O sonho de muita gente é ter uma casa grande ou muito boa.
Essas pessoas poupam durante algum tempo para terem capacidade de a comprar ou mandar construir, E/ou pedem empréstimos com uma prestação um pouco mais alta do que a que pagariam para uma casa mais pequena. Depois há outras, que acham que o que vale mesmo a pena é aproveitar a vida, e ou não compram casa ou optam por uma que lhes permita alguma margem para outros gastos.
Qual é a vossa opinião sobre este assunto? Quais foram as vossas decisões?
Vale a pena gastarmos quase todo o dinheiro que temos (seja antes enquanto poupamos ou depois com as prestações de um empréstimo) numa casa, mesmo que para isso tenhamos que abdicar das viagens e das roupas novas? Ou o melhor é escolher uma casa de um valor que possamos pagar e que não nos faça abdicar dos pequenos luxos de que todos gostamos?
Quais foram as vossas decisões, e quais os argumentos que pesaram?

7 comentários:
Olha, por partes.
Para mim ser feliz e aproveitar a vida passa por várias coisas, nomeadamente ter uma casa que eu considere bonita, boa e onde me sinta bem e sinta prazer de estar com a minha familia (marido, futuramente filhos e os familiares e amigos). Sempre achei isto muito importante, e agora que tenho uma casa que cumpre esses requisitos ainda reforcei mais esta opinião.
Mas ser feliz passa por muito mais coisas: poder comprar roupa que gosto, poder ir jantar fora aos restaurantes que gostamos, poder ir ao cinema/concertos/outros eventos, poder viajar e fazer férias fora de casa, sejam mais extravagantes ou umas escapadas aos fins-de-semana, poder oferecer presentes a quem gosto.
Felizmente a vida tem sido generosa para comigo e tem-me dado, não só as condições financeiras para poder fazer/ter tudo o que mencionei, mas também a capacidade de saber aproveitar todas as pequenas coisas.
Ainda assim na hora de comprar casa, foi desde sempre, estabelecido entre nós um valor máximo até onde iríamos precisamente para podermos ter também o resto. Depois de muita procura - e não contentamento com as primeiras hipóteses que nos surgiram - conseguimos encontrar uma casa muito boa, enorme, que superava até as expectativas do que procuravamos para o nosso inicio de vida, com condições que iam de encontro ao que haviamos estipulado.
Portanto o truque penso que seja esse: balançar muito bem qual o máximo até onde queremos ir e dentro disso tentar encontrar aquilo que se adequa às nossas expectativas. E pensar claro em todas as agravantes e condicionamentos que poderão surgir a médio/curto prazo.
Essa é uma questão que me divide muito. Comprei a minha casa em solteira, antes sequer de conhecer o meu marido. Comprei porque estava farta de viver num apartamento de estudantes (já trabalhava e, claro, os horários e os hábitos não são bem os mesmos...), ia viver sozinha e entre pagar x numa renda ou o mesmo x numa prestação preferi investir em património. Mas comprei uma casa pequena, muito gira (achei eu na altura) mas à medida do que era estritamente necessário para mim. Hoje em dia, casada e a perspectivar aumentar a família, a casa não responde às nossas necessidades, pelo que vamos ter de fazer algo acerca disso. Temos visto algumas coisas - para já só numa perspectiva de prospecção - e é tudo impensavelmente caro. Nós gostávamos de ter uma moradia, mas já estamos a pensar duas vezes, porque os preços são quase proibitivos e nós gostamos muito de ter alguma qualidade de vida. Ou seja, sou de opinião que é preferível ter uma casa não tão grande ou luxuosa (não preciso dessas coisas), embora espaçosa o suficiente para ter crianças, e poder continuar a fazer as minhas férias, as minhas viagens, os meus jantares se me apetecer. O que nós levamos desta vida é mesmo isso - os bons momentos que ela nos proporciona. :)
Well!, ainda sem casa própria mas a pensar seriamente nisso, concordo com os dois comentários anteriores: equilíbrio é a chave da questão. Acho que estipular um preço que queiramos / possamos despender na prestação é essencial, se não quisermos mudar um monte de coisas nas nossas vidas.
Prefirei um T2 a um T3, se esse T3 me impedir de viajar, de jantar fora ou de fazer as coisas que também me são mto necessárias!Mas não sou nada contra arrendar, especialmente com os preços absurdos que andam por aí =)
Eu voto na 2ª!
Argumento? A vida...
;)
Para mim, na vida, há coisas muito mais importantes do que ter uma grande casa ou um grande carro e passar a vida escrava disso.
Prefiro ter uma casa mais pequena, confortável, acolhedora, que me permita não viver em função de pagar a prestação da casa.
A minha única fonte de rendimento é o meu trabalho. Poderia, se quisesse, e porque o meu trabalho assim o permite, trabalhar mais horas, muitas mais, e ganharia muito mais também. Aí poderia ter uma big casa. Mas, ficaria sem ter tempo para estar nela, sem tempo para estar com o meu filho, sem tempo para viver, só para trabalhar. E prefiro muito mais estas últimas.
Beijinhos
Olá! Não importa se a casa é grande ou pequena, o que importa é que é a tua casa. Começei a namorar cedo aos 15 anos e desde essa altura, planeamos fazer a nossa casa. Não era muito grande, mas era a nossa casa, no campo, sossegada. Desde cedo, começamos a fazer desenhos e esboços de onde seria cada coisa, o nosso quarto, o quarto do bebé, como seria a sala e a cozinha, teriamos dispensa e lavandaria, onde seria o escritorio, e onde seria o acesso ao 1.º andar, caso decidissemos mais tarde fazer...Contudo, a vida nem sempre nos corre de gosto, e onde nós queriamos fazer é zona ecológica, portanto, é muito, muito complicado. Ao acabar a universidade, viemos por curiosidade ver a casa onde hoje moramos. Foi amor à primeira vista e decidimos comprar. Alugar para nós tava fora de questão.Fomos fazer aos bancos varias simulações e a prestação enquandrava-se nos nossos ordenados, mesmo eu estando ainda a pagar carro. É obvio que temos de fazer algumas cedencias, pois o fundo de maneio deixa de ser outro. Mas acredita, que mesmo pagando casa e tendo de cuidar dela, tenho tempo para o trabalho, para a familia para os amigos, continuo a passear, ir as compras, jantar fora...é tudo uma questao de orientaçao. há meses mais complicados que outros...mas acredita, que é muito bom ter a nossa casa.Mas seja qual for a escolha que fizermos o que importa mesmo e ser feliz
O melhor é apostar numa casa que se pode pagar, que nos permite dar a volta caso surjam mais despesas ou alguém fique desempregado. Para quê abdicar das pequenas coisas da vida (aquelas que dão mais prazer) por uma casa melhor? Não passa de uma casa, um tecto para viver... por que será tão overated? beijocas
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