Neste mesmo dia, quando cheguei a casa ao fim do dia, bati-lhes à porta (de casa e não do sótão) à espera de encontrar a mãe ou alguém que lhes pudesse incutir algum juízo*. Pois que encontrei o mesmo menino com quem tenho falado, que pediu desculpas.
Nas últimas duas noites os rapazes foram bastante mais silenciosos (ou não foram ao sótão), mas as noites foram curtas porque cá em casa é época de exames finais.
Esta noite foi o descalabro. Às 2h30 da manhã, quando o meu futuro esposo deixou os estudos, foi lá acima avisá-los para baixarem o reaggie que estavam a ouvir e falarem mais baixo. O que prontamente fizeram, e nós prontamente adormecemos. Acontece que fruto de substâncias estranhas ou só da hora da noite, acordámos às 6h30 da manhã com risos e gargalhadas e os barulhos de quem está a dançar o can-can em cima das nossas pobres e sonolentas cabeças.
Já mais que furiosa, que o sono a mim deixa-me bem disposta, voltei lá acima e fiz a minha pior cara (Não foi difícil,confesso. A minha cara por si só já devia ser assustadora) e disse que estava a ficar realmente cansada e que se isto voltasse a acontecer teria que tomar medidas diferentes, porque a paciência esgota-se e muitas noites sem dormir é dose.
Não sei bem quais serão as instâncias (aceito sugestões...), mas teremos que fazer alguma coisa.
Hoje, pareço aquela girafa. É que estou tal e qual. À excepção que eu sou uma girafa com um humor de cão e uma fome de leão, porque se há coisa que a privação do sono me altera é o humor e a fome.
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E nesta altura sinto-me velha em dizer isto, o que fica para outro post.