Sei que não tenho nada com isso, mas custa-me a incoerência das pessoas. Daquelas que passam os dias a chorar o seu triste fado mas que afinal, até nem são tão tristes assim.
Pessoas que se queixam que são as piores, as mais mal pagas, as mais desgraçadas, que qualquer dia não têm dinheiro para dar de comer aos filhos. E que depois gastam 1000€ num tratamento redutor, numa clínica chiquérrima que começa por P. Ou que, coitadas, têm um carro que está a cair de podre, mas não o podem trocar por qualquer um. Tem que ser um Qashqai, ou outro da mesma gama. Que olham de lado quando uma pessoa conta que foi passar um fim-de-semana fora ou que foi a um cinema, mas depois pergunte-se onde estiveram no sábado e a resposta há-de oscilar entre um ou outro centro comercial, de onde voltam cheias de saquinhos com vestidos, malas e camisolas da Desigual ou calcinhas da Salsa. Para elas, claro. Que os filhotes vestem roupinha do hipermercado que crescem tanto que não se pode.
Não tenho nada com isto, é um facto. Cada um vive como quer, é outro facto. Mas a incoerência mexe realmente comigo.
8 comentários:
Ui!! Também não gosto nada disso! E há muito disso em Portugal... Há em todo o lado, claro, mas sempre que regresso a Portugal é das primeiras coisas que noto!!!
Pois, e infelizmente há muita gente assim.
Lá que é incoerente, lá isso é.
É incoerente sim, senhor, e tira-me do sério. Só não me manifesto porque considero que realmente a vida de cada um, cada um vive-a como quer. Mas sinceramente... de gente assim prefiro é distância.
Gosto do novo ambiente cá de casa...gosto muito desta simplicidade/claridade.
Beijos
Somos duas.
Há pessoas que definem as prioridades ao contrário. Enfim...
*.*
Podes crer, essas pessoas irritam!!
O único comentário que eu posso fazer a isso é: "Bem-vinda a Leiria", conheçe mais alguma terra onde uma Presidente de Câmara disse que as pessoas da sua terra vivem num palco, só e apenas para mostrar aos outros o que julgam que os outros querem ver? Eu não conheço... É daquelas coisas que vem com a terra, não há nada a fazer, é viver com isso ou mudar de terra.
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