
Hoje perguntaram-me como é que era possível, querer fazer as cadeiras todas do semestre. Para mim, estranho era não as fazer.
Não sou invencível, nem elástica, nem a super mulher. Conheço os meus limites, mas também conheço a minha persistência e o meu perfeccionismo. E o que é que se faz sem esforço, que valha a pena? O que somos nós, se nunca lutarmos pelo que queremos, se desistirmos de tudo o que dá trabalho?
Antes de sair de casa de manhã, já dei uma arrumação geral na casa. Cama feita, a loiça toda na máquina e a bancada da cozinha limpa, um jeitinho nas almofadas do sofá e nas toalhas do wc.
Se venho almoçar a casa, aproveito para dar uma aspiradela ou limpar o pó. Noutros dias aproveito para ler blogs ou tratar de assuntos pessoais. Ainda há outros em que leio um livro ou artigo que preciso para o mestrado. Ultimamente adoptei a modalidade de levar almoço e trabalhar na hora de almoço, já que as oito horas não me estavam a chegar para tudo o que tinha para fazer.
Saio e vou para as aulas. Estou atenta e tomo notas. Quando chego a casa já depois da meia noite, caso não tenha nenhum trabalho para acabar, faço uma bela ceia e vou dormir.
A grande diferença, é que não perco tempo a lamuriar-me.
Hoje por exemplo, tive uma hora para jantar. Abri o portátil e comecei a trabalhar num artigo para entregar para a semana. O fim-de-semana vai ser destinado a continuá-lo. Depois, então, penso no próximo trabalho. E assim sucessivamente. Sem grandes stresses nem preocupações, um pé atrás do outro.
Por isso (e porque a minha licenciatura foi realmente uma boa escola), não acho que tenhamos uma quantidade anormal de trabalhos. Tudo se faz. A seu tempo.
Eu também me canso. E por isso é que tirei uma semana de férias de trabalho e mestrado, para aproveitar e por o sono e o humor em dia.
Só que na maioria das situações, o que cansa mais é pensarmos no cansaço. E nos problemas. E essa lição meus amigos, eu aprendi-a cedo.
1 comentário:
O pensamento positivo faz milagres!
Bjokas
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