quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma questão de moda?

Tenho lido um pouco de tudo sobre as novas produções de moda com mulheres mais... robustas. Vem nos jornais, e há mulheres famosas que começam a ostentar publicamente o chamado Fat Pride.
A minha geração cresceu com o paradigma da magreza. Desde cedo fomos pressionadas, porque ser a gordinha era pejorativo. A palavra dieta fez parte do nosso vocabulário em tantas alturas, e demos um grande impulso aos distúrbios do comportamento alimentar como a anorexia e buliria.
Lembro-me de há uns anos, quando a Beyoncé, Shakira e outras se assumiram como mulheres com curvas, ter pensado que talvez fosse uma boa mudança. Mas agora, no ponto em que estamos, não sei.
Se pensarmos que nós, que tivemos modelos magérrimas como exemplos, fizemos tudo o que podíamos para ser o mais magras possível, será que os nossos filhos, crescendo com mulheres como a da foto acima, vão fazer tudo o possível para serem assim?
Então e onde fica a preocupação com a obesidade infantil? O colesterol? Os diabetes?
Para mim, há duas coisas bem diferentes. Uma, é eu ser a Oprah, e ter o meu pequeno império construído em 25 anos em que lutei publicamente com o meu peso. E agora digo "Não, vou deixar de lutar e vou assumir que tenho peso a mais". Outra bem diferente, é estar na moda ser gordo e vamos fazer por isso.
Será esta moda mais saudável?

Não tenho nada contra as pessoas com peso a mais, atenção. Simplesmente não acho que se deva encará-las como padrão de beleza, nem bitola para a sociedade. Assim como não acho que o heroin-skinny o deva ser. No meio, estaria a virtude. Será que não somos capazes?

6 comentários:

Unknown disse...

Assumo, tenho peso a mais, mas tb já tive muitíssimo mais do que tenho hoje! Não tenho o império da Oprah, mas estou contente com o corpo que tenho, pois lutei muitíssimo para o que sou hoje, e está a ser dificílimo emagrecer os últimos 7 quilos, por isso qdo emagrecer, EXCELENTE, ÓPTIMO...
Com ou sem curvas, mais ou menos voluptuosa, acho que desde que se seja saudavel tudo bem, agora fazer disso moda não concordo, mas tb sou contra a magreza extrema que hoje em dia se vê a desfilar... não representa as mulheres ditas normais. Na minha altura a Claudia, a Elle, a Cindy eram lindíssimas, mas com conta peso e medida! O mesmo já não se pode dizer da Kate Moss.

Bjinho

Bitor disse...

gordura é formusura!!!!!
(os homens nao gostam de ver os ossos um bocado de xixa nao fica mal)

Chocolat disse...

Na minha opinião acho que não é nenhuma moda. Como a dita moda do "vou emagrecer até ser quase transparente porque assim serei linda". E essa sim é muito publicitada e encorajada. Basta lembrar certas lojas de roupa onde ou só têm roupa até ao M ou o L corresponde a uma medida muito pequena. E isto acontece até hoje apesar dos protestos.
O Fat pride não passa de um assumir dos kgs a mais. Não passa de um: sim, tenho kgs a mais mas sou saudável e feliz assim. / Não vou mais passar o tempo a pensar nos kgs que tenho de perder só porque a sociedade assim "obrigada"./ Sim, tenho curvas e não me importo."
Até onde sei nenhuma das ditas mulheres com curvas,Oprah ou outra que tal, vieram dizer: Tornemos-nos todos assim porque assim é que é giro. No fundo o que disseram foi: o nosso corpo é assim e não são só as mulheres magras que são bonitas. Em vez de lutarmos contra ele porque não aceita-lo?
Porque é que uma mulher com peso a mais não pode ser considerada bonita? Porque é que tem que se escondida dos olhares?
Não vejo nada disto como perigo para a sociedade. É apenas uma chamada de atenção para uma sociedade que cada vez mais procura a perfeição que só existe no photoshop.

A virtudo não conseguimos atingir.. basta pensar que por mais fat prides que existam "toda" a gente quer ser o mais magra possível mas no entanto o numero de obesos(e dos que não têm pride nenhum) não pára de aumentar...

Kika disse...

Atenção, não disse que ser gordo era melhor que ser magro.
Simplesmente, acho que se pensarmos que houve uma altura em que o socialmente aceitável era ser magro, e vimos a população cometer excessos para o ser, não será legítimo pensar que se o socialmente aceitável mudar, as pessoas vão tentar tudo à mesma para o atingir?

Olhos Dourados disse...

O ideal é o meio termo. Uma pessoa que não é demasiado magra nem demasiado gorda, porque ambos os extremos são maus.

C*inderela disse...

No meio é que está a virtude. Nem 8 nem 80.

Bjokas*