
Às vezes posso parecer ingrata. Ou instável. Mas não acho que seja. Simplesmente, quando escolho algo, debruço-me sobre o assunto. Penso bastante, sonho, imagino. Faço planos, cenários possíveis, e para mim as coisas tornam-se tanto mais reais quanto eu as consigo imaginar.
E essa realidade traz as expectativas, tantas vezes desajustadas da realidade e à medida do que eu preciso de acreditar.
Então acredito que vai ser perfeito, maravilhoso, mesmo mesmo o que me vai fazer feliz. Estejamos a falar de uma viagem, de um trabalho, de uma festa ou do dia de Natal. Vivo todos estes acontecimentos com igual intensidade, que durmo pouco e mal na véspera com a expectativa do que estará para vir.
E depois às vezes as coisas não são bem como as sonhei. Às vezes são incomparavelmente melhores. Outras ficam aquém da felicidade que esperei e em que acreditei. E depois o meu coração, que eu já tirei do peito e doei à causa, encolhe-se com o frio e o desamparo. E eu sinto-me desiludida e juro que não voltarei a fazer o mesmo. A entregar-me de corpo e alma. A viver uma grande paixão.
3 comentários:
Mas se nos não entregarmos de corpo e alma as coisas perdem metade da graça. È assim que elas fazem sentido, mesmo que nos desiludam depois!
Para mim acontece da mesma maneira, quando me sinto apaixonada seja por alguém, por um trabalho, projeto, ou qualquer outra coisa sou muito mais feliz, mesmo que aconteca as desilusões.
Eu também sou assim..*
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