
Adoro os dias em que acordo de madrugada, desperta q.b. mas com aquela dose certa de sonolência que torna tudo mais calmo e relaxado, entorpecendo os sentidos. Levanto-me em silêncio e faço uma chávena de chá. Sento-me no sofá da sala, com uma mantinha sobre as pernas e um livro ou o portátil. E viajo. E relaxo.
Olhando pela janela, vejo apenas as luzes da rua e um ou outro carro que passam, de longe a longe. Não há vivalma acordada. Só eu. E os meus pensamentos.
Devagarinho, à medida que o céu clareia e que se começa a vislumbrar um pequeno rasgo de luz lá bem ao fundo da minha janela, a cidade vai acordando. Uma janela que sobe o estore, outra que acende uma luz. Alguém que sai de casa e caminha calmamente para o carro. Uma mulher que vai à janela, apanhar ou estender roupa, ou simplesmente verificar o estado do tempo.
E ninguém sabe que eu aqui estou. No escuro, silenciosa, com a minha própria companhia que é tão boa nestas madrugadas só minhas.
E nestes dias eu sei, vou ser feliz.
4 comentários:
Sabe tão bem...
:)
Soa mesmo bem! :)
São esses momentos que nos preenchem o vazio do dia a dia, quando nos encontramos na maior simplicidade da vida, e aí que os pensamentos ultrapassam a barreira do inconsciente e se instalam na nossa mente, para que os possamos tornar realidade. Vais ser feliz com toda a certeza :-)
Amei a tua descrição... também sou uma amante dos momentos sozinha, e daquelas horas do amanhecer... amo ver o sol nascer...
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