar sujeitos ao mesmo? E será que não se lembram com remorsos do que disseram ou fizeram, quando algum dos seus sofre?
Quantas pessoas vão passar este Natal a pensar no que será do seu futuro, se no próximo ano poderão comprar uma prendinha para aqueles de quem gostam? Quantas pessoas vão, na viragem para 2011, pedir só um desejo: Não perder o emprego, ou arranjar um emprego, para conseguirem continuar a sua vida?

5 comentários:

Sofia disse...

Tens razão...infelizmente...
beijinhos

teardrop disse...

Senti cada uma das tuas palavras. Cheguei ao final com um nó na garganta. Porque custa muito que as coisas tenham que ser assim...

Meg disse...

Oh baby!, infelizmente é assim. Nós é que temos que ir, com as nossas atitudes, tentando mudar o que está errado. Devagar, devagarinho. Mas tentando! *

Jo disse...

Assino por baixo.

Olhos Dourados disse...

Pois é, e olha que não são poucas as pessoas!