quinta-feira, 29 de abril de 2010

Feira do Livro

Vai começar a feira do livro.
Provavelmente, é uma das alturas do ano em que tenho mais saudades de viver em Lisboa. Era o meu passeio de quase todos os dias. Desde que me lembro de ser gente.
Este fim-de-semana aproveito que estarei pela capital e lá irei eu subir e descer o Parque Eduardo VII de gelado numa mão e sacos de livros na outra.
 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Prioridades

Às vezes acho que andamos todos um bocado trocados. Uns nuns aspectos, outros noutros.
Uma colega minha está a recuperar de uma depressão. Está ainda a tomar uma carrada de medicamentos, daqueles bem fortes. Agora que trabalho mesmo ao lado dela, tenho vindo a observar os comportamentos dela e parece-me que algo está mal.
Sei que ela não toma o pequeno-almoço em casa, porque já uma vez falámos sobre isso. Assim, bebe um café quando chega ao trabalho, e toma o pequeno-almoço apenas por volta das 10h30/11h00 (Uma torrada e um café, altura em que toma os medicamentos). O almoço é sempre e invariavelmente ou um iogurte daqueles novos com cereais na tampinha, ou dois iogurtes sólidos normais. Sempre com bifidus. O lanche é outro iogurte e às vezes uma ou duas bolachas. E, ainda, junta a tudo isto alguns comprimidos naturais para emagrecer, reduzir gorduras, perder celulite, etc.
Eu ando seriamente preocupada com ela e já tentei (tentámos, várias pessoas que repararam) falar com ela. Custa-me especialmente perceber que, muito provavelmente, esta alimentação desequilibrada está a prejudicar o tratamento psiquiátrico que ela está a fazer.
Acho que há alturas em que temos que rever prioridades. É importante ser magra. Ok, é um desejo legitimo. Mas não é muito mais importante ser saudável?

O meu namorado é o melhor do mundo III

Hoje de manhã, cheguei ao carro e tinha dois post-its.
Um dizia "Amo-te muito!".
O outro dizia "Ps: Deixaste o carro aberto de noite!"

terça-feira, 27 de abril de 2010

Era eu.


Esta noite tive um sonho.
Podia ter sido um pesadelo, porque alguém que gosto muito passava por uma situação muito difícil. Mas não foi. No meu sonho eu abraçava-a numas escadas, ouvia-a e ajudava-a. Na vida não há nada que possamos ter a certeza, dizia-lhe. A única certeza que temos é que há coisas que não podemos evitar. Quando a vida nos dá bons e maus momentos, a única certeza que temos é que aconteceu. Está feito, está dito, está vivido. Tudo o resto está por escrever. A forma como olhamos para o que aconteceu, o que fazemos com a única certeza que temos, é nosso. É uma escolha nossa. E podemos sempre escolher seguir em frente, numa subida que pode ser muito íngreme, mas que se estende à nossa frente. E não vai ser fácil continuar, sempre a andar, sempre a subir. Mas é possível, mesmo que às vezes parte do caminho seja aos tropeções, com pouco equilíbrio e algumas paragens.
E enquanto falava com ela, percebi que falava comigo mesma. Percebi que no meu sonho, aquela menina que sempre vi como um “eu” mais novo, era eu. E era eu que a ajudava. Era eu que lhe dizia o que ela precisava de ouvir.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mais marés que marinheiros

Tinha-me despedido na semana antes e aguardava por boas notícias. Sozinha em casa, numa cidade que era ainda tão pouco minha, pouco faltava para mergulhar numa já tão conhecida espiral do desespero. Peguei numa mala e enfiei-me num expresso, rumo ao Algarve onde os meus pais estavam de férias.

E naquela semana, mudei. Todos os pequenos aspectos das férias de sempre que me eram tão familiares acalmaram-me e renovaram-me. Os almoços de peixe, no sítio do costume. As sestas e as leituras. As corridas à beira-mar com o meu pai, com conversas sobre os sonhos e as ambições. A força que recebi nesses dias e que me fizeram crer que tudo era possível. Bastava querer, bastava acreditar muito. E um dia o telefone tocou. E nesse dia acreditei mais do que nunca que os sonhos se realizam e que depois da tempestade vem sempre a bonança.

Foi em Junho de 2008 e esses dias parecem tão longe mas ao mesmo tempo tão perto. E estas memórias têm estado particularmente vivas em mim nos últimos dias. Porque agora precisava mesmo da paz que nos traz aquilo que conhecemos tão bem. Precisava mesmo de acreditar que sou forte e que tudo é possível. E que a vida é um ciclo como a maré que enche e vaza, dia após dia, para nos deixar espaço para as nossas caminhadas à beira-mar.

Date night

Depois de uma tarde de praia, resolvemos que nada melhor para nos prepararmos para mais uma semana que um cineminha. Adorei o filme, ri-me até às lágrimas. O pior foi que estava tão entretida a ver o filme que lá se foi um balde de pipocas dos maiores. Só dei por isso quando comecei a sentir-me mal disposta. Acordei de noite e achei que me ia dar o badagaio, mas resisti. Esta manhã a coisa não está mais pacífica, parece que o meu fígado, vesícula, estômago e afins não gostaram da ideia. E assim começa a semana, a chá e torradas secas.

domingo, 25 de abril de 2010

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