terça-feira, 29 de junho de 2010

Confiança


Nem sempre precisam de ser coisas grandes. Todos temos os nossos inadmissíveis, alguns pequeninos quase insignificantes, que ninguém tem obrigação de saber. Mas quando os partilhamos e quando essa pessoa amachuca o nosso papel vezes e vezes sem conta, é muito mau. Depois, se quisermos mesmo lutar por essa relação, passamos os dias a esticar o papelinho, com muito cuidado porque já se sabe que, depois de amachucado, é muito fácil rasgar. E quando está quase direito, até tentamos passá-lo a ferro, para apagar marcas do que já foi. Mas não conseguimos deixar, a cada vez movimento de mãos a alisar o papel, que não deveria ser preciso fazê-lo. Que dói muito. Às vezes muito mais pela falta de respeito que sentimos, do que pelos actos em si. Que são tantas vezes ninharias nossas. Que podem ser pequenas, mas não deixam de ser uma folha de papel.

5 comentários:

Anónimo disse...

Grande, grande verdade...

:)

anf disse...

Pura verdade, o respeito é a base de tudo.
bjo

Louise disse...

Gostei bastante desta metáfora que fizeste.

Anónimo disse...

Gostei muito do texto! E é uma grande verdade! Uma vez o papel amachucado, nunca mais será perfeito. Por muito que se estique, que se tente pôr direito, fica sempre uma ruga, mesmo que pequena.

Beijinhos

Cris disse...

Concordo!! Me preocupo sempre em não amassar o papel do outro porque sei o quanto doi
desamassa-lo!!

beijinhos