
Às vezes sinto que não aproveito o suficiente a vida porque me perco em pequenas sem-importâncias, detalhes terrenos como o posso ou não posso, tenho ou não tenho, devo ou não devo. Depois deixo por fazer algumas (poucas, é verdade) coisas que me teriam dado tanto prazer. E chego ao dia de hoje, nem mais rica nem mais pobre, mas com as boas recordações do que fiz e a ausência das recordações do que queria ter feito. Ou melhor, chego ao dia de hoje com a riqueza acrescentada de tudo o que fiz e vivi.
O dinheiro é uma coisa estranha. Mói-nos se não o temos, pouco podemos fazer se não o tivermos. No entanto, somos pouco mais ricos se o tivermos e não o utilizarmos com aquilo que nos trará felicidade. Porque a verdade é esta: Chego ao dia de hoje e não me lembro dos 50€ que gastei para fazer "X" ou "Y", mas lembro-me dos cheiros, dos sons, das sensações que vivi. E lamento os 50€ que não gastei, porque não pude, porque não me lembrei ou porque não quis, e que me impediu de fazer "A" ou "B". E a verdade é que, quando chegamos ao dia de hoje apenas temos connosco o que vivemos.
3 comentários:
Gostei desta tua reflexão.
Nrestes últimos tempo, quando o meu tempo passou a ser mais escasso passei a dar mais valor aos momentos que passo e não ao dinheiro que gasto com eles. Urge viver.
(gostei mesmo muito deste teu post!)
Beijoca!
Qualquer semelhança com a minha vida não é mera coincidência. Gostei muito do post me fez pensar em mim mesma.
beijos
Mau? Mas tu andas-me a ler os pensamentos ou quê? Mas quando admitimos isso temos o poder de aproveitar melhor ;-)
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