segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
O dia do casamento
Comecei a arranjar-me logo cedo... Nervosa, sem conseguir comer nada. Espreitei à janela, e estava um dia maravilhoso. Mas do outro lado da rua.... Uma manifestação contra o meu casamento. Ou contra a instituição casamento e o dinheiro que se gasta, sendo o meu apenas um pretexto. Com cartazes, gritos e tudo. Enfim.
Comecei a organizar as coisas e dei pela falta de um acessório essencial: O bouquet! Tinha-me esquecido completamente! Ligámos para todas as floristas e nada, então o meu pai teve a ideia de ir buscar flores que estavam em vasos pela casa, ir ao jardim apanhar, e tentar fazer um bouquet.
Saí de casa para o cabeleireiro, que já estava à minha espera. Voltei para casa, vesti-me e a manifestação já tinha acabado.
Quando saímos de casa, dei por falta de outra coisa: O porta-alianças. Olhei à volta e vi uma cana de bambú, que segurei e onde enfiei as alianças. Peguei noutra cana, que serviu de bouquet (A tentativa do meu pai foi muito falhada!!!).
Cheguei à igreja e o noivo já lá estava. Mas eu tinha-me esquecido de fazer os missais. Entrei, ao som de uma música pirosa qualquer, e qual não é o meu espanto quando atrás de mim entra quase metade do casamento. Era uma tradição da terra do noivo, em que os convidados entram a seguir à noiva. Onde é que já se viu? E o protagonismo da noiva?
Mas respirei fundo e prosseguimos. Olhei para o noivo, com atenção. E engoli em seco. Estava diferente. O fato salientava-lhe a barriga proeminente conquistada nos últimos meses. Se é que se pode chamar fato aquilo. Umas calças vincadas, pretas, mas com as bainhas mal feitas. Muito curtas, a mostrar a meia branca e a fazer os pés dele enfiados nuns sapatos, parecerem gigantescos. Uma camisa branca, por fora das calças, mas muito bem engomada. Uma faixa à cintura, a condizer com a gravata, num tom de verde água a puxar para o azul, num daqueles tecidos com reflexos. E por cima, la piece de resistance, um fraque azul turquesa com reflexos da cor da gravata, num tecido brilhante e cheio de reflexos, também desapertado.
Engoli em seco e disse-lhe que estava bonito. E ele disse o mesmo de mim. Mas com tantas peripécias, não era bem assim que me sentia.
À nossa frente, o padre que escolhemos. Com quem, lembrei-me, não tive tempo de falar. E a seu lado, uma das directoras da empresa onde trabalho, a ajudar na celebração.
Já quase no fim da missa, a minha prima começou a dar palpites, a fazer perguntas. E eu pedi-lhe com bons modos que deixasse a celebração continuar. Mas não, ela insistiu. Então fui encolher-me, chateada, sentada num cantinho da igreja tapada pelos convidados. E a missa prosseguiu com perguntas mas sem mim.
Saí da igreja, sozinha e à frente da maioria dos convidados. E quando cheguei cá fora, sentei-me ao lado de uns amigos que estavam nas escadas da igreja. Muito bem.
Eis se não quando aparece o fotógrafo, a dizer que tinha trazido só uma maquinazinha... E eu perguntei-lhe: Então não vais tirar fotos? E ele enrolou, enrolou... Ah... Mas... Pois... Vou... Só que.... E eu passei-me. Mão na cintura e lavagem de roupa em praça pública, que não há mais público que o adro da igreja. Olha, se não querias fotografar, tinhas dito que há muitos fotógrafos por aí. Agora, o casamento vai a meio e eu não tenho nem uma foto, o que acho muito mau. Já para não falar que te estou a pagar para cima de um dinheirão! E agora vais pegar na máquina e fotografar o que falta do casamento, se não eu zango-me a sério. E ele foi, fotografar os convidados que aproveitavam para tirar fotografias com as vistas que pareciam saídas de uma pintura. Isto sem preocupação com os noivos. Não, nós tiramos uns com os outros que chega, diziam.
Olhei para a igreja, à procura do noivo. Lembrei-me das várias estórias e histórias que ouvimos, de casais muito felizes a quem o casamento correu mal. Lembrei-me de alguém que disse que quanto mais planeássemos, mais coisas corriam ao contrário, e quis ir chorar para o ombro mal vestido dele.
E então pensei, ainda a sonhar: Bom, podia ser pior. Já tomei nota das coisas que correram mal neste, posso pegar na lista e garantir que pelo menos estas coisas correm bem. E ouvi a chuva. Que não me molhava porque batia lá fora, do outro lado da janela do nosso quarto. Ainda bem que ainda temos seis meses para planear todo o muito que falta. E não tive coragem para voltar a adormecer.
Comecei a organizar as coisas e dei pela falta de um acessório essencial: O bouquet! Tinha-me esquecido completamente! Ligámos para todas as floristas e nada, então o meu pai teve a ideia de ir buscar flores que estavam em vasos pela casa, ir ao jardim apanhar, e tentar fazer um bouquet.
Saí de casa para o cabeleireiro, que já estava à minha espera. Voltei para casa, vesti-me e a manifestação já tinha acabado.
Quando saímos de casa, dei por falta de outra coisa: O porta-alianças. Olhei à volta e vi uma cana de bambú, que segurei e onde enfiei as alianças. Peguei noutra cana, que serviu de bouquet (A tentativa do meu pai foi muito falhada!!!).
Cheguei à igreja e o noivo já lá estava. Mas eu tinha-me esquecido de fazer os missais. Entrei, ao som de uma música pirosa qualquer, e qual não é o meu espanto quando atrás de mim entra quase metade do casamento. Era uma tradição da terra do noivo, em que os convidados entram a seguir à noiva. Onde é que já se viu? E o protagonismo da noiva?
Mas respirei fundo e prosseguimos. Olhei para o noivo, com atenção. E engoli em seco. Estava diferente. O fato salientava-lhe a barriga proeminente conquistada nos últimos meses. Se é que se pode chamar fato aquilo. Umas calças vincadas, pretas, mas com as bainhas mal feitas. Muito curtas, a mostrar a meia branca e a fazer os pés dele enfiados nuns sapatos, parecerem gigantescos. Uma camisa branca, por fora das calças, mas muito bem engomada. Uma faixa à cintura, a condizer com a gravata, num tom de verde água a puxar para o azul, num daqueles tecidos com reflexos. E por cima, la piece de resistance, um fraque azul turquesa com reflexos da cor da gravata, num tecido brilhante e cheio de reflexos, também desapertado.
Engoli em seco e disse-lhe que estava bonito. E ele disse o mesmo de mim. Mas com tantas peripécias, não era bem assim que me sentia.
À nossa frente, o padre que escolhemos. Com quem, lembrei-me, não tive tempo de falar. E a seu lado, uma das directoras da empresa onde trabalho, a ajudar na celebração.
Já quase no fim da missa, a minha prima começou a dar palpites, a fazer perguntas. E eu pedi-lhe com bons modos que deixasse a celebração continuar. Mas não, ela insistiu. Então fui encolher-me, chateada, sentada num cantinho da igreja tapada pelos convidados. E a missa prosseguiu com perguntas mas sem mim.
Saí da igreja, sozinha e à frente da maioria dos convidados. E quando cheguei cá fora, sentei-me ao lado de uns amigos que estavam nas escadas da igreja. Muito bem.
Eis se não quando aparece o fotógrafo, a dizer que tinha trazido só uma maquinazinha... E eu perguntei-lhe: Então não vais tirar fotos? E ele enrolou, enrolou... Ah... Mas... Pois... Vou... Só que.... E eu passei-me. Mão na cintura e lavagem de roupa em praça pública, que não há mais público que o adro da igreja. Olha, se não querias fotografar, tinhas dito que há muitos fotógrafos por aí. Agora, o casamento vai a meio e eu não tenho nem uma foto, o que acho muito mau. Já para não falar que te estou a pagar para cima de um dinheirão! E agora vais pegar na máquina e fotografar o que falta do casamento, se não eu zango-me a sério. E ele foi, fotografar os convidados que aproveitavam para tirar fotografias com as vistas que pareciam saídas de uma pintura. Isto sem preocupação com os noivos. Não, nós tiramos uns com os outros que chega, diziam.
Olhei para a igreja, à procura do noivo. Lembrei-me das várias estórias e histórias que ouvimos, de casais muito felizes a quem o casamento correu mal. Lembrei-me de alguém que disse que quanto mais planeássemos, mais coisas corriam ao contrário, e quis ir chorar para o ombro mal vestido dele.
E então pensei, ainda a sonhar: Bom, podia ser pior. Já tomei nota das coisas que correram mal neste, posso pegar na lista e garantir que pelo menos estas coisas correm bem. E ouvi a chuva. Que não me molhava porque batia lá fora, do outro lado da janela do nosso quarto. Ainda bem que ainda temos seis meses para planear todo o muito que falta. E não tive coragem para voltar a adormecer.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Compras
Ponto de situação
Trabalho
Tudo melhor. Os problemas foram falados e discutidos, os mal-entendidos foram esclarecidos. Até à data as coisas estão melhor, a ver vamos.
Costas
Já fiz três sessões de massagem terapêutica, e já me sinto melhor. As primeiras duas foram tramadas, de lágrimas nos olhos de cada vez que ela me pressionava as costas e sobretudo uns pontinhos na cabeça (fim do pescoço) que doem que se fartam. E o pior era a dor de cabeça e as náuseas que tive entre esses dias. A terceira foi melhor, já quase que consegui relaxar e ouvir a música de fundo, que ainda nem me tinha apercebido que havia.
Eu estou deitada na cama, no lado dele, onde bate o sol. Pela posição do sol, ainda devo ter mais umas duas horinhas para me consolar. Adoro as manhãs de sábado.
Obrigada pela preocupação e pelas mensagens de carinho.
Tudo melhor. Os problemas foram falados e discutidos, os mal-entendidos foram esclarecidos. Até à data as coisas estão melhor, a ver vamos.
Costas
Já fiz três sessões de massagem terapêutica, e já me sinto melhor. As primeiras duas foram tramadas, de lágrimas nos olhos de cada vez que ela me pressionava as costas e sobretudo uns pontinhos na cabeça (fim do pescoço) que doem que se fartam. E o pior era a dor de cabeça e as náuseas que tive entre esses dias. A terceira foi melhor, já quase que consegui relaxar e ouvir a música de fundo, que ainda nem me tinha apercebido que havia.
Eu estou deitada na cama, no lado dele, onde bate o sol. Pela posição do sol, ainda devo ter mais umas duas horinhas para me consolar. Adoro as manhãs de sábado.
Obrigada pela preocupação e pelas mensagens de carinho.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Eu, pecadora me confesso
Eu confesso-me aqui uma pecadora no que toca à chamada comida de conforto. Como pessoa muito ansiosa que sou, é na comida que tantas vezes (erradamente) busco consolo. Se estiver nervosa, ponham-me um pacote de bolachas à frente e quando voltarem a olhar... Acabaram! Nem dou por isso! Se estiver triste, um bom gelado... Não resolve mas ajuda. Se estiver cansada, um chocolate é um tiro certeiro! Naqueles dias em que é o cansaço, o stress e a tristeza, um jantar de leite quente e torradas serve-me de consolo. Quando estou na fase da TPM... bem... o lema é "O que vem à rede é peixe!". É o caso de hoje. Pareço uma trituradora.
Nota: Se estiverem a pensar como é que vou caber no vestido, não o digam. Já me basta o peso na consciência, sim?
Nota: Se estiverem a pensar como é que vou caber no vestido, não o digam. Já me basta o peso na consciência, sim?
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
É assim?
Se há assunto que não se costuma discutir, é os orçamentos de cada um.
Não quero saber quanto ganham e gastam, mas gostava de saber (para bem da minha saúde mental) se é só a mim que quase mês-sim-mês-sim aparecem despesas extraordinárias, que arrombam com as nossas poupanças ou tentativas de... Um mês acontece alguma coisa ao carro, outro mês um de nós tem um problema de saúde, outro mês temos uma multa, e por aí fora. Acho que, ao planear o nosso orçamento, vou começar a incluir a categoria dos extraordinários, para não ter mais surpresas.
Não quero saber quanto ganham e gastam, mas gostava de saber (para bem da minha saúde mental) se é só a mim que quase mês-sim-mês-sim aparecem despesas extraordinárias, que arrombam com as nossas poupanças ou tentativas de... Um mês acontece alguma coisa ao carro, outro mês um de nós tem um problema de saúde, outro mês temos uma multa, e por aí fora. Acho que, ao planear o nosso orçamento, vou começar a incluir a categoria dos extraordinários, para não ter mais surpresas.
As minhas verdades
A minha calma diária é quase inversamente porporcional à desarrumação lá de casa.
Odeio ter a casa suja e desarrumada, e realmente mexe com o meu sistema nervoso.
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