terça-feira, 27 de abril de 2010
Era eu.
Esta noite tive um sonho.
Podia ter sido um pesadelo, porque alguém que gosto muito passava por uma situação muito difícil. Mas não foi. No meu sonho eu abraçava-a numas escadas, ouvia-a e ajudava-a. Na vida não há nada que possamos ter a certeza, dizia-lhe. A única certeza que temos é que há coisas que não podemos evitar. Quando a vida nos dá bons e maus momentos, a única certeza que temos é que aconteceu. Está feito, está dito, está vivido. Tudo o resto está por escrever. A forma como olhamos para o que aconteceu, o que fazemos com a única certeza que temos, é nosso. É uma escolha nossa. E podemos sempre escolher seguir em frente, numa subida que pode ser muito íngreme, mas que se estende à nossa frente. E não vai ser fácil continuar, sempre a andar, sempre a subir. Mas é possível, mesmo que às vezes parte do caminho seja aos tropeções, com pouco equilíbrio e algumas paragens.
E enquanto falava com ela, percebi que falava comigo mesma. Percebi que no meu sonho, aquela menina que sempre vi como um “eu” mais novo, era eu. E era eu que a ajudava. Era eu que lhe dizia o que ela precisava de ouvir.
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2 comentários:
=)
:)
Um sonho sonhado todos os dias, Kika! Muito bom!Gostei mesmo muito!
Eu, que tantos tropeções dei nesta vida. Alguns causados por mim, outros pequenas rasteiras que me fizeram voltar à base do caminho. Mas, como tu tão bem dizes, o que fazemos depois, é escolha nossa, só nossa!
Beijinhos
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